<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219</id><updated>2012-02-16T19:22:47.049-08:00</updated><title type='text'>GAUDETE</title><subtitle type='html'>"Suscepimus Deus misericordiam tuam in medio templi sui"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ir. Bento, obl. 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O Motu Proprio é acompanhado de uma elucidativa Carta aos Bispos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicando que essa liberação não afeta a autoridade do Concílio Vaticano II nem a validade da reforma litúrgica dele procedente, o Papa fala que “as duas formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente”. E, em termos de reconciliação e convivência, enquanto a nova forma (ordinária) da Missa se apresenta como mais participativa, a antiga forma (extraordinária) exprime mais a sacralidade e a reverência devida ao Mistério Eucarístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os interessados nessa forma antiga, o Santo Padre reconhece que, ao lado de exageros e desvios por parte de alguns, existem pessoas corretamente apegadas à antiga forma litúrgica da Santa Missa: “Quanto ao uso do Missal de 1962, como Forma extraordinária da Liturgia da Missa, quero chamar a atenção para o fato de que este Missal nunca foi juridicamente ab-rogado e, consequentemente, em princípio sempre continuou permitido. Na altura da introdução do novo Missal, não pareceu necessário emanar normas próprias para um possível uso do Missal anterior. Supôs-se, provavelmente, que se trataria de poucos casos individuais que seriam resolvidos um a um na sua situação concreta. Bem depressa, porém, se constatou que não poucos continuavam fortemente ligados a este uso do Rito Romano que, desde a infância, se lhes tornara familiar. Isto aconteceu sobretudo em países onde o movimento litúrgico tinha dado a muitas pessoas uma formação litúrgica notável e uma profunda e íntima familiaridade com a Forma anterior da Celebração Litúrgica. Todos sabemos que, no movimento guiado pelo Arcebispo Lefebvre, a fidelidade ao Missal antigo apareceu como um sinal distintivo externo; mas as razões da divisão, que então nascia, encontravam-se a maior profundidade. Muitas pessoas, que aceitavam claramente o carácter vinculante do Concílio Vaticano II e que eram fiéis ao Papa e aos Bispos, desejavam contudo reaver também a forma, que lhes era cara, da sagrada Liturgia; isto sucedeu antes de mais porque, em muitos lugares, se celebrava não se atendo de maneira fiel às prescrições do novo Missal, antes consideravam-se como que autorizados ou até obrigados à criatividade, o que levou frequentemente a deformações da Liturgia no limite do suportável. Falo por experiência, porque também eu vivi aquele período com todas as suas expectativas e confusões. E vi como foram profundamente feridas, pelas deformações arbitrárias da Liturgia, pessoas que estavam totalmente radicadas na fé da Igreja”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista à revista americana Latin Mass (5/5/2004), o Cardeal Dario Castrillón Hoyos também já afirmara: “Eu não gosto, com efeito, das concepções que querem reduzir o “fenômeno” tradicionalista somente à celebração do Rito antigo, como se se tratasse de um apego nostálgico e obstinado ao passado. Isto não corresponde à realidade que se vive no interior deste vasto grupo de fiéis. Na realidade, nós estamos aí freqüentemente na presença de uma visão cristã da vida de fé e de devoção..., um desejo profundo de espiritualidade e sacralidade,... É interessante em seguida ressaltar como se encontram no seio desta realidade numerosos padres, nascidos depois do Concílio Ecumênico Vaticano II. Eles manifestam...uma ‘simpatia de coração’ por uma forma de celebração, e também de catequese, que... deixa um grande lugar ao clima de sacralidade e de espiritualidade que justamente conquista também os jovens de hoje: não se pode certamente defini-los como ‘nostálgicos’ ou um vestígio do passado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao uso do latim, língua oficial da Igreja, lembremo-nos que o Concílio Vaticano II, tendo liberado o uso do vernáculo na Liturgia, não deixou de lembrar a norma geral: “Seja conservado o uso da Língua Latina nos Ritos Latinos” (Sacr. Conc. 36). Aliás, era a observação feita pelo Papa Beato João XXIII: “Ninguém por afã de novidade escreva contra o uso da Língua Latina... nos sagrados ritos da Liturgia.” (Const. Ap. Veterum Sapientia, 11, § 2).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-3707495634256863249?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=6eccf1073c8b9bce&amp;type=video/mp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/3707495634256863249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2012/01/dom-rifan-no-site-da-cnbb-missa-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3707495634256863249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3707495634256863249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2012/01/dom-rifan-no-site-da-cnbb-missa-na.html' title='Dom Rifan no site da CNBB: Missa na forma antiga do Rito Romano'/><author><name>Ir. Bento, obl. 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Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-6356428718050641788</id><published>2011-07-29T16:44:00.000-07:00</published><updated>2011-07-29T16:47:25.739-07:00</updated><title type='text'>COMUNHÃO NA BOCA E DE JOELHOS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-uScFLTRBvG0/TjNGZ4G4RtI/AAAAAAAAAMc/qFevOVIEAG4/s1600/Cardeal%2B_Antonio_Canhizares_zorate.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 308px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-uScFLTRBvG0/TjNGZ4G4RtI/AAAAAAAAAMc/qFevOVIEAG4/s320/Cardeal%2B_Antonio_Canhizares_zorate.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634924969142535890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista concedida à ACI Digital*, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que os católicos devem comungar na boca e de joelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim o indicou o Purpurado espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, da liturgia e dos sacramentos na Igreja Católica, ao ser consultado sobre se é recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta do Cardeal foi simples e breve: “É recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos”.&lt;br /&gt;Também ao responder à pergunta de ACI Digital sobre o costume instaurado pelo Papa Bento XVI de fazer com que os fiéis que recebem a Eucaristia dele o façam na boca e de joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve “ao sentido que deve ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É simplesmente saber que estamos diante de Deus mesmo e que Ele vêm a nós e que nós não o merecemos”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Purpurado disse também que comungar dessa forma “é o sinal de adoração que é necessário recuperar. Eu creio que é necessário para toda Igreja que a comunhão se faça de joelhos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De fato – acrescentou – caso comungue em pé, deve-se fazer genuflexão ou uma inclinação profunda, coisa que não se faz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Prefeito disse ademais que “se trivializamos a comunhão, trivializamos tudo, e não podemos perder um momento tão importante como é comungar, como é reconhecer a presença real de Cristo ali presente, do Deus que é amor dos amores, como cantamos numa canção espanhola”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser consultado por ACI Digital sobre os abusos litúrgicos em que alguns incorrem atualmente, o Cardeal disse que é necessário “corrigi-los, sobretudo mediante uma boa formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa formação, explicou, deve fazer que “se celebre bem, para que se celebre conforme as exigências e dignidade da celebração, conforme as normas da Igreja, que é a única maneira que temos de celebrar autenticamente a Eucaristia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente o Cardeal Cañizares disse à ACI Digital que nessa tarefa de formação para se celebrar bem a liturgia e corrigir os abusos, “nós bispos temos uma responsabilidade muito particular, e não podemos deixar de cumpri-la, porque tudo o que façamos para que se celebre bem a Eucaristia será para fazer que se participe bem na Eucaristia”.&lt;br /&gt;____________________&lt;br /&gt;* Tradução por Kelvin Konz, e revisão por Isabela Leite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-6356428718050641788?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/6356428718050641788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/07/comunhao-na-boca-e-de-joelhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/6356428718050641788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/6356428718050641788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/07/comunhao-na-boca-e-de-joelhos.html' title='COMUNHÃO NA BOCA E DE JOELHOS'/><author><name>Ir. 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A vocação monástica é , em última análise, uma vocação à unidade. E essa unidade só pode ser alcançada através de uma longa caminhada que implica transformações profundas sucessivas, isto é, através de um longo processo de conversão. Tal conversão se enraiza no batismo, pelo qual somos introduzidos naquela mais radical de todas as conversões vividas por um ser humano, a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Nenhuma conversão tem algum sentido exceto numa relação com o mistério pascal. O mistério pascal permanece no próprio coração da história humana. Os dois braços da cruz cobrem todo espaço de tempo, da aurora da Criação com Deus soprando seu sopro de vida na humanidade, ao retorno escatológico de tudo ao Pai na Parusia, com Jesus de Nazaré no centro, entregando seu espírito ao Pai e recebendo-o de volta para se tornar o primeiro de nosso gênero a partilhar plenamente da glória do Pai. Nossa conversão monástica, como forma de participação no mistério pascal de Cristo é um elemento daquela transformação global da humanidade e do cosmos todo sob a ação do Espírito de Cristo. Embora seja antes de tudo uma conversão do coração, tem seu sentido a partir da experiência de Deus da conversão humana em Cristo, e alonga caminhada da humanidade que a precedeu; e não será alcançada sem nossa participação ativa na construção do Reino de Deus, que implica uma transformação ou conversão radical da estrutura inteira da sociedade. Meu propósito aqui é de simplesmente mostrar como todos estes aspectos formam uma realidade unificada que recebe seu sentido do mistério pascal nos quais estamos inseridos pelo batismo. A EXPERIÊNCIA DE DEUS DE CONVERSÃO EM JESUS CRISTO O primeiro paradigma de conversão ou transformação é certamente a transformação de Deus à humanidade como descrita na Carta de Paulo aos Filipenses: "Embora fosse achado sob a forma de Deus, ele... se esvaziou de si mesmo e tomou a forma de um escravo, tendo nascido na semelhança dos homens. Por isto, Deus o exaltou grandemente e lhe concedeu o nome que está sobre todo outro nome" (Fil 2, 6-9). Se compreendemos a conversão simplesmente como uma passagem do pecado à virtude, não faz nenhum sentido, é claro, falar da conversão de Jesus ou da experiência de Deus de conversão em Jesus. Mas como ocorreu, é só por acidente é que aquela conversão é para nós uma passagem do pecado à virtude - só porque a humanidade pecou. A realidade da conversão é em si mesma algo muito mais profundo e mais amplo. Principia com nosso nascimento e é uma dimensão de qualquer passagem de um estágio de crescimento a um outro até que alcancemos a perfeição a que somos chamados. E Jesus certamente passou através deste processo. Após o processo pacífico, tranqüilo e lento de crescimento de Jesus em idade, graça e sabedoria, ocorreu a mudança radical do tempo de seu batismo. Quando desceu às águas para ser batizado por João, o Espírito veio sobre ele e permaneceu, a voz do Pai foi ouvida dizendo: "Tu és meu Filho muito amado". Neste momento fica experienciada na sua psique humana sua identidade de filho de Deus. E isto lhe dá um novo insight a respeito de sua missão. Esse senso de identidade e esse novo insight foram assumidos através de um longo período de solidão no deserto, onde teve de enfrentar terríveis tentações. Ele imediatamente começou não só a pregar mas também a realizar o Reino de Deus, curando os doentes, perdoando os pecadores e anunciando as Boas Novas aos pobres. Isto não foi feito sem encontrar oposição e aquelas confrontações mediante as quais novos insights sobre sua identidade e sua missão se desenvolveram. O processo todo veio a se completar na transformação radical realizada através da entrega por Jesus de seu espírito ao Pai e pela sua ressurreição pelo Pai. A experiência transformante vivida por Jesus é o ápice da busca às cegas da humanidade em direção ao seu fim último; dá seu sentido a toda a história humana que lhe antecede e que lhe segue. Quando fomos batizados, fomos inseridos na longa experiência humana de conversão que alcançou seu ponto culminante em Jesus de Nazaré. Sendo imersos no mistério pascal de Cristo, somos chamados a uma transformação pessoal que deve nos levar à nossa completa integração em Deus. O batismo não só nos estabelece num estado, o assim chamado estado de graça, mas sobretudo nos lança numa caminhada. E esta caminhada nos conduz muito para além de nós mesmos e para além dos limites de nossa própria experiência individual. Considerando a caminhada que precedeu nos ajuda a compreender onde nossa própria jornada nos conduz. Mas não dispomos de um mapa ou de um projeto para tanto. A estrada está inteiramente à nossa frente; e é totalmente inexplorada. Esta é a caminhada à qual nos comprometemos a seguir sem cessar quando, no dia de nossa profissão monástica, prometemos a "conversatio morum". CONVERSÃO DO CORAÇÃO COMO UMA CAMINHADA PARA O SELF A conversão pedida por Jesus a seus discípulos não é simplesmente uma modificação superficial de seu comportamento moral. Implica muito mais do que substituir um "ego" pessoal por um outro, mais respeitável ou mais em conformidade com os ditames e expectativas da sociedade. Requer uma transformação global e radical que toca todas as dimensões do ser humano, "espírito, alma e corpo", para usar as categorias da antropologia de São Paulo (cf. 1 Tes 5,23). De fato, tal conversão deve ser, antes de tudo, uma conversão do coração, a fonte de tudo o que é tanto bom ou mal na existência humana. Ezequiel descreveu em termos belos e poéticos a conversão que seria característica do novo Reino: "Eu lhes darei um coração novo e porei neles um espírito novo; tirarei o seu coração de pedra, e o substituirei por um coração de carne" (Ez 11,19). A caminhada para conversão é, antes de tudo, uma caminha interior aos recessos do coração, para a descoberta de nosso self verdadeiro, isto é, a pessoa que nós fomos chamados a ser por Deus, a imagem única ou a palavra única de Deus que somos nós, o nome que ele nos deu. Nessa parte mais profunda de nós mesmos, teremos de tocar em lugares que são-nos desconhecidos, territórios não familiares e mal assombrados onde somos forasteiros. Teremos de tornar-nos nômades dentro de nosso próprio mundo. A primeira realidade que encontraremos lá será nosso ego com todos seus limites. Quando nos aventuramos a caminhar por nosso próprio mundo interior, temos de estar prontos a ser confrontados com o medo e a confusão, com a tentação. Existe tal experiência de deserto no início de toda grande caminhada espiritual. Após seu batismo, Jesus começou um novo período de sua vida por uma caminhada para a solidão. Era a experiência do Profeta Elias, indo através da consciência de sua própria pobreza, seus temores e suas fraquezas, no deserto antes do seu encontro com a glória de Deus no Monte Horeb. Foi também a experiência de Paulo que passou uns anos misteriosos no deserto da Arábia após seu encontro com Cristo no caminho de Damasco. E milhares de mulheres e homens, desde os primeiros dias da vida monástica na Síria e no Egito até os nossos dias, foram para o deserto com o propósito de viver tal experiência. Essa viagem transformante pode se iniciar com uma experiência muito profunda ou mesmo arrasadora como a de Jesus no seu batismo, ou de Paulo no caminho de Damasco, ou a de Elias no caminho para o Monte Horeb. Muitos de nós, contudo, embarcarão quase imperceptivelmente nessa viagem, não após alguma experiência mística radical, mas simplesmente, gradualmente, à medida que vivemos: passando do sucesso à derrota, experimentando o insucesso em nossa carreira acadêmica, em nossas amizades, em nossa vida moral, e saboreando a frustração crescente de sonhos não realizados à medida que começamos a contar o número de nossos anos pela marca que deixam em nossos corpos. Estas podem todas parecer de início coisas superficiais mas elas nos tocam muito profundamente, e se nós aceitamos com honestidade, elas nos colocam em contato com nossas profundas limitações, com nossa pecaminosidade, e com todos os ídolos que cultuamos em segredo. E este é o primeiro passo no caminho para a conversão do coração. Quando os Padres do Deserto descreviam suas lutas com animais enormes e com serpentes pegajosas e demônios que faziam caretas (ou com mulheres sedutoras), estavam simplesmente descrevendo os diversos aspectos de seus próprios corações que a experiência do deserto os fazia descobrir. São o que Jung denomina nossa sombra, a parte inaceitável de nossa personalidade com a qual agora somos colocados face a face. Uma tal experiência de nossa pecaminosidade não é uma descoberta para ser feita somente no início de nosso noviciado! Pode ser a descoberta súbita ou encoberta, após muitos anos de oração e de serviço fiel a Deus, de dúvidas fortes e persistentes em nossos corações sobre Deus e nossa vocação; que paixões intensas emerjam; que o sentido e as verdades se deteriorem; que abundem as questões e não apareçam respostas. Novos tipos de escuridão e de esterilidade podem então nos tocar profundamente. Não são as pequenas trevas e a aridez dos primeiros anos que nos asseguravam pois elas de algum modo nos convenciam de que nós estávamos progredindo para os mais altos estágios da vida espiritual descritos por João da Cruz. Éramos um tanto orgulhosos daquela escuridão e daquela aridez. As novas são terríveis. O amor de Deus que anteriormente nos sustentou e nos motivou parece agora ilusório e evasivo. Quando Jesus tentou descrever a realidade da conversão, usou imagens que não eram imagens de transformação lenta e gradual, mas imagens que refletiam os dois acontecimentos mais traumáticos da vida humana: o nascimento e a morte. Ele sabia, mais do que qualquer outro, que a plenitude da vida não pode ser alcançada sem passar através do rio da morte. A Nicodemos (Jo 3,5-6), disse: "Em verdade eu vos digo, a menos que um homem nasça da água e do Espírito, ele não poderá entrar no Reino de Deus: o que nasceu da carne é carne; o que nasceu do Espírito é espírito." Mas depois quando descreveu a condição para tal vida: "Em verdade vos digo a menos que um grão de trigo caia na terra e morra, permanecerá um único grão; mas se morrer, produzirá uma rica colheita." (Jo 12,24-25). Se nas trevas de nossa noite, desejando entender o que está acontecendo, vamos ao Mestre para lhe pedir um conselho ou consolo, sua resposta seria provavelmente tão enigmática para nós quanto para o pobre Nicodemos. Com muita freqüência a entrada na vida monástica é considerada como "a conversão" (ou "a segunda!, seguindo a primeira do batismo). O resto de nossa vida se supõe ser um crescimento e desenvolvimento tranqüilo, se não sempre fácil, e perseverança fiel. Nosso voto de "conversatio morum" é entendido como o compromisso de não parar em nossa caminhada reta e tranqüila para a perfeição. Da mesma forma, tendemos hoje a privilegiar "conversões instantâneas", experiências místicas subitamente transformantes. O perigo é que tais conversões podem ser simplesmente mudanças de comportamento, a troca de um "ego" por outro "ego". Em todo caso, mesmo a mais extraordinária experiência de Deus é usualmente o primeiro passo numa longa caminhada para a conversão, e não isenta a pessoa de entrar no deserto de seu próprio coração e vagar lá, com freqüência por anos, como o povo de Israel no deserto. É neste espírito que os primeiros monges iam para o deserto, para entrar em contato com seu próprio coração e encontrar neste campo de batalha as forças do mal e derrotá-las seguindo o exemplo do Cristo e com sua graça, e assim apressar a vinda do fim dos tempos. Todos os tesouros, os dolorosos tesouros, de tais experiências humanas de conversão podem ser perdidos quando se coloca uma ênfase indevida sobre experiências místicas extraordinárias, sobre um entusiasmo carismático não realista, ou quando as práticas ascéticas substituem a plenitude de vida à qual nós somos chamados. A ascese é necessária e indispensável, mas pode também ser uma desculpa conveniente para fugir da dor do crescimento. Pode ser uma maneira conveniente de nos isentar do processo doloroso de aprender a cuidar, a escutar, a viver, a amar - noutras palavras, de chegar "gradualmente" à plenitude da perfeição. Neste contexto, uma palavra sobre a formação monástica é talvez necessária. Se nossa formação monástica se preocupa somente com transformar-nos em bons e edificados monges e monjas, ou com preparar-n os para ser bons ministros pastorais e não nos encoraja a avançar nessa caminhada solitária através do deserto de nossa pecaminosidade para o encontro pessoal e amedrontador com o Deus vivo, ela falhou. E toda nossa atividade será nada mais do que construtora do ego e certamente não construtora do Reino. Paradoxalmente, tentar olhar para fora de nós mesmos e tentar viver de acordo com ideais e expectativas externas podem impedir a autêntica conversão de que estamos falando. E temo que com muita freqüência, nossa formação monástica faz exatamente isto. Em lugar de levar as pessoas a uma conversão dolorosa, nós as convidamos a vestir um belo ego novo sobre o antigo. Quando as pessoas tentam encontrar o chão de sua identidade somente em fazer coisas e em viver os papéis sociais ou as expectativas da comunidade, estão de modo inconsciente promovendo um falso self. Os ideais muito bons em si mesmos, tais como ser um bom noviço, um bom abade, uma boa prioresa, um bom professor ou um bom pastor, podem se tornar obstáculos para uma conversão mais profunda. Em geral temos muito medo de deixar partir nossas próprias criações e permitir a Deus que nos toque e faça nascer nosso self verdadeiro. Se corajosamente continuamos nossa caminhada pelo deserto de nossos corações, eventualmente alcançaremos de algum modo o chão de nosso ser, onde ele cresce do Ser, onde nosso próprio self é um com O Um que é a plenitude do Self, de tal modo que podemos dizer com Paulo: Não sou eu que vivo, é Ele que vive em mim. A conversão nos leva a uma imagem renovada de nós mesmos, de Deus e de nossos próximos. Ou melhor, ela nos permite ir para além das imagens e transcender, naquela simplicidade abençoada, que é o fim último da vida monástica, tudo que nos leva para longe de nós mesmos, de Deus e de nossos irmãos. CONVERSÃO DA SOCIEDADE AO REINO DE DEUS Embora a conversão seja antes de tudo algo extremamente íntimo e pessoal - a conversão do coração- não pode ser tão privada quanto solitária. Deve-se tornar uma conversão coletiva através da qual a transformação da Igreja e da sociedade se dão. A conversão pode na verdade acontecer a muitas pessoas ao mesmo tempo e elas podem formar uma comunidade para sustentar uma à outra em sua auto-transformação, e ajudar uma à outra para resolver as implicações e em realizar a promessa de sua nova vida. É neste maneira que a vida cenobítica e outras formas de vida comunitária na Igreja nasceram. Tal conversão pode passar de geração à geração e disseminar de uma cultura a outra. Mas num nível mais profundo, a conversão está intimamente relacionada com o Reino de Deus. Quando João Batista convidava os judeus à conversão, dizia: "Arrependei-vos, pois o Reino de Deus está próximo", e quando Jesus iniciou sua própria pregação, proclamava "Arrependei-vos, o Reino de Deus está próximo". A própria experiência de Jesus de conversão em seu batismo foi a descoberta não só de sua identidade mas também de sua missão de pregar e atualizar o Reino de Deus, e o início de sua realização. Se nossa conversão é autêntica, se, tornando-se a pessoa que somos chamados a ser, nos tornamos mais nosso verdadeiro self e assim, mais identificados com o Um que é a plenitude do Self, também receberemos a revelação de nossa missão pessoal única na edificação do Reino de Deus. Esta foi a experiência dos Apóstolos. Levou tempo para que compreendessem a mensagem de Jesus. No momento de sua morte, eles ainda estavam muito longe de tal compreensão. Eram covardes: fugiram e Pedro negou seu Mestre. No entanto, no perdão experimentado através da paixão, morte e ressurreição de Cristo, viram-e a si mesmos de um novo modo e abraçaram a Jesus Cristo como Senhor. Ligaram-se a ele de uma nova maneira, e assim descobriram sua própria missão na construção do Reino. Nossa missão, embora enraizada em nosso batismo, tem de ser descoberta, como a dos Apóstolos, na experiência profunda de comunalidade e solidariedade com todas as pessoas afligidas pela pobreza da condição de pecado e em necessidade de cura. No entanto, são todos aqueles com os quais facilmente experimentamos que temos preconceito e intolerância. O Reino de Deus como pregado por Jesus implica uma transformação radical da estrutura inteira da sociedade, e a conversão individual do coração recebe seu sentido a partir de ser uma pequena parte constitutiva daquela transformação grande e profunda. Aquela transformação do Reino, assim como a conversão individual, requer, em algum momento, uma ruptura radical. O Reino não evolui realmente: ele irrompe. Não é só espiritual, pois implica uma revolução total das estruturas do mundo antigo. Daí ser apresentado como boa nova para os pobres, luz para o cego, cura para o coxo, escuta para o surdo, liberdade para os prisioneiros, libertação para os oprimidos, perdão para os pecadores e vida para os mortos (cf. Lc 4, 18-21; Mt 11,3-5). Tal Reino não é o outro mundo, mas este mundo transformado e feito novo. Esta é a mensagem das Bem Aventuranças. Tendemos a interpretá-las como se Jesus estivesse prometendo felicidade só para a vida após a morte, num distante "Além". "Felizes os pobres - às vezes compreendemos - porque, após sua vida miserável na terra a eles será dado o Reino dos céus; felizes os que sofrem, pois eles serão consolados com as alegrias do céu; felizes são os famintos, pois depois de ter morrido de fome eles serão alimentados no céu com um maravilhoso alimento espiritual, e assim por diante..." Este não é o ensinamento de Jesus. Quando ele declara os pobres felizes, é porque foi ele que veio libertá-los de sua pobreza; quando declara os sofredores felizes, é porque é ele que lhes traz consolação; quando declara os famintos felizes, é porque ele que veio libertá-los de sua fome. O que Jesus começou, seus discípulos foram chamados a levar à plenitude. O Reino de Deus deve primeiro ser realizado aqui na terra, no espaço e no tempo. Se for realizado aqui na terra, durará para sempre, pois é divino e uma vez que é a realização da dimensão divina do humano sendo criado à imagem de Deus. Sua plenitude marcará o final dos tempos. E então, as Bem Aventuranças não são um tranqüilizante espiritual destinado a nos ajudar a agüentar as durezas desta vida em espera de um "Além". São um chamado, uma missão confiada a todos nós: a missão de transformar, de converter o mundo. Isto, é claro, implica uma espera escatológica. O Reino de Deus está aqui mas não ainda completamente realizado. Há uma urgência de alcançá-lo. Isto implica também uma luta contínua. Os poderes demoníacos que achamos em nós mesmos enquanto entramos na nossa caminhada solitária estão presentes e ativos na sociedade. São Paulo, usando a terminologia dos gnósticos de seu tempo, os denomina de poderes e principados deste mundo. O significado de nossa ascese, de nossa "conversatio", é apressar a vitória final do reino da luz sobre o reino das trevas. O fim dos tempos não é o momento em que o mundo cessar de existir, mas o momento em que será completamente transformado no Reino de Deus. Uma vida de conversão é uma vida vivida com a consciência constante dessa urgência: "Tende os vossos cintos cingidos em vossas cinturas e guardai as vossas lâmpadas acesas. E sede com quem espera o seu senhor voltar das núpcias, a fim de lhe abrir logo que ele chegar e bater" (Lc 12, 35-36). Jesus, no Evangelho, torna muito claro que a conversão é uma escolha entre dois senhores. Quer servimos as principalidades e poderes deste mundo (personificados por Jesus sob o nome de Mammon) ou servimos o Deus pessoal, também com um nome pessoal, Abba. Não há uma possibilidade de meio termo. É preciso fazer uma escolha pessoal. Vivemos nossa conversão monástica num mundo concreto onde uma das grandes manifestações do poder do mal é a tremenda disparidade entre ricos e pobres (países ricos e pobres assim com indivíduos ricos e pobres dentro de cada país). As principais conseqüências desta disparidade são a fome e a guerra. Para nós que vivemos uma vida monástica, assim como para qualquer outro cristão batizado que tenha a responsabilidade de construir o Reino de Deus, o primeiro passo para a conversão nesse aspecto deverá ser compreender quanto somos co-responsáveis por essa situação coletiva de pecado. Nós todos estamos comprometidos com ela pelo próprio fato de que todos nos aproveitamos dela. Demos aqui um simples exemplo: Estamos todos bem alimentados, bem vestidos e bem abrigados. Para chegar a uma reunião como esta, tomamos um avião, um ônibus, um carro. Todas estas coisas são algo de inatingível para centenas de milhões de pessoas. O sistema que torna estas coisas disponíveis para nós é o mesmo sistema que priva o resto da humanidade com vistas a nos privilegiar. Sei que as soluções para isto não são nem fáceis nem simples. Mas ao menos o fato de que não temos soluções prontas não nos deve tornar cegos para o problema real. A conversão de Paulo foi uma consciência radical da identificação de Deus com os oprimidos: "Por que tu ME persegues?" Jesus disse a ele. Por essa simples questão, tudo nele foi abalado: sua própria identidade, sua imagem de Deus, sua compreensão dos homens. Qualquer compreensão real de Mateus 25 e qualquer clara consciência da identificação de Deus com os menores deste mundo, deveria efetuar em nós a mesma conversão. Um segundo passo na conversão é a análise da situação. Dom Oscar Romero, numa homilia feita pouco antes de seu assassinato, dizia: "Uma conversão cristã verdadeira deve revelar o mecanismo social que torna o operário e o camponês pessoas marginalizadas". E, de fato, toda consciência traz com ela a responsabilidade de agir. A consciência do mal social é certamente maior hoje em dia do que em todo tempo anterior. Mas não é suficiente estar consciente; não é suficiente assinar abaixo-assinados. Devemos ser criativos. E ser criativos em nossos esforços de conversão significa encontrar modos de dissociar a nós mesmos - individual e coletivamente - de um sistema econômico e social em que os pobres não ocupam o lugar privilegiado a eles designado pelo amor gratuito e preferencial do Pai por eles. Os Padres do Deserto viam o mal na sociedade do seu tempo. Não condenavam a soceidade; reconheciam a presença do mesmo mal em si mesmos e lutavam neste nível. Expressaram suas lutas em seus escritos, usando uma forma mitológica de linguagem. Os mitos que desenvolveram foram muito poderosos em levar várias gerações sucessivas a experimentar a conversão. Por alguns séculos agora, embora consideremos encantador ler por vezes essas extravagantes histórias míticas dos Padres do Deserto, substituímos sua mitologia por nossa teologia e por nossas espiritualidades. Mas estes sistemas não parecem nos estar ajudando muito. Pode ser que tenhamos de reinventar uma linguagem mítica e uma expressão mítica de nossa experiência monástica. CONCLUSÃO: INTEGRAÇÃO FINAL Num tempo em que os primeiros grupos cristãos estavam tentados a ahcar sua segurança psicológica e sua coesão mediante uma profunda hostilidade contra os judeus, considerados por eles como responsáveis pela morte de Jesus, um dos aspectos mais extraordinários da conversão de Paulo foi que ele resistiu a esta reorientação simplista da agressividade por vezes achada em convertidos. Não só harmonizou sua própria identidade judaica com sua fidelidade ao Cristo, mas dedicou três capítulos inteiros de sua Carta aos Romanos (9 a 11) para demonstrar, por vezes de modo muito elaborado, como os judeus podiam ser salvos a despeito de sua rejeição de Cristo. Através dos séculos, os cristãos muitas vezes cederam à tentação de reforçar suas fileiras pela guerra das Cruzadas. Grandes monges por vezes foram levados por papas e patriarcas a tais movimentos. Mas isto é em si mesmo o mais alheio possível à conversão monástica. Pela ascensão dos doze graus de humildade, os discípulos de São Bernardo tendem para a pureza de coração, ou a simplicidade abençoada que, na terminologia mais moderna, chamaríamos de "integração final". Aqueles que alcançaram essa integração final não só estão covnertidos em seu próprio self e portanto na plenitude do Self, que é em Cristo, mas são também um com todo ser humano e com o mundo todo. Enquanto pertencentes a uma comunidade local e viendo numa cultura concreta, trancendem todas as culturas, ideologias e sistemas. Podem, por suas próprias vidas, ajudar a sociedade a serconvertida à sua unidade última, e apressar a reunificação escatológica em Cristo. Numa era em que, em alguns círculos políticos e eclesiásticos, o apelo é de novo a se engajar em guerras santas, esse aspecto da tradição monástica e da conversão monástica certamente são dignos de ser lembrados. Resumamos o processo acima descrito. Pela nossa profissão monástica, nos comprometemos a viver em plenitude nossa participação no mistério pascal de Cristo no qual fomos introduzidos pelo batismo. Isto o fazemos através de uma longa caminhada ou conversão que nos conduz à nossa identidade pessoal em Cristo, através de uma série de morte às múltiplas camadas de nosso ego. Esta é antes de tudo uma conversão do coração na qual recebemos o Espírito de Jesus que nos conduz ao deserto de nossa condição de pecado e a experimentar a misericórdia e o perdão. Essa experiência desenvolve em nós um senso de compaixão e de solidariedade que nos desperta para nossa missão pessoal na conversão do mundo presente ao Reino de Deus. O objetivo último desta caminhada é não só nossa própria integração pessoal final, mas a integração final do cosmos todo por fim transformado no Reino Eterno de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armand Veilleux, OCSO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduziu: Cecilia Fridman, Rio Negro,PR, para o Mosteiro Trapista Nossa Senhora de Novo Mundo, 4.7.1999. NOTAS&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-1572677129760065962?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/1572677129760065962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/07/vida-monastica-de-conversao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/1572677129760065962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/1572677129760065962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/07/vida-monastica-de-conversao.html' title='A VIDA MONÁSTICA DE CONVERSÃO'/><author><name>Ir. 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Os fiéis vêem em João Paulo II ainda em vida, “virtudes de santidade”, a ponto de pedir que o “Céu” o declare Santo imediatamente.&lt;br /&gt;Seis anos foi o suficiente para surgir o primeiro milagre que vai dar a João Paulo II a graça de ser beatificado, primeiro passo para se tornar santo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-7942373451475809018?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/7942373451475809018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/04/beatificacao-de-joao-paulo-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/7942373451475809018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/7942373451475809018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/04/beatificacao-de-joao-paulo-ii.html' title='A BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XRM9W4vIfEU/TbyITHOpU_I/AAAAAAAAAMI/mMdmMPZe_pk/s72-c/papa-joao-paulo-ii.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-7943537847596809522</id><published>2011-04-24T19:40:00.000-07:00</published><updated>2011-04-24T19:41:09.837-07:00</updated><title type='text'>HOMILIA DO SANTO PADRE, O PAPA BENTO XVI</title><content type='html'>Publicamos a homilia que Bento XVI pronunciou na celebração litúrgica da Vigília Pascal, na Basílica de São Pedro.&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;Amados irmãos e irmãs,&lt;br /&gt;Dois grandes sinais caracterizam a celebração litúrgica da Vigília Pascal. Temos antes de mais nada o fogo que se torna luz. A luz do círio pascal que, na procissão através da igreja encoberta na escuridão da noite, se torna uma onda de luzes, fala-nos de Cristo como verdadeira estrela da manhã eternamente sem ocaso, fala-nos do Ressuscitado em quem a luz venceu as trevas. O segundo sinal é a água. Esta recorda, por um lado, as águas do Mar Vermelho, o afundamento e a morte, o mistério da Cruz; mas, por outro, aparece-nos como água nascente, como elemento que dá vida na aridez. Torna-se assim imagem do sacramento do Baptismo, que nos faz participantes da morte e ressurreição de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;Mas não são apenas estes grandes sinais da criação, a luz e a água, que fazem parte da liturgia da Vigília Pascal; outra característica verdadeiramente essencial da Vigília é o facto de nos proporcionar um vasto encontro com a palavra da Sagrada Escritura. Antes da reforma litúrgica, havia doze leituras do Antigo Testamento e duas do Novo. As do Novo Testamento permaneceram; entretanto o número das leituras do Antigo Testamento acabou fixado em sete, que, atendendo às situações locais, se podem reduzir a três leituras. A Igreja quer, através de uma ampla visão panorâmica, conduzir-nos ao longo do caminho da história da salvação, desde a criação passando pela eleição e a libertação de Israel até aos testemunhos proféticos, pelos quais toda esta história se orienta cada vez mais claramente para Jesus Cristo. Na tradição litúrgica, todas estas leituras se chamavam profecias: mesmo quando não são directamente vaticínios de acontecimentos futuros, elas têm um carácter profético, mostram-nos o fundamento íntimo e a direcção da história; fazem com que a criação e a história se tornem transparentes no essencial. Deste modo tomam-nos pela mão e conduzem-nos para Cristo, mostram-nos a verdadeira luz.&lt;br /&gt;Na Vigília Pascal, o percurso ao longo dos caminhos da Sagrada Escritura começa pelo relato da criação. Desta forma, a liturgia quer-nos dizer que também o relato da criação é uma profecia. Não se trata de uma informação sobre a realização exterior da transformação do universo e do homem. Bem cientes disto estavam os Padres da Igreja, que entenderam este relato não como narração real das origens das coisas, mas como apelo ao essencial, ao verdadeiro princípio e ao fim do nosso ser. Ora, podemo-nos interrogar: mas, na Vigília Pascal, é verdadeiramente importante falar também da criação? Não se poderia começar pelos acontecimentos em que Deus chama o homem, forma para Si um povo e cria a sua história com os homens na terra? A resposta deve ser: não! Omitir a criação significaria equivocar-se sobre a história de Deus com os homens, diminuí-la, deixar de ver a sua verdadeira ordem de grandeza. O arco da história que Deus fundou chega até às origens, até à criação. A nossa profissão de fé inicia com as palavras: «Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra». Se omitimos este início do Credo, a história global da salvação torna-se demasiado restrita, demasiado pequena. A Igreja não é uma associação qualquer que se ocupa das necessidades religiosas dos homens e cujo objectivo se limitaria precisamente ao de uma tal associação. Não, a Igreja leva o homem ao contacto com Deus e, consequentemente, com o princípio de tudo. Por isso, Deus tem a ver connosco como Criador, e por isso possuímos uma responsabilidade pela criação. A nossa responsabilidade inclui a criação, porque esta provém do Criador. Deus pode dar-nos vida e guiar a nossa vida, só porque Ele criou o todo. A vida na fé da Igreja não abrange somente o âmbito de sensações e sentimentos e porventura de obrigações morais; mas abrange o homem na sua integralidade, desde as suas origens e na perspectiva da eternidade. Só porque a criação pertence a Deus, podemos depositar n’Ele completamente a nossa confiança. E só porque Ele é Criador, é que nos pode dar a vida por toda a eternidade. A alegria e gratidão pela criação e a responsabilidade por ela andam juntas uma com a outra.&lt;br /&gt;Podemos determinar ainda mais concretamente a mensagem central do relato da criação. Nas primeiras palavras do seu Evangelho, São João resumiu o significado essencial do referido relato com uma única frase: «No princípio, era o Verbo». Com efeito, o relato da criação, que ouvimos anteriormente, caracteriza-se pela frase que aparece com regularidade: «Disse Deus…». O mundo é uma produção da Palavra, do Logos, como se exprime João com um termo central da língua grega. «Logos» significa «razão», «sentido», «palavra». Não é apenas razão, mas Razão criadora que fala e comunica a Si mesma. Trata-se de Razão que é sentido, e que cria, Ela mesma, sentido. Por isso, o relato da criação diz-nos que o mundo é uma produção da Razão criadora. E deste modo diz-nos que, na origem de todas as coisas, não está o que é sem razão, sem liberdade; pelo contrário, o princípio de todas as coisas é a Razão criadora, é o amor, é a liberdade. Encontramo-nos aqui perante a alternativa última que está em jogo na disputa entre fé e incredulidade: o princípio de tudo é a irracionalidade, a falta de liberdade e o acaso, ou então o princípio do ser é razão, liberdade, amor? O primado pertence à irracionalidade ou à razão? Tal é a questão de que, em última análise, se trata. Como crentes, respondemos com o relato da criação e com João: na origem, está a razão. Na origem, está a liberdade. Por isso, é bom ser uma pessoa humana. Assim o que sucedera no universo em expansão não foi que por fim, num angulozinho qualquer do cosmos, ter-se-ia formado por acaso também uma espécie como qualquer outra de ser vivente, capaz de raciocinar e de tentar encontrar na criação uma razão ou de lha conferir. Se o homem fosse apenas um tal produto casual da evolução num lugar marginal qualquer do universo, então a sua vida seria sem sentido ou mesmo um azar da natureza. Mas não! No início, está a Razão, a Razão criadora, divina. E, dado que é Razão, ela criou também a liberdade; e, uma vez que se pode fazer uso indevido da liberdade, existe também o que é contrário à criação. Por isso se estende, por assim dizer, uma densa linha escura através da estrutura do universo e através da natureza do homem. Mas, apesar desta contradição, a criação como tal permanece boa, a vida permanece boa, porque na sua origem está a Razão boa, o amor criador de Deus. Por isso, o mundo pode ser salvo. Por isso podemos e devemos colocar-nos da parte da razão, da liberdade e do amor, da parte de Deus que nos ama de tal maneira que Ele sofreu por nós, para que, da sua morte, pudesse surgir uma vida nova, definitiva, restaurada.&lt;br /&gt;O relato veterotestamentário da criação, que escutámos, indica claramente esta ordem das coisas. Mas faz-nos dar um passo mais em frente. O processo da criação aparece estruturado no quadro de uma semana que se orienta para o Sábado, encontrando neste a sua perfeição. Para Israel, o Sábado era o dia em que todos podiam participar no repouso de Deus, em que homem e animal, senhor e escravo, grandes e pequenos estavam unidos na liberdade de Deus. Assim o Sábado era expressão da aliança entre Deus, o homem e a criação. Deste modo, a comunhão entre Deus e o homem não aparece como um acréscimo, algo instaurado posteriormente num mundo cuja criação estava já concluída. A aliança, a comunhão entre Deus e o homem, está prevista no mais íntimo da criação. Sim, a aliança é a razão intrínseca da criação, tal como esta é o pressuposto exterior da aliança. Deus fez o mundo, para haver um lugar no qual Ele pudesse comunicar o seu amor e a partir do qual a resposta de amor retornasse a Ele. Diante de Deus, o coração do homem que Lhe responde é maior e mais importante do que todo o imenso universo material que, certamente, já nos deixa vislumbrar algo da grandeza de Deus.&lt;br /&gt;Entretanto, na Páscoa e a partir da experiência pascal dos cristãos, devemos ainda dar mais um passo. O Sábado é o sétimo dia da semana. Depois de seis dias em que o homem, de certa forma, participa no trabalho criador de Deus, o Sábado é o dia do repouso. Mas, na Igreja nascente, sucedeu algo de inaudito: no lugar do Sábado, do sétimo dia, entra o primeiro dia. Este, enquanto dia da assembleia litúrgica, é o dia do encontro com Deus por meio de Jesus Cristo, que no primeiro dia, o Domingo, encontrou como Ressuscitado os seus, depois que estes encontraram vazio o sepulcro. Agora inverte-se a estrutura da semana: já não está orientada para o sétimo dia, em que se participa no repouso de Deus; a semana inicia com o primeiro dia como dia do encontro com o Ressuscitado. Este encontro não cessa jamais de verificar-se na celebração da Eucaristia, durante a qual o Senhor entra de novo no meio dos seus e dá-Se a eles, deixa-Se por assim dizer tocar por eles, põe-Se à mesa com eles. Esta mudança é um facto extraordinário, quando se considera que o Sábado – o sétimo dia – está profundamente radicado no Antigo Testamento como o dia do encontro com Deus. Quando se pensa como a passagem do trabalho ao dia do repouso corresponde também a uma lógica natural, torna-se ainda mais evidente o alcance impressionante de tal alteração. Este processo inovador, que se deu logo ao início do desenvolvimento da Igreja, só se pode explicar com o facto de ter sucedido algo de inaudito em tal dia. O primeiro dia da semana era o terceiro depois da morte de Jesus; era o dia em que Ele Se manifestou aos seus como o Ressuscitado. De facto, este encontro continha nele algo de impressionante. O mundo tinha mudado. Aquele que estivera morto goza agora de um vida que já não está ameaçada por morte alguma. Fora inaugurada uma nova forma de vida, uma nova dimensão da criação. O primeiro dia, segundo o relato do Génesis, é aquele em que teve início a criação. Agora tornara-se, de uma forma nova, o dia da criação, tornara-se o dia da nova criação. Nós celebramos o primeiro dia. Deste modo celebramos Deus, o Criador, e a sua criação. Sim, creio em Deus, Criador do Céu e da Terra. E celebramos o Deus que Se fez homem, padeceu, morreu, foi sepultado e ressuscitou. Celebramos a vitória definitiva do Criador e da sua criação. Celebramos este dia como origem e simultaneamente como meta da nossa vida. Celebramo-lo porque agora, graças ao Ressuscitado, vale de modo definitivo que a razão é mais forte do que a irracionalidade, a verdade mais forte do que a mentira, o amor mais forte do que a morte. Celebramos o primeiro dia, porque sabemos que a linha escura que atravessa a criação não permanece para sempre. Celebramo-lo, porque sabemos que agora vale definitivamente o que se diz no fim do relato da criação: «Deus viu que tudo o que tinha feito; era tudo muito bom» (Gn 1, 31). Amen.&lt;br /&gt;[Tradução distribuída pela Santa Sé&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-7943537847596809522?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/7943537847596809522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/04/homilia-do-santo-padre-o-papa-bento-xvi.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/7943537847596809522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/7943537847596809522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/04/homilia-do-santo-padre-o-papa-bento-xvi.html' title='HOMILIA DO SANTO PADRE, O PAPA BENTO XVI'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-5251202804186315913</id><published>2011-04-24T11:50:00.000-07:00</published><updated>2011-04-24T11:54:29.167-07:00</updated><title type='text'>PÁSCOA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-GLEPNCpkbqY/TbRx2dMdC3I/AAAAAAAAAMA/B5zMAzGMA2s/s1600/ressureicao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-GLEPNCpkbqY/TbRx2dMdC3I/AAAAAAAAAMA/B5zMAzGMA2s/s320/ressureicao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599225417092107122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desejamos a você uma feliz e abençoada Páscoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-5251202804186315913?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/5251202804186315913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/04/pascoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5251202804186315913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5251202804186315913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/04/pascoa.html' title='PÁSCOA'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GLEPNCpkbqY/TbRx2dMdC3I/AAAAAAAAAMA/B5zMAzGMA2s/s72-c/ressureicao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-8839315974567829306</id><published>2011-04-17T18:46:00.000-07:00</published><updated>2011-04-17T19:07:28.944-07:00</updated><title type='text'>MISSA TRIDENTINA</title><content type='html'>Missa do Domingo Laetare ( na quaresma ) no nosso Mosteiro de Pouso Alegre. Confira as fotos.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-4k6hzmrYqCI/TaucVNv4KBI/AAAAAAAAALw/i7eWEMHlIb8/s1600/SDC17783_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-4k6hzmrYqCI/TaucVNv4KBI/AAAAAAAAALw/i7eWEMHlIb8/s320/SDC17783_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596738850219632658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-RnGQ-DoGyKI/TaucK5JalaI/AAAAAAAAALo/qOAtqneODE0/s1600/SDC17781_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-RnGQ-DoGyKI/TaucK5JalaI/AAAAAAAAALo/qOAtqneODE0/s320/SDC17781_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596738672890910114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-oURI6L254Io/Taub97aVd1I/AAAAAAAAALg/sZOV-PCxgLs/s1600/SDC17769_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-6rpJuhj01D0/TauapmPQJvI/AAAAAAAAAKg/U_v81fSXpO8/s320/SDC17716_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596737001367807730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-aTiWn4al6Es/TauabUJMj_I/AAAAAAAAAKY/57LY_JjLllk/s1600/SDC17709_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-aTiWn4al6Es/TauabUJMj_I/AAAAAAAAAKY/57LY_JjLllk/s320/SDC17709_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596736755992399858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-PNwNvj2OQF0/TauaSx1PHHI/AAAAAAAAAKQ/ptMETVU2PH4/s1600/SDC17693_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-PNwNvj2OQF0/TauaSx1PHHI/AAAAAAAAAKQ/ptMETVU2PH4/s320/SDC17693_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596736609342921842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-y8bQdtCfWeQ/TauaH4daMNI/AAAAAAAAAKI/GgIOJpfGd0E/s1600/SDC17692_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-y8bQdtCfWeQ/TauaH4daMNI/AAAAAAAAAKI/GgIOJpfGd0E/s320/SDC17692_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596736422143471826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-E6FQLIyZJcw/TauZ8tbpLrI/AAAAAAAAAKA/iXJJMLmSVIA/s1600/SDC17690_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-E6FQLIyZJcw/TauZ8tbpLrI/AAAAAAAAAKA/iXJJMLmSVIA/s320/SDC17690_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596736230204714674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-YYO0-KzeHfQ/TauZySsYIMI/AAAAAAAAAJ4/zNDuIIuApis/s1600/SDC17668_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-YYO0-KzeHfQ/TauZySsYIMI/AAAAAAAAAJ4/zNDuIIuApis/s320/SDC17668_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596736051228451010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-viJgD4xGfhU/TauZpMLM5QI/AAAAAAAAAJw/aQV1uscMCSc/s1600/SDC17663_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-viJgD4xGfhU/TauZpMLM5QI/AAAAAAAAAJw/aQV1uscMCSc/s320/SDC17663_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596735894859867394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-B1tBSa8jtfE/TauZZuqNMqI/AAAAAAAAAJo/23Vh3VJ4QdY/s1600/SDC17660_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-B1tBSa8jtfE/TauZZuqNMqI/AAAAAAAAAJo/23Vh3VJ4QdY/s320/SDC17660_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596735629238809250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-tIVkbXknbB4/TauZOiGG2pI/AAAAAAAAAJg/tvAsE0oiXF0/s1600/SDC17658_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-tIVkbXknbB4/TauZOiGG2pI/AAAAAAAAAJg/tvAsE0oiXF0/s320/SDC17658_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596735436887612050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-DzWMYCmLm9U/TauZE9VhWOI/AAAAAAAAAJY/_aH_iBBQFKw/s1600/SDC17656_thumb%255B3%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-DzWMYCmLm9U/TauZE9VhWOI/AAAAAAAAAJY/_aH_iBBQFKw/s320/SDC17656_thumb%255B3%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596735272401328354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-EZ3oUfnNwF8/TauY35qT45I/AAAAAAAAAJQ/aimlhJ8XAis/s1600/SDC17655_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-EZ3oUfnNwF8/TauY35qT45I/AAAAAAAAAJQ/aimlhJ8XAis/s320/SDC17655_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596735048076485522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-q6Q9BQLGT_0/TauYuq3_GzI/AAAAAAAAAJI/EkOm8OmFbyA/s1600/SDC17654_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-q6Q9BQLGT_0/TauYuq3_GzI/AAAAAAAAAJI/EkOm8OmFbyA/s320/SDC17654_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596734889488489266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-gPiwrfbJ0TY/TauYjKqfdII/AAAAAAAAAJA/6ofoFPAhDgI/s1600/SDC17651_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 188px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-gPiwrfbJ0TY/TauYjKqfdII/AAAAAAAAAJA/6ofoFPAhDgI/s320/SDC17651_thumb%255B2%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596734691863393410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-8839315974567829306?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/8839315974567829306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/04/missa-tridentina.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8839315974567829306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8839315974567829306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/04/missa-tridentina.html' title='MISSA TRIDENTINA'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4k6hzmrYqCI/TaucVNv4KBI/AAAAAAAAALw/i7eWEMHlIb8/s72-c/SDC17783_thumb%255B2%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-455000757360452482</id><published>2011-03-31T12:58:00.000-07:00</published><updated>2011-03-31T13:02:04.514-07:00</updated><title type='text'>SOBRE A LITURGIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-es6sJJOx6p8/TZTdlSWhtNI/AAAAAAAAAI4/q8UKQMdJUQs/s1600/liturgia_misa_1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-es6sJJOx6p8/TZTdlSWhtNI/AAAAAAAAAI4/q8UKQMdJUQs/s320/liturgia_misa_1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590336670124848338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - O QUE É LITURGIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Origem e significado do termo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Origem da palavra: leiton-ergon -» serviço em favor do povo.&lt;br /&gt;- Depois: trabalho obrigatório&lt;br /&gt;- Finalmente: serviço religioso prestado aos deuses por pessoas encarregadas. É com este sentido religioso que se encontra na Bíblia: serviço de culto e louvor que o povo presta a Deus: «Assim falou o Senhor, o Deus de Israel: “Deixa o meu povo partir, para que me celebrem uma liturgia no deserto” (Ex 5,1 - segundo o texto grego da LXX).&lt;br /&gt;Definição de liturgia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “A liturgia é o exercício do múnus sacerdotal de Jesus Cristo, no qual, mediante sinais sensíveis, é significada e, de modo peculiar a cada sinal, realizada a santificação do homem; e é exercido o culto público integral pelo Corpo Místico de Cristo, Cabeça e membros”. (SC 7)&lt;br /&gt;- Cristo é Cabeça da Igreja, que é seu Corpo: “Ele é a Cabeça da Igreja , que é o seu corpo, Ele é o Princípio, o Primogênito dentre os mortos, tendo em tudo a primazia, pois nele aprouve a Deus fazer habitar toda a plenitude” (Cl 1,18s); “Tudo ele pôs debaixo de seus pés, e o pôs acima de tudo, como Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo: a plenitude daquele que plenifica tudo em tudo” (Ef 1,22s); “Cristo é Cabeça da Igreja e o Salvador do Corpo” (Ef 5,23).&lt;br /&gt;- Cristo e a Igreja são uma só realidade: o Christus totus: “O Filho de Deus, na natureza humana unida a si, vencendo a morte por sua morte e ressurreição, remiu e transformou o homem numa nova criatura (cf. Gl 6,15; 2Cor 5,17). Ao comunicar o seu Espírito, fez de seus irmãos, chamados de todos os povos, misticamente os componentes do seu próprio Corpo. (...) É necessário que os membros se conformem com ele, até que Cristo seja formado neles (cf. Gl 4,19). Por isso somos inseridos nos mistérios de sua vida, com ele configurados, com ele mortos e com ele ressuscitados, até que com ele reinemos (cf. Fl 3,21; 2Tm 2,11; Ef 2,6; Cl 2,12). Peregrinando ainda na terra, palmilhando em seus vestígios na tribulação e perseguição, associamo-nos às suas dores como o Corpo à Cabeça, para que, padecendo com ele, sejamos com ele também glorificados (cf. Rm 8,17)” (LG 7).&lt;br /&gt;- “Para levar a efeito obra tão importante Cristo está sempre presente na sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas. Presente está no sacrifício da missa, tanto na pessoa do ministro, pois aquele que agora oferece pelo ministério dos sacerdotes é o mesmo que outrora se ofereceu na cruz, quanto sobretudo nas espécies eucarísticas. Presente está pela sua força nos sacramentos, de tal forma que quando alguém batiza é Cristo mesmo que batiza. Presente está pela sua Palavra, pois é ele mesmo que fala quando se lêem as Sagradas Escrituras na igreja. Está presente finalmente quando a Igreja ora e salmodia, ele que prometeu: ‘Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estarei no meio deles’ (Mt 18,20). Realmente, em tão grande obra, pela qual Deus é perfeitamente glorificado e os homens são santificados, Cristo sempre associa a si a Igreja Esposa diletíssima, que invoca seu Senhor e por ele presta culto ao eterno Pai. (...) Disto se segue que toda celebração litúrgica, como obra de Cristo sacerdote, e de seu Corpo, que é a Igreja, é uma ação sagrada por excelência, cuja eficácia, no mesmo título e grau, não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja” (SC 7).&lt;br /&gt;- São ações litúrgicas propriamente ditas: a Santa Eucaristia (ou seja, a Santa Missa), os demais Sacramentos, o Ofício Divino (oração dos salmos, rezada ao menos cinco vezes por dia em nome da Igreja pelos ministros sagrados, religiosos e os leigos que o desejarem).&lt;br /&gt;- OBSERVAÇÕES:&lt;br /&gt;1) Sobre o sacerdócio de Cristo, é preciso ler a Carta aos Hebreus. Cristo é o único e perfeito sacerdote do Novo Testamento, que ofereceu uma vez por todas o único e perfeito sacrifício.&lt;br /&gt;2) Pelo Batismo todos nós somos incorporados a Cristo, formando um povo sacerdotal: “Cristo fez de nós um reino e sacerdócio para Deus seu Pai” (Ap 1,6). Em outras palavras: unidos a Cristo Sacerdote, deveremos oferecer sacrifícios espirituais. É pelo batismo que nos tornamos participantes ativos das ações litúrgicas, como membros do Corpo sacerdotal de Cristo.&lt;br /&gt;3) Pelo sacramento da Ordem alguns membros do povo sacerdotal são configurados a Cristo Cabeça para ser instrumentos da presença e ação daquele que continuamente vivifica, sustenta e santifica o seu povo. Pelo sacramento da Ordem recebem o ofício de ensinar, santificar e apascentar o rebanho em nome de Cristo Profeta, Sacerdote e Pastor.&lt;br /&gt;Fundamento cristo-pneumatológico da Liturgia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Toda a vida de Jesus foi sacerdotal: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20,28).&lt;br /&gt;- Na glória do Pai o Senhor, sacerdote segundo a ordem de Melquisedec, continua eternamente sua obra sacerdotal, como Cabeça da Igreja, unindo a si o seu Corpo Místico.&lt;br /&gt;- Cristo age pela força do seu Espírito. Este mesmo Espírito, que o ressuscitou e o plenificou, ele derrama continuamente na sua Igreja através das ações litúrgicas, para dar vida, coesão, santidade à Esposa de Cristo. É o Espírito do Cristo Cabeça que mantém a Igreja, Corpo Místico, viva e unida a sua Cabeça.&lt;br /&gt;- É ainda pela ação do Espírito do Cristo, enviado pelo Pai, que as ações litúrgicas são eficazes, verdadeiros memoriais, que tornam presente a Páscoa do Senhor e recapitulam toda a história da salvação, ao mesmo tempo que nos antecipam a vida futura e preparam para o encontro com Cristo.&lt;br /&gt;Fundamento trinitário da Liturgia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Toda ação litúrgica é ação de Cristo Ressuscitado, Sacerdote eterno, Cabeça da Igreja&lt;br /&gt;que une a si o seu Corpo Místico.&lt;br /&gt;- Cristo age através do seu Espírito Santo, que ele recebeu do Pai na sua ressurreição,&lt;br /&gt;tornando sua Igreja uma só coisa com ele, vivendo da sua mesma vida divina e, portanto,&lt;br /&gt;santa e imaculada.&lt;br /&gt;- Toda ação de Cristo e de sua Igreja é para a glória do Pai e a santificação dos homens, isto é,&lt;br /&gt;a comunhão deles com o Pai para que o Deus, o Pai, seja tudo em todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-455000757360452482?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/455000757360452482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/sobre-liturgia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/455000757360452482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/455000757360452482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/sobre-liturgia.html' title='SOBRE A LITURGIA'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-es6sJJOx6p8/TZTdlSWhtNI/AAAAAAAAAI4/q8UKQMdJUQs/s72-c/liturgia_misa_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-6511274756438738447</id><published>2011-03-31T10:06:00.000-07:00</published><updated>2011-03-31T10:09:48.380-07:00</updated><title type='text'>IV DOMINGO DA QUARESMA</title><content type='html'>Acompanhe com Ir. Bento Soares, Oblato &lt;br /&gt;Beneditino do Mosteiro de São Bento de Pouso Alegre a reflexão para este domingo.&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-68c359cd37b0a849" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v5.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D68c359cd37b0a849%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332144748%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D6D3A79124A4FE83B4689E11E3011BB09774D02F8.5D768B8A39FBBE50C643A756C44811A4B717CBCE%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D68c359cd37b0a849%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DV2-jIr3C0eQ4P9t3B5I3AUA4qtI&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v5.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D68c359cd37b0a849%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332144748%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D6D3A79124A4FE83B4689E11E3011BB09774D02F8.5D768B8A39FBBE50C643A756C44811A4B717CBCE%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D68c359cd37b0a849%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DV2-jIr3C0eQ4P9t3B5I3AUA4qtI&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-6511274756438738447?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=68c359cd37b0a849&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/6511274756438738447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/iv-domingo-da-quaresma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/6511274756438738447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/6511274756438738447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/iv-domingo-da-quaresma.html' title='IV DOMINGO DA QUARESMA'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-5415563603920870250</id><published>2011-03-24T12:37:00.000-07:00</published><updated>2011-03-24T12:43:41.706-07:00</updated><title type='text'>ANUNCIAÇÃO DO SENHOR</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-GN1RaDjxI74/TYueVeh_Y9I/AAAAAAAAAII/fJh9qdnKFQs/s1600/angelus.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 221px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-GN1RaDjxI74/TYueVeh_Y9I/AAAAAAAAAII/fJh9qdnKFQs/s320/angelus.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587733854493303762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; "&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;&lt;b&gt;Meditação do P. Francisco Fernández Carvajal&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;Da obra “Falar com Deus”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;I. &lt;span&gt;&lt;i&gt;CHEGADA A PLENITUDE DOS TEMPOS&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;, Deus enviou o seu Filho ao mundo, nascido de uma mulher&lt;span&gt;1&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;Como culminância do seu amor por nós, Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigênito, que se fez homem para nos salvar e nos dar a incomparável dignidade de filhos. Com a sua vinda, podemos afirmar que chegou a &lt;i&gt;plenitude dos tempos&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;São Paulo diz literalmente que Jesus nasceu &lt;i&gt;de uma mulher&lt;/i&gt;&lt;span&gt;2&lt;/span&gt;. Não apareceu na terra como uma visão fulgurante: fez-se realmente homem, como nós, assumindo a natureza humana nas entranhas puríssimas da Virgem Maria. A festa de hoje é propriamente não só de Jesus como de sua Mãe. Por isso, “em primeiro lugar – diz frei Luís de Granada –, é preciso pôr os olhos na pureza e santidade desta Senhora que Deus escolheu &lt;i&gt;ab aeterno&lt;/i&gt; para tomar carne dela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;“Porque assim como, quando decidiu criar o primeiro homem, lhe preparou primeiro a casa que deveria habitar, que foi o Paraíso terreal, assim, quando quis enviar ao mundo o segundo, que foi Cristo, primeiro preparou-lhe o lugar em que hospedar-se: que foi o corpo e a alma da Sacratíssima Virgem”&lt;span&gt;3&lt;/span&gt;. Deus preparou a morada do seu Filho, Santa Maria, com a maior dignidade criada, com todos os dons possíveis e cumulando-a de graça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;Nesta Solenidade, Jesus aparece mais unido do que nunca a Maria. Quando Nossa Senhora deu o seu consentimento, “o Verbo Divino assumiu a natureza humana: a alma racional e o corpo formado no seio puríssimo de Maria. A natureza divina e a natureza humana uniram-se numa única pessoa: Jesus Cristo, verdadeiro Deus e, desde então, verdadeiro homem; Unigênito eterno do Pai e, a partir daquele momento, como Homem, filho verdadeiro de Maria. Por isso Nossa Senhora é Mãe do Verbo encarnado, da segunda Pessoa da Santíssima Trindade que uniu a si para sempre – sem confusão – a natureza humana. Podemos dizer bem alto à Virgem Santa, como o melhor dos louvores, estas palavras que expressam a sua mais alta dignidade: Mãe de Deus”&lt;span&gt;4&lt;/span&gt;. Quantas vezes não teremos repetido: &lt;i&gt;Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós&lt;/i&gt;...!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;II. &lt;span&gt;&lt;i&gt;E O VERBO SE FEZ CARNE&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt; e habitou entre nós...&lt;/i&gt;&lt;span&gt;5&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;Ao longo dos séculos, houve santos e teólogos que, para compreenderem melhor o mistério, refletiram sobre as razões que poderiam ter levado Deus a tomar uma decisão tão extraordinária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;De maneira nenhuma era necessário que o Filho de Deus se fizesse homem, nem sequer para redimi-lo, pois Deus – como afirma São Tomás de Aquino – “podia restaurar a natureza humana de muitas maneiras”&lt;span&gt;6&lt;/span&gt;. A Encarnação é a manifestação suprema do amor divino pelo homem, e só a imensidão desse amor a pode explicar. &lt;i&gt;Tanto amou Deus o mundo que lhe enviou o seu Filho Unigênito...&lt;/i&gt;&lt;span&gt;7&lt;/span&gt;, o objeto único do seu Amor. Com esse aniquilamento, Deus tornou mais fácil o diálogo do homem com Ele. Mais ainda: toda a história da salvação é a história da busca deste encontro por parte de Deus, até que culmina na Encarnação. O &lt;i&gt;Emmanuel&lt;/i&gt;, o &lt;i&gt;Deus conosco&lt;/i&gt;, tem, pois a sua máxima expressão no acontecimento que hoje nos cumula de alegria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;O Filho Unigênito de Deus faz-se homem, como nós, e assim permanece: de modo nenhum a assunção de um corpo nas puríssimas entranhas de Maria foi algo precário e provisório. O Verbo encarnado, Jesus Cristo, permanece &lt;i&gt;para sempre&lt;/i&gt; Deus perfeito e homem verdadeiro. Este é o grande mistério que nos deixa abismados: Deus, no seu amor, quis tomar o homem a sério. Em correspondência a esse ato de amor gratuito, quis que o homem se comprometesse seriamente com Cristo, que é da sua mesma raça. “Ao recordarmos que o Verbo de Deus se fez carne, ou seja, que o Filho de Deus se fez homem, devemos tomar consciência da grandeza que atinge todos os homens através deste mistério [...]. Efetivamente, Cristo foi concebido no seio de Maria e fez-se homem para revelar o eterno amor do Criador e Pai, bem como para manifestar a dignidade de cada um de nós”&lt;span&gt;8&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;A Igreja, ao expor ao longo dos séculos a verdadeira realidade da Encarnação, tinha consciência de que estava defendendo não só a Pessoa de Cristo, mas a si própria, bem como o homem e o mundo. “Aquele que é &lt;i&gt;a imagem do Deus invisível&lt;/i&gt; (Col 1, 15) é também homem perfeito que restituiu aos filhos de Adão a semelhança divina, deformada pelo primeiro pecado. A natureza humana nele assumida, não absorvida, foi elevada também a uma dignidade sem igual. Com efeito, pela sua encarnação, o Filho de Deus uniu-se de algum modo a todo o homem. Trabalhou com mãos humanas, agiu com vontade humana, amou com coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado”&lt;span&gt;9&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;Que valor deve ter a criatura humana diante de Deus, “se mereceu ter tão grande Redentor”&lt;span&gt;10&lt;/span&gt;! Ao longo do dia de hoje, demos graças a Deus por este bem tão imenso que nunca chegaremos a entender.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;III. &lt;span&gt;A ENCARNAÇÃO DEVE TER&lt;/span&gt; muitas conseqüências na vida de um cristão. É, na realidade, o fato que decide o seu presente e o seu futuro. Sem Cristo, a vida carece de sentido. Só Cristo “revela plenamente o homem ao próprio homem”&lt;span&gt;11&lt;/span&gt;. Só em Cristo conhecemos o nosso ser mais profundo e tudo o que mais nos afeta: o sentido da dor e do trabalho bem acabado, a alegria e a paz verdadeiras – que não dependem dos estados de ânimo e dos acontecimentos da vida –, a serenidade, e mesmo o júbilo perante o pensamento da outra vida, pois Jesus, a quem agora procuramos imitar e servir, nos espera... Foi Cristo quem “devolveu definivamente ao homem a dignidade e o sentido da sua existência no mundo”&lt;span&gt;12&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;Ao assumir todas as coisas humanas nobres (o trabalho, a família, a dor, a alegria), o Filho de Deus indica-nos que todas essas realidades devem ser amadas e elevadas: o humano converte-se em caminho para a união com Deus. A luta interior passa então a ter um caráter eminentemente positivo, pois não se trata de aniquilar o homem para que o divino resplandeça, nem de fugir das realidades correntes para levar uma vida santa. Não é o humano que se choca com o divino, mas o pecado e as marcas que o pecado original e os pecados pessoais deixaram na alma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;O empenho por chegar à semelhança com Cristo implica, pois, uma luta contra tudo aquilo que nos torna menos humanos ou infra-humanos: os egoísmos, as invejas, a sensualidade, a mesquinhez de espírito... Isto é, o verdadeiro empenho do cristão pela santidade traz consigo a purificação e por conseguinte o desabrochar da verdadeira personalidade em todos os sentidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;Assim como em Cristo o humano não deixou de sê-lo pela sua união com o divino, do mesmo modo as realidades terrenas não deixaram de sê-lo em virtude da Encarnação; mas a partir desse instante podem e devem ser orientadas para o Senhor. &lt;i&gt;Et ego, si exaltatus fuero a terra, omnia traham ad meipsum&lt;/i&gt;&lt;span&gt;13&lt;/span&gt;. E Eu, quando for levantado da terra, tudo atrairei a Mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;“Cristo, com a sua Encarnação, com a sua vida de trabalho em Nazaré, com a sua pregação e milagres pelas terras da Judéia e da Galiléia, com a sua morte na Cruz, com a sua Ressurreição, é o centro da Criação, Primogênito e Senhor de todas as criaturas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;“[...] O Senhor quer os seus em todas as encruzilhadas da terra. Chama alguns ao deserto, para que se desentendam dos avatares da sociedade dos homens e com o seu testemunho recordem aos demais que Deus existe. Confia a outros o ministério sacerdotal. Mas quer a grande maioria dos homens no meio do mundo, nas ocupações terrenas. Estes cristãos devem, pois, levar Cristo a todos os ambientes em que desenvolvem as suas tarefas humanas: à fábrica, ao laboratório, ao cultivo da terra, à oficina do artesão, às ruas das grandes cidades e aos caminhos de montanha”&lt;span&gt;14&lt;/span&gt;. Essa é a nossa tarefa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;Terminamos a nossa oração recorrendo à Mãe de Jesus, nossa Mãe. “Ó Maria! Hoje a tua terra fez germinar o Salvador... Ó Maria! Bendita sejas entre as mulheres por todos os séculos... Hoje a Divindade uniu-se e amassou-se com a nossa humanidade com laços tão fortes que jamais poderão ser rompidos, nem pela morte nem pela nossa ingratidão”&lt;span&gt;15&lt;/span&gt;. Bendita sejas!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span &gt;(1) cfr. Gal 4, 4-5; Liturgia das Horas, &lt;i&gt;Antífona 1 do Ofício das leituras&lt;/i&gt;; (2) cfr. Sagrada Bíblia, &lt;i&gt;Epístolas de San Pablo a los Romanos y a los Gálatas&lt;/i&gt;, vol. VI, nota a Gal 4, 4; (3) Frei Luís de Granada, &lt;i&gt;Vida de Jesus Cristo&lt;/i&gt;, 1; (4) Josemaría Escrivá, &lt;i&gt;Amigos de Deus&lt;/i&gt;, n. 274; (5) Jo 1, 14; (6) São Tomás, &lt;i&gt;S.Th.&lt;/i&gt;, III, q. 1, a. 2; (7) Jo 3, 16; (8) João Paulo II, &lt;i&gt;Angelus no Santuário de Jasna Gora&lt;/i&gt;, 5-VI-1979; (9) Conc. Vat. II, Const. &lt;i&gt;Gaudium et spes&lt;/i&gt;, 22; (10) Hino &lt;i&gt;Exsultet&lt;/i&gt;, Missa da Vigília Pascal; (11) idem, Enc. &lt;i&gt;Redemptor hominis&lt;/i&gt;, 4-III-1979, 11; (12) &lt;i&gt;ib.&lt;/i&gt;; (13) Jo 12, 32; (14) Josemaría Escrivá, &lt;i&gt;É Cristo que passa&lt;/i&gt;, n. 105; (15) Santa Catarina de Sena, &lt;i&gt;Elevações&lt;/i&gt;, 15&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-5415563603920870250?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/5415563603920870250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/anunciacao-do-senhor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5415563603920870250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5415563603920870250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/anunciacao-do-senhor.html' title='ANUNCIAÇÃO DO SENHOR'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-GN1RaDjxI74/TYueVeh_Y9I/AAAAAAAAAII/fJh9qdnKFQs/s72-c/angelus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-481703599617687156</id><published>2011-03-20T17:30:00.000-07:00</published><updated>2011-03-20T17:32:37.341-07:00</updated><title type='text'>Catequese sobre o Sacramento da Confissão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-S2fhXxGDwxc/TYaca3zDJrI/AAAAAAAAAIA/sP9LunUjv5Q/s1600/confiss%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-S2fhXxGDwxc/TYaca3zDJrI/AAAAAAAAAIA/sP9LunUjv5Q/s320/confiss%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586324373268276914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 19px; "&gt;&lt;span &gt;&lt;p align="center"&gt;Para viver uma boa confissão&lt;/p&gt;&lt;i&gt;&lt;p&gt;Entenda um pouco mais sobre o sacramento da reconciliação.&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;1. O QUE É A CONFISSÃO?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;A confissão é a manifestação humilde e sincera dos próprios pecados ao sacerdote confessor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;2. QUEM INSTITUIU O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: "Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23).&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;3. A IGREJA TEM A AUTORIDADE PARA PERDOAR OS PECADOS ATRAVÉS DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu" (Mt 18,18).&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;4. POR QUE ME CONFESSAR E PEDIR O PERDÃO PARA UM HOMEM IGUAL A MIM?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;5. OS PADRES E BISPOS TAMBÉM SE CONFESSAM?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;span &gt;&lt;p&gt;Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com freqüência, conforme o mandamento: "Confessai os vossos pecados uns aos outros" (Tg 5,16 ).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span &gt;6. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span &gt;&lt;p&gt;Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;d) confissão objetiva e clara a um sacerdote;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;e) cumprir a penitência que o padre nos indicar.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;7. COMO DEVE SER A CONFISSÃO?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém, se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto).&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;8. O QUE PENSAR DA CONFISSÃO FEITA SEM ARREPENDIMENTO OU SEM PROPÓSITO DE CONVERSÃO, OU SEJA, SÓ PARA "DESCARREGAR" UM POUCO OS PECADOS?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à Misericórdia Divina. Quem a pratica comete um pecado grave de sacrilégio.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;9. QUE PECADOS SOMOS OBRIGADOS A CONFESSAR?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;10. O QUE SÃO PECADOS GRAVES (MORTAIS) E SUAS CONSEQUÊNCIAS?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;São ofensas graves a Deus ou ao próximo. Eles apagam a caridade no coração do homem e o desviam de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: "Há pecado que leva à morte" (1Jo 5,16b).&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;11. O QUE SÃO PECADOS LEVES (ou também chamados de VENIAIS)?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam a Deus, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. "Toda iniqüidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte" (1Jo 5, 17).&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;12. PODEIS DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PECADOS GRAVES?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;São pecados graves, por exemplo: O assassinato, o aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre, o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação, entre outros.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;13. QUER DIZER QUE TODO AQUELE QUE MORRE EM PECADO MORTAL ESTÁ CONDENADO?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Merece a condenação eterna. Porém, somente Deus, que é justo e misericordioso e que conhece o coração de cada pessoa, pode julgar.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;14. E SE TENHO DÚVIDAS SE COMETI PECADO GRAVE OU NÃO?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Para que haja pecado grave (mortal) é necessário:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;a) conhecimento, ou seja, a pessoa deve saber, estar informada que o ato a ser praticado é pecado;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;b) consentimento, ou seja, a pessoa tem tempo para refletir, e escolhe (consente) cometer o pecado;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;c) liberdade, isto é, significa que somente comete pecado quem é livre para fazê-lo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;d) matéria, ou seja, significa que o ato a ser praticado é uma ofensa grave aos Mandamentos de Deus e da Igreja.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estas 4 condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que neste caso a matéria é uma ofensa leve contra os Mandamentos de Deus.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;15. SE ESQUECI DE CONFESSAR UM PECADO QUE JULGO GRAVE?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Se esquecestes realmente, o Senhor te perdoou, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote em uma próxima confissão.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;16. E SE NÃO SINTO REMORSO, COMETI PECADO?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Não sentir peso na consciência (remorso) não significa que não tenhamos pecado. Se nós cometemos livremente uma falta contra um Mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro, ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais (por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas seu pecado é muito grave).&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;17. A CONFISSÃO É OBRIGATÓRIA?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. Mas somos também obrigados toda vez que cometemos um pecado mortal.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;18. QUAIS OS FRUTOS DE SE CONFESSAR CONSTANTEMENTE?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Toda confissão apaga completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. E nos dá a graça santificante, tornando-nos naquele instante uma pessoa santa. Tranqüilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demônio em nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Exercita-nos na humildade e nos faz crescer em todas as virtudes.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;19. E SE TENHO DIFICULDADE PARA CONFESSAR UM DETERMINADO PECADO?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Se somos conhecidos de nosso pároco, devemos neste caso fazer a confissão com outro padre para nos sentirmos mais à vontade. Em todo caso, antes de se confessar converse com o sacerdote sobre a sua dificuldade. Ele usará de caridade para que a sua confissão seja válida sem lhe causar constrangimentos. Lembre-se: ele está no lugar de Jesus Cristo!&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;20. O QUE SIGNIFICA A PENITÊNCIA DADA NO FINAL DA CONFISSÃO?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;p align="right"&gt;Padre Wagner Augusto Portugal&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;p align="center"&gt;Outras Perguntas e respostas sobre&lt;/p&gt;&lt;p&gt;o Sacramento da Penitência&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;p&gt;1. O que é o sacramento da Penitência?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O sacramento da Penitência, ou Reconciliação, ou Confissão, é o sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para apagar os pecados cometidos depois do Batismo. É, por conseguinte, o sacramento de nossa cura espiritual, chamado também sacramento da conversão, porque realiza sacramentalmente nosso retorno aos braços do pai depois de que nos afastamos com o pecado.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;2. É possível obter o perdão dos pecados mortais sem a confissão?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Depois do Batismo não é possível obter o perdão dos pecados mortais sem a Confissão, embora seja possível antecipar o perdão com a contrição perfeita acompanhada do propósito de confessar-se.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;3. E se depois de feita a constrição a pessoa não se confessa?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Quem se comporta desta maneira comete uma falta grave. Pois todos os pecados mortais cometidos depois do batismo devem ser acusados na Confissão.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;4. O que se requer para fazer uma boa confissão?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Para fazer uma boa confissão é necessário: fazer um cuidadoso exame de consciência, arrepender-se dos pecados cometidos e o firme propósito de não cometê-los mais (contrição), dizer os outros pecados ao sacerdote (confissão), e cumprir a penitência (satisfação).&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;5. O que é o exame de consciência?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;O exame de consciência é a diligente busca dos pecados cometidos depois da última Confissão bem feita.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;6. No exame de consciência é necessário ter exato o número dos pecados?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Dos pecados graves ou mortais é preciso acusar também o número, porque cada pecado mortal deve ser dito na confissão.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;7. O que é a dor dos pecados?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;A dor dos pecados é o sincero pesar e a repulsa dos pecados cometidos.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;8. De quantos tipos é a dor?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;A dor é de dois tipos: dor perfeita (ou contrição) e dor imperfeita (ou atrição).&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;9. Quando se tem dor perfeita ou contrição?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Tem-se a dor perfeita ou contrição quando se arrepende dos próprios pecados porque se ofendeu a Deus, imensamente bom e digno de ser amado: quando a dor nasce do amor desinteressado a Deus, quer dizer, da caridade.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;10. Quando se tem a dor imperfeita ou atrição?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Tem-se a dor imperfeita ou atrição quando o arrependimento, assim que inspirado pela fé, tem motivações menos nobres: por exemplo, quando nasce da consideração da desordem causada pelo pecado, ou pelo temor da condenação eterna (Inferno) e das penas que o pecador pode receber.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;11. Pela dor dos pecados obtém-se imediatamente o perdão?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;A dor perfeita unida ao propósito de confessar-se obtém imediatamente o perdão; a dor imperfeita só se obtém, pelo contrário, na confissão sacramental. (Nota do portal: o Catecismo ressalta que ainda que se ache estar em contrição perfeita, que já perdoaria o pecado, deve-se receber a eucaristia apenas após realizar a confissão)&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;12. É necessário arrepender-se de todos os pecados cometidos?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Para a validez da confissão é suficiente arrepender-se de todos os pecados mortais, mas para o progresso espiritual é necessário arrepender-se também dos pecados veniais.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;13. Um verdadeiro arrependimento requer também o propósito de abandonar o pecado?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;O arrependimento certamente olha para o passado, mas implica necessariamente um empenho para o futuro com a firme vontade de não cometer jamais o pecado.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;14. Pode-se ter um verdadeiro arrependimento se a gente prevê que antes ou depois tornará a cair em pecado?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;A previsão do pecado futuro não impede que se tenha o propósito sincero de não cometê-lo mais, porque o propósito depende só do conhecimento que nós temos de nossa fraqueza.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;15. O que é a confissão?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;A confissão é a manifestação humilde e sincera dos próprios pecados ao sacerdote confessor.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;16. Quais pecados são obrigatórios confessar?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Estamos obrigados a confessar todos e cada um dos pecados graves, ou mortais, cometidos depois da última confissão bem feita.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;17. Quais são os pecados mortais mais freqüentes?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;As faltas objetivamente mortais mais freqüentes são (seguindo a ordem dos mandamentos): praticar de qualquer modo a magia; blasfemar; perder a Missa dominical ou as festas de preceitos sem um motivo sério; tratar mau aos próprios pais ou superiores; matar ou ferir gravemente a uma pessoa inocente; procurar diretamente o aborto; procurar o prazer sexual e solitário ou com outras pessoas que não sejam o próprio cônjuge; para os cônjuges, impedir a concepção no ato conjugal; roubar alguma soma relevante, inclusive desviando ou subtraindo no trabalho; murmurar gravemente sobre o próximo ou caluniá-lo; cultivar voluntariamente pensamentos ou desejos impuros; faltar gravemente com o próprio dever; aproximar-se da Sagrada Comunhão em estado de pecado mortal; omitir voluntariamente um pecado grave na confissão.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;18. Se a pessoa esquece um pecado mortal, obtém igualmente o perdão na confissão?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Se a pessoa esquecer um pecado mortal, pode obter igualmente o perdão, mas na confissão seguinte deve confessar o pecado esquecido.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;19. Se a pessoa omitir voluntariamente um pecado mortal obtém o perdão dos outros pecados?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Se uma pessoa, por vergonha ou por outros motivos, omite um pecado mortal, não só não obtém nenhum perdão, mas também comete um novo pecado de sacrilégio, o de profanação de uma coisa sagrada.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;20. Há obrigação de confessar os pecados veniais?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;A confissão dos pecados veniais não é necessária, mas é muito útil para o progresso da vida cristã.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;21. O confessor deve dar sempre a absolvição?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;O confessor deve dar sempre a absolvição se o penitente estiver bem disposto, quer dizer, se estiver sinceramente arrependido de todos seus pecados mortais. Se pelo contrário, o penitente não está bem disposto, não tendo a dor ou o propósito de emenda, então o confessor não pode e não deve dar a absolvição.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;22. O que deve fazer o penitente depois da absolvição?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;O penitente depois da absolvição deve cumprir a penitência que lhe foi imposta e reparar os danos que seus pecados eventualmente tiverem causado ao próximo (por exemplo, deve restituir o roubado).&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;23. Quais são os efeitos do sacramento da Penitência?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;São a reconciliação com Deus e com a Igreja, a recuperação da graça santificante, o aumento das forças espirituais para caminhar para a perfeição, a paz e a serenidade da consciência com uma viva consolação do espírito.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;24. Como se pode superar a dificuldade que se sente para confessar-se?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Que tem dificuldades para confessar-se deve considerar que o sacramento da Penitência é um dom maravilhosos que o Senhor nos deu. No "tribunal" da Penitência o culpado jamais é condenado, mas sempre absolvido. Pois quem se confessa não se encontra com um simples homem, mas com Jesus, o qual, presente em seu ministro, como fez um tempo com o leproso do Evangelho (Mc 1, 40ss.) também hoje nos toca ou nos cura; e, como fez com a menina que jazia morta nos toma pela mão repetindo aquelas palavras: "&lt;i&gt;Talita kumi&lt;/i&gt; - menina, eu te digo, levante-te!" (Mc 5, 41).&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;25. A confissão nos ajuda também no caminho da virtude?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;p&gt;A confissão é um meio extraordinariamente eficaz para progredir no caminho da perfeição. Com efeito, além de nos dar a graça "medicinal" própria do sacramento, faz-nos exercitar as virtudes fundamentais de nossa vida cristã. A humildade acima de tudo, que é a base de todo o edifício espiritual, depois a fé em Jesus Salvador e em seus méritos infinitos, a esperança do perdão e da vida eterna, o amor para Deus e para o próximo, a abertura de nosso coração à reconciliação com quem nos ofendeu. Enfim, a sinceridade, a separação do pecado e o desejo sincero de progredir&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;espiritualmente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-481703599617687156?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/481703599617687156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/catequese-sobre-o-sacramento-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/481703599617687156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/481703599617687156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/catequese-sobre-o-sacramento-da.html' title='Catequese sobre o Sacramento da Confissão'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-S2fhXxGDwxc/TYaca3zDJrI/AAAAAAAAAIA/sP9LunUjv5Q/s72-c/confiss%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-5151887429875763613</id><published>2011-03-20T17:20:00.000-07:00</published><updated>2011-03-20T17:27:04.148-07:00</updated><title type='text'>ANGELUS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-iyAKK7pTl1o/TYaavQP9ZJI/AAAAAAAAAH4/p21omBoiy38/s1600/A%2BANUNCIA%25C3%2587%25C3%2583O%2BDO%2BANJO%2BA%2BMARIA.%2B.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-iyAKK7pTl1o/TYaavQP9ZJI/AAAAAAAAAH4/p21omBoiy38/s320/A%2BANUNCIA%25C3%2587%25C3%2583O%2BDO%2BANJO%2BA%2BMARIA.%2B.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586322524406113426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;V/. Ángelus Dómini nuntiávit Maríae.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(89, 89, 89); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;R/. Et concépit de Spíritu Sancto.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(89, 89, 89); "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;Ave, María, grátia plena: Dóminus tecum: benedícta tu in muliéribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;R/. Sancta María, Mater Dei, ora pro nobis peccatóribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;V/. Ecce ancílla dómini.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: rgb(89, 89, 89); "&gt;&lt;b&gt;R/. Fiat mihi secúndum verbum tuum.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;V/. Et Verbum caro factum est.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: rgb(89, 89, 89); "&gt;R/. Et habitávit in nobis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;V/. Ora pro nobis, sancta Dei Génetrix.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: rgb(89, 89, 89); "&gt;R/. Ut digni efficiámur prommissiónibus Christi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Orémus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: rgb(89, 89, 89); "&gt;Grátiam tuam, quaésumus, Dómine, méntibus nostri infúnde; ut qui, ángelo nuntiánte, Christi Fílii tui encarnatiónem cognóvimus, per passiónem eius et crucem, ad resurrectiónis glóriam perducámur.Per eúmdem Christum dóminum nostrum.Amen.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(89, 89, 89); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-5151887429875763613?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/5151887429875763613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/angelus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5151887429875763613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5151887429875763613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/angelus.html' title='ANGELUS'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-iyAKK7pTl1o/TYaavQP9ZJI/AAAAAAAAAH4/p21omBoiy38/s72-c/A%2BANUNCIA%25C3%2587%25C3%2583O%2BDO%2BANJO%2BA%2BMARIA.%2B.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-6583462185885687468</id><published>2011-03-17T19:03:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T19:10:30.894-07:00</updated><title type='text'>OFICIO DIVINO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-7d1s9Zt3Gf4/TYK_CZRDieI/AAAAAAAAAHw/KR28foXkHG0/s1600/Liturgia_das_Horas3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 299px; height: 295px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-7d1s9Zt3Gf4/TYK_CZRDieI/AAAAAAAAAHw/KR28foXkHG0/s320/Liturgia_das_Horas3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585236535755901410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0); font-family: 'courier new'; font-size: x-large; "&gt;&lt;b&gt;Participe da Oração de Laudes.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;b&gt;Toda segunda-feira na &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;b&gt;Capela do Colégio Marista&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;b&gt;às 6:00 da manhã.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;"Nada se anteponha ao Oficio Divino"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-6583462185885687468?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/6583462185885687468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/oficio-divino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/6583462185885687468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/6583462185885687468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/oficio-divino.html' title='OFICIO DIVINO'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-7d1s9Zt3Gf4/TYK_CZRDieI/AAAAAAAAAHw/KR28foXkHG0/s72-c/Liturgia_das_Horas3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-663765439632774594</id><published>2011-03-17T13:09:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T13:11:25.166-07:00</updated><title type='text'>Click e assista ao vídeo: IGREJA CATÓLICA - CONSTRUTORA DA CIVILIZAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-663765439632774594?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=t6bnO7N1AMU' title='Click e assista ao vídeo: IGREJA CATÓLICA - CONSTRUTORA DA CIVILIZAÇÃO'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/663765439632774594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/click-e-assista-ao-video-igreja.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/663765439632774594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/663765439632774594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/click-e-assista-ao-video-igreja.html' title='Click e assista ao vídeo: IGREJA CATÓLICA - CONSTRUTORA DA CIVILIZAÇÃO'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-6111877614177504228</id><published>2011-03-17T11:57:00.001-07:00</published><updated>2011-03-17T12:59:34.609-07:00</updated><title type='text'>CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-zTG92RVhh78/TYJZyJStsYI/AAAAAAAAAHo/AwLpphM0UsI/s1600/cf2011.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 230px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zTG92RVhh78/TYJZyJStsYI/AAAAAAAAAHo/AwLpphM0UsI/s320/cf2011.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585125205915578754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;b&gt;Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Lema: "A criação geme em dores de parto" (Rm 8, 22)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 51, 153); "&gt;&lt;b&gt;OBJETIVO GERAL&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contribuir para o aprofundamento do debate e busca de caminhos de superação dos problemas ambientais provocados pelo aquecimento global e seus impactos sobre as condições da vida no planeta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;OBJETIVOS ESPECÍFICOS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. Viabilizar meios para a formação da consciência ambiental em relação ao problema do aquecimento global e identificar responsabilidades e implicações éticas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. Promover a discussão sobre os problemas ambientais com foco no aquecimento global.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. Mostrar a gravidade e a urgência dos problemas ambientais provocados pelo aquecimento global e articular a realidade local e regional com o contexto nacional e planetário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. Trocar experiências e propor caminhos para a superação dos problemas ambientais relacionados ao aquecimento global.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;ESTRATÉGIAS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. Denunciar situações e apontar responsabilidades no que diz respeito aos problemas ambientais decorrentes do aquecimento global.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. Propor atitudes, comportamentos e práticas fundamentados em valores que tenham a vida como referência no relacionamento com o meio ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. Mobilizar pessoas, comunidades, Igrejas, religiões e sociedade para assumirem o protagonismo na construção de alternativas para a superação dos problemas socioambientais decorrentes do aquecimento global.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: CNBB&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-6111877614177504228?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/6111877614177504228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/cartaz-da-campanha-da-fraternidade-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/6111877614177504228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/6111877614177504228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/cartaz-da-campanha-da-fraternidade-2011.html' title='CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zTG92RVhh78/TYJZyJStsYI/AAAAAAAAAHo/AwLpphM0UsI/s72-c/cf2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-5825046604353085657</id><published>2011-03-17T11:51:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T11:53:22.940-07:00</updated><title type='text'>Observância das normas litúrgicas e “ars celebrandi”</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Q09eJIQRBXM/TYJYmhCnGgI/AAAAAAAAAHg/CWoB8x8tMKc/s1600/liturgia2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Q09eJIQRBXM/TYJYmhCnGgI/AAAAAAAAAHg/CWoB8x8tMKc/s320/liturgia2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585123906620430850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A situação no pós-Concílio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Concílio Vaticano II ordenou uma reforma geral na sagrada liturgia [1]. Esta foi efetuada, após o encerramento do Concílio, por uma comissão chamada abreviadamente de Consilium [2]. É sabido que a reforma litúrgica foi desde o início objeto de críticas, às vezes radicais, como de exaltações, em certos casos excessivas. Não é nossa intenção nos deter neste problema. Podemos dizer em contrapartida que se está geralmente de acordo em observar um forte aumento dos abusos no campo celebrativo depois do Concílio. Também o Magistério recente tomou nota da situação e em muitos casos chamou à estrita observância das normas e das indicações litúrgicas. Por outro lado, as leis litúrgicas estabelecidas para a forma ordinária (ou de Paulo VI) — que, exceções à parte, celebra-se sempre e em todas partes na Igreja de hoje — são muito mais "abertas" em relação ao passado. Estas permitem muitas exceções e diversas aplicações, e preveem também múltiplos formulários para os diversos ritos (a pluriformidade inclusive aumenta na passagem da editio typica latina às versões nacionais). Apesar disso, um grande número de sacerdotes considera que tem de ampliar ulteriormente o espaço deixado à "criatividade", que se expressa sobretudo com a frequente mudança de palavras ou de frases inteiras em relação às fixadas nos livros litúrgicos, com a inserção de "ritos" novos e frequentemente estranhos completamente à tradição litúrgica e teológica da Igreja e inclusive com o uso de vestimentas, utensílios sagrados e adornos nem sempre adequados e, em alguns casos, caindo inclusive no ridículo. O liturgista Cesare Giraudo resumiu a situação com estas palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se antes [da reforma litúrgica] havia fixação, esclerose de formas, inaturalidade, que faziam a liturgia de então um ‘liturgia de ferro', hoje, há naturalidade e espontaneidade, sem dúvida sinceras, mas frequentemente confusas, mal entendidas, que fazem — ou ao menos correm o risco de fazer — da liturgia uma "liturgia de borracha", incerta, escorregadiça, que às vezes se expressa em uma ostentosa liberação de toda normativa escrita. [...] Esta espontaneidade mal entendida, que se identifica de fato com a improvisação, a falta de seriedade, a superficialidade, o permissivismo, é o novo ‘critério' que fascina inumeráveis agentes pastorais, sacerdotes e leigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] Por não falar também daqueles sacerdotes que, às vezes e em alguns lugares, arrogam-se o direito de utilizar pregações eucarísticas selvagens, ou de compor aqui ou ali seu texto ou partes dele" [3].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papa João Paulo II, na encíclica Ecclesia de Eucharistia, manifestou seu desgosto pelos abusos litúrgicos que acontecem frequentemente, particularmente na celebração da Santa Missa, já que a "Eucaristia é um dom demasiado grande para suportar ambiguidades e diminuições" [4]. Ele acrescentou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos a lamentar, infelizmente, que sobretudo a partir dos anos da reforma litúrgica pós-conciliar, por um ambíguo sentido de criatividade e adaptação, não faltaram abusos, que foram motivo de sofrimento para muitos. Uma certa reacção contra o «formalismo» levou alguns, especialmente em determinadas regiões, a considerarem não obrigatórias as «formas» escolhidas pela grande tradição litúrgica da Igreja e do seu magistério e a introduzirem inovações não autorizadas e muitas vezes completamente impróprias. Por isso, sinto o dever de fazer um veemente apelo para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebração eucarística. Constituem uma expressão concreta da autêntica eclesialidade da Eucaristia; tal é o seu sentido mais profundo. A liturgia nunca é propriedade privada de alguém, nem do celebrante, nem da comunidade onde são celebrados os santos mistérios." [5].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Causas e efeitos do fenômeno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenômeno da "desobediência litúrgica" estendeu-se de tal forma, por número e em certos casos também por gravidade, que se formou em muitos uma mentalidade pela qual na liturgia, salvando as palavras da consagração eucarística, se poderiam dar todas as modificações consideradas "pastoralmente" oportunas pelo sacerdote ou pela comunidade. Esta situação induziu o próprio João Paulo II a pedir à Congregação para o Culto Divino que preparasse uma Instrução disciplinar sobre a Celebração da Eucaristia, publicada com o título de Redemptionis Sacramentum, a 25 de março de 2004. Na citação antes reproduzida da Ecclesia de Eucharistia, indicava-se na reação ao formalismo uma das causas da "desobediência litúrgica" de nosso tempo. A Redemptionis Sacramentum assinala outras causas, entre elas um falso conceito de liberdade [6] e a ignorância. Esta última em particular se refere não só ao conhecimento das normas, mas também a uma compreensão deficiente do valor histórico e teológico de muitos textos eucológicos e ritos: "Finalmente, os abusos se fundamentam com frequência na ignorância, já que quase sempre se rejeita aquilo que não se compreende seu sentido mais profundo e sua Antiguidade" [7].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introduzindo o tema da fidelidade às normas em uma compreensão teológica e histórica, ademais de no contexto da eclesiologia de comunhão, a Instrução afirma: "O Mistério da Eucaristia é demasiado grande «para que alguém possa permitir tratá-lo ao seu arbítrio pessoal, pois não respeitaria nem seu caráter sagrado, nem sua dimensão universal» [...] Os atos arbitrários não beneficiam a verdadeira renovação e sim lesionam o verdadeiro direito dos fiéis à ação litúrgica, à expressão da vida da Igreja, de acordo com sua tradição e disciplina. Além disso, introduzem na mesma celebração da Eucaristia elementos de discórdia e de deformação, quando ela tem, por sua própria natureza e de forma eminente, de significar e de realizar admiravelmente a Comunhão com a vida divina e a unidade do povo de Deus. Estes atos arbitrários causam incerteza na doutrina, dúvida e escândalo para o povo de Deus e, quase inevitavelmente, uma violenta repugnância que confunde e aflige com força a muitos fiéis em nossos tempos, em que frequentemente a vida cristã sofre o ambiente, muito difícil, da «secularização».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outra parte, todos os fiéis cristãos gozam do direito de celebrar uma liturgia verdadeira, especialmente a celebração da santa Missa, que seja tal como a Igreja tem querido e estabelecido, como está prescrito nos livros litúrgicos e nas outras leis e normas. Além disso, o povo católico tem direito a que se celebre por ele, de forma íntegra, o santo Sacrifício da Missa, conforme toda a essência do Magistério da Igreja. Finalmente, a comunidade católica tem direito a que de tal modo se realize para ela a celebração da Santíssima Eucaristia, que apareça verdadeiramente como sacramento de unidade, excluindo absolutamente todos os defeitos e gestos que possam manifestar divisões e facções na Igreja." [8]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente significativo neste texto é o chamado ao direito dos fiéis de terem a liturgia celebrada segundo as normas universais da Igreja, além de sublinhar o fato de que as transformações e modificações da liturgia — ainda que se façam por motivos "pastorais" — não têm na realidade um efeito positivo neste campo; ao contrário, confundem, turbam, cansam e podem inclusive fazer os fiéis se afastarem da prática religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O ars celebrandi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui os motivos pelos quais o Magistério nas últimas quatro décadas recordou várias vezes aos sacerdotes a importância do ars celebrandi, o qual — se bem não consiste apenas na perfeita execução dos ritos de acordo com os livros, mas também e sobretudo no espírito de fé e adoração com os que estes se celebram — não se pode no entanto realizar se se afasta das normas fixadas para a celebração [9]. Assim o expressa por exemplo o Santo Padre Bento XVI: "O primeiro modo de favorecer a participação do povo de Deus no rito sagrado é a condigna celebração do mesmo; a arte da celebração é a melhor condição para a participação ativa (actuosa participatio). Aquela resulta da fiel obediência às normas litúrgicas na sua integridade, pois é precisamente este modo de celebrar que, há dois mil anos, garante a vida de fé de todos os crentes, chamados a viver a celebração enquanto povo de Deus, sacerdócio real, nação santa"(cf. 1 Pd 2,4-5.9)" [10].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordando estes aspectos, não se deve cair no erro de esquecer os frutos positivos produzidos pelo movimento de renovação litúrgica. O problema assinalado, contudo, subsiste e é importante que a solução ao mesmo parta dos sacerdotes, os quais devem se empenhar antes de tudo em conhecer de maneira aprofundada os livros litúrgicos, e também a pôr fielmente em prática suas prescrições. Só o conhecimento das leis litúrgicas e o desejo de se ater estritamente a elas impedirá ulteriores abusos e "inovações" arbitrárias que, se no momento podem talvez emocionar os presentes, na realidade acabam logo por cansar e defraudar. Salvas as melhores intenções de quem as comete, depois de quarenta anos de experiência na questão, a "desobediência litúrgica" não constrói de fato comunidades cristãs melhores, mas, ao contrário, põe em risco a solidez de sua fé e de sua pertença à unidade da Igreja Católica. Não se pode utilizar o caráter mais "aberto" das novas normas litúrgicas como pretexto para desnaturalizar o culto público da Igreja:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As novas normas simplificaram muito as fórmulas, os gestos, os atos litúrgicos [...] Mas neste campo não se deve ir além do estabelecido: de fato, procedendo assim, se despojaria a liturgia dos sinais sagrados e de sua beleza, que são necessários, para que se realize verdadeiramente na comunidade cristã o mistério da salvação e seja compreendido também, sob o véu das realidades visíveis, através de uma catequese apropriada. A reforma litúrgica de fato não é sinônimo de dessacralização, nem quer ser motivo para esse fenômeno que chamam de a secularização do mundo. É necessário por isso conservar nos ritos dignidade, seriedade, sacralidade" [11].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as graças que esperamos poder obter da celebração do Ano Sacerdotal está portanto também a de uma verdadeira renovação litúrgica no seio da Igreja, para que a sagrada liturgia seja compreendida e vivida pelo que esta é na realidade: o culto público e integral do Corpo Místico de Cristo, Cabeça e membros, culto de adoração que glorifica a Deus e santifica os homens [12].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Cf. Concílio Vaticano II , Sacrosanctum Concilium, n. 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Abreviação de Consilium ad exsequendam Constitutionem de Sacra Liturgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] C. Giraudo, "La costituzione 'Sacrosanctum Concilium': il primo grande dono del Vaticano II", en La Civiltà Cattolica (2003/IV), pp. 532; 531.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia, n. 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Ibid., n. 52. Cf. também Concílio Vaticano II , Sacrosanctum Concilium, n. 28.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] "Não é estranho que os abusos tenham sua origem em um falso conceito de liberdade. Posto que Deus nos tem concedido, em Cristo, não uma falsa liberdade para fazer o que queremos, mas sim a liberdade para que possamos realizar o que é digno e justo": Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Redemptionis Sacramentum, n. 7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Ibid., n. 9.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] Ibid., nn. 11-12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] Sagrada Congregação dos Ritos, Eucharisticum Mysterium, n. 20: "Para favorecer o correto desenvolvimento da celebração sagrada e a participação ativa dos fiéis, os ministros não devem apenas limitar-se a realizar seu serviço com exatidão, segundo as leis litúrgicas, mas devem comportar-se de forma que inculquem, por meio deste, o sentido das coisas sagradas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] Bento XVI, Sacramentum Caritatis, n. 38. Veja-se o n. 40, que desenvolve adequadamente o conceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[11] Sagrada Congregação para o Culto Divino, Liturgicae instaurationes, n. 1. O texto continua: "A eficácia das ações litúrgicas não está na busca contínua de novidades rituais, ou de simplicações ulteriores, mas no aprofundamento da palavra de Deus e do mistério celebrado, cuja presença está assegurada pela observância dos ritos da Igreja e não dos impostos pelo gosto pessoal de cada sacerdote. Tenha-se presente, ademais, que a imposição de reconstruções pessoais dos ritos sagrados por parte do sacerdote ofende a dignidade dos fiéis e abre caminho para o individualismo e o personalismo na celebração de ações que diretamente pertencem a toda Igreja".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[12] Cf. Pio XII, Mediator Dei, I, 1; Concílio Vaticano II , Sacrosanctum Concilium, n. 7.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-5825046604353085657?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/5825046604353085657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/observancia-das-normas-liturgicas-e-ars.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5825046604353085657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5825046604353085657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/observancia-das-normas-liturgicas-e-ars.html' title='Observância das normas litúrgicas e “ars celebrandi”'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Q09eJIQRBXM/TYJYmhCnGgI/AAAAAAAAAHg/CWoB8x8tMKc/s72-c/liturgia2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-3441232266804104167</id><published>2011-03-17T11:32:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T11:44:33.997-07:00</updated><title type='text'>SÍNODO DOS BISPOS  XIII ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA  A NOVA EVANGELIZAÇÃO PARA A TRANSMISSÃO DA FÉ CRISTÃ</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-VNRKA-bTlLg/TYJWh8AHDII/AAAAAAAAAHY/aaXpcEZLrM0/s1600/bispos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-VNRKA-bTlLg/TYJWh8AHDII/AAAAAAAAAHY/aaXpcEZLrM0/s320/bispos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585121628935097474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PREFÁCIO&lt;br /&gt;«Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que vos tenho ordenado» (Mt. 28, 19-20). Com estas palavras, Jesus Cristo, antes de subir aos céus e se sentar à direita de Deus Pai (cf. Ef. 1, 20), enviou os seus discípulos para anunciar a Boa Nova ao mundo. Eles representavam um pequeno grupo de testemunhas de Jesus de Nazaré, testemunhas da sua vida terrena, do seu ensinamento, da sua morte e, especialmente, da sua ressurreição (cf. Act. 1, 22). A missão era enorme, superior às suas capacidades. O Senhor Jesus, para os incentivar, promete-lhes a vinda do Paráclito, que o Pai enviará em seu nome (cf. Jo. 14, 26) e os «guiará em toda a verdade» (Jo. 16, 13). Assegura-lhes, além disso, a sua perene presença: «e eis que Eu estou sempre convosco, atéao fim do mundo» (Mt. 28, 20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do Pentecostes, quando o fogo do amor de Deus pousou sobre os apóstolos (cf. Act. 2, 3), unidos em oração «juntamente com algumas mulheres e Maria, mãe de Jesus» (Act. 1, 14), o mandamento do Senhor Jesus começou a realizar-se. O Espírito Santo, que Jesus Cristo concede em abundância (cf. Jo. 3, 34), está na origem da Igreja, que, por sua natureza, é missionária. De facto, logo que receberam a unção do Espírito, o apóstolo São Pedro «levantou-se e falou em voz alta» (Act. 2, 14) anunciando a salvação no nome de Jesus, «que Deus constituiu Senhor e Cristo» (Act. 2, 36). Transformados pelo dom do Espírito, os discípulos espalharam-se por todo o mundo conhecido e difundiram o«evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus in » (Mc. 1, 1). O seu anúncio chegou às regiões do Mediterrâneo, da Europa, da África e da Ásia. Guiados pelo Espírito, dom do Pai e do Filho, os seus sucessores continuaram essa missão, que permanece actual até ao fim dos tempos. Enquanto existe, a Igreja deve anunciar o Evangelho da vinda do Reino de Deus, o ensinamento do seu Mestre e Senhor e, sobretudo, a pessoa de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra«Evangelho», τὸεὐαγγέλιον, é usada desde os tempos da Igreja primitiva. É usada muitas vezes por São Paulo para descrever a pregação do Evangelho, que Deus lhe confiou(cf. 1 Ts. 2, 4) «no meio de tantas lutas» (1 Ts. 2, 2) e toda a nova economia da salvação (cf. 1 Ts. 1, 5ss; Gl. 1, 6-9ss). O termo Evangelho é usado, para além de Marcos (cf. Mc. 1, 14. 15; 8, 35; 10, 29; 13, 10; 14, 9; 16, 15), também pelo evangelista Mateus, muitas vezes na específica combinação de «o Evangelho do Reino» (Mt. 9, 35; 24, 14; cf. 26, 13). São Paulo utiliza, do mesmo modo, o termo evangelizar (εὐαγγελίσασθαι, cf. 2 Cor. 10, 16), que se encontra igualmente nos Actos dos Apóstolos (cf. particularmente Act. 8, 4. 12. 25 35. 40), e cuja utilização conheceu um notável desenvolvimento na história da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos, com o termo evangelização, pretende-se referir a actividade da Igreja na sua totalidade. A Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, publicada no dia 8 de Dezembro de 1975, inclui, dentro dessa categoria, a pregação, a catequese, a liturgia, a vida sacramental, a piedade popular e o testemunho de vida dos cristãos(cf. EN 17, 21, 48ss). Nesta exortação, o Servo de Deus Papa Paulo VI recolheu os resultados da Terceira Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizada de 27 de Setembro a 26 de Outubro de 1974, dedicada ao tema A evangelização no mundo moderno. O Documento conferiu um notável dinamismo à acção evangelizadora da Igreja nas décadas seguintes, acompanhada por uma autêntica promoção humana (cf. EN 29, 38, 70).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do amplo contexto da evangelização, uma especial atenção foi reservada ao anúncio da Boa Nova às pessoas e aos povos que ainda não conhecem o Evangelho de Jesus Cristo. A eles se dirige a missio ad gentes. Esta tem caracterizado a actividade constante da Igreja, ainda que tenha conhecido momentos especiais em alguns períodos históricos. Basta pensar à epopeia missionária no continente americano ou, mais tarde, nas missões em África, Ásia e Oceânia. Com o Decreto Ad Gentes, o Concílio Vaticano II sublinhou a natureza missionária de toda a Igreja. De acordo com o mandato do seu fundador, Jesus Cristo, os cristãos não somente devem apoiar, com a oração e o sustento material, os missionários, ou seja, as pessoas dedicadas ao anúncio aos não cristãos, mas considerarem-se também chamados a contribuir para a propagação do Reino de Deus no mundo, segundo os costumes e a vocação de cada um. Esta tarefa torna-se particularmente urgente na actual fase de globalização em que, por várias razões, muitas pessoas que não conhecem Jesus Cristo imigram para países de antiga tradição cristã e, de consequência, entram em contacto com os cristãos, testemunhas do Senhor ressuscitado, presente na sua Igreja, de modo especial na sua Palavra e nos sacramentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos seus 45 anos, o Sínodo dos Bispos tratou o tema da missio ad gentes em várias Assembleias. Por um lado, teve presente a natureza missionária de toda a Igreja e, por outro, as indicações do Concílio Vaticano II, que no Decreto Ad gentes reiterou a preocupação missionária, qual importante objectivo da própria actividade do Sínodo dos Bispos:«O cuidado de anunciar o Evangelho em todas as partes da terra pertence, antes de mais, ao corpo episcopal; por isso, o Sínodo episcopal ou ‘Conselho permanente de Bispos para toda a Igreja’, entre os assuntos de importância geral, deve atender de modo especial à actividade missionária, que é a principal e a mais sagrada da Igreja» (AG 29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas décadas tem-se falado também da urgência da nova evangelização. Tendo presente a evangelização como horizonte comum da Igreja, bem como a acção de anúncio do Evangelho ad gentes, que requer a formação de comunidades locais, de Igrejas particulares, nos Países missionários de primeira evangelização, a nova evangelização é, antes de mais, endereçada a quantos se afastaram da Igreja nos Países da antiga cristandade. Tal fenómeno, infelizmente, existe em vários graus, mesmo nos Países onde a Boa Nova foi anunciada nos últimos séculos, mas que ainda não foi suficientemente bem acolhida a ponto de transformar a vida pessoal, familiar e social dos cristãos. As Assembleias especiais do Sínodo dos Bispos, a nível continental, celebrados em preparação do Jubileu do Ano 2000, evidenciaram este facto. Este é um dos grandes desafios para a Igreja universal. Por isso, Sua Santidade Bento XVI, depois de auscultar a opinião dos seus irmãos no episcopado, decidiu convocar a XIII Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre o tema A nova evangelização para a transmissão da fé cristã, que se realizará de 7 a 28 de Outubro de 2012. Retomando a reflexão até agora realizada sobre o argumento, a Assembleia sinodal terá por objectivo analisar a situação actual nas Igrejas particulares, para traçar, em comunhão com o Santo Padre Bento XVI, Bispo de Roma e Pastor Universal da Igreja, novas formas e expressões da Boa Notícia que devem ser transmitidas ao homem contemporâneo com renovado entusiasmo, próprio dos santos, alegres testemunhas do Senhor Jesus Cristo, «Aquele que era, que é e que há de vir» (Ap. 4, 8). É um desafio a retirar, como o escriba que se tornou discípulo do Reino dos céus, coisas novas e coisas antigas do precioso tesouro da Tradição (cf. Mt. 23, 52).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Lineamenta que agora apresentamos, elaborado com a ajuda do Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, representam uma etapa importante na preparação do Sínodo. No final de cada capítulo encontram-se algumas perguntas que se destinam a facilitar a discussão a nível da Igreja universal. Na verdade, os Lineamenta são enviados ao Sínodo dos Bispos das Igrejas Orientais Católicas sui iuris, às Conferências Episcopais, aos Dicastérios da Cúria Romana e à União dos Superiores Gerais, organismos com os quais a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos mantém relações oficiais. Os Lineamenta pretendem promover a reflexão sobre este documento nas respectivas estruturas: dioceses, zonas pastorais, paróquias, congregações, associações, movimentos, etc. As respostas destes organismos deveriam ser resumidos pelos responsáveis das Conferências Episcopais, dos Sínodos dos Bispos, bem como pelos outros organismos mencionados, e enviados à Secretaria do Sínodo dos Bispos até 1 de Novembro de 2011, Solenidade de Todos os Santos. Com o apoio do Conselho Ordinário, tais respostas serão cuidadosamente analisadas e integradas no Instrumentum laboris, que é o documento de trabalho da próxima Assembleia sinodal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecendo antecipadamente a vossa valiosa colaboração, que representa uma preciosa troca de dons, de preocupações e de solicitude pastoral, confiamos o itinerário da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos à materna protecção da Bem-Aventurada Virgem Maria, Estrela da Nova Evangelização. A sua intercessão obtenha para a Igreja a graça de se renovar no Espírito Santo para que o nosso tempo possa colocar em marcha, com renovado entusiasmo, o mandamento do Senhor ressuscitado: «Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho a todos os povos» (Mc. 16, 15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaticano, 2 de Fevereiro de 2011, &lt;br /&gt;Festa da Apresentação do Senhor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mons. Nikola Eterović&lt;br /&gt;Arcebispo titular de Cibale&lt;br /&gt;Secretário-Geral&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-3441232266804104167?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/3441232266804104167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/sinodo-dos-bispos-xiii-assembleia-geral.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3441232266804104167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3441232266804104167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/sinodo-dos-bispos-xiii-assembleia-geral.html' title='SÍNODO DOS BISPOS  XIII ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA  A NOVA EVANGELIZAÇÃO PARA A TRANSMISSÃO DA FÉ CRISTÃ'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-VNRKA-bTlLg/TYJWh8AHDII/AAAAAAAAAHY/aaXpcEZLrM0/s72-c/bispos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-3461783604895423966</id><published>2011-03-10T08:28:00.000-08:00</published><updated>2011-03-10T08:53:26.818-08:00</updated><title type='text'>I Domingo da Quaresma - Ano A - Clique e confira ao vídeo</title><content type='html'>Assista ao vídeo sobre o I Domingo da Quaresma. No Evangelho vamos ver as tentações de Jesus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-3461783604895423966?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=Upm1ZKtTxwA' title='I Domingo da Quaresma - Ano A - Clique e confira ao vídeo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/3461783604895423966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/i-domingo-da-quaresma-ano-clique-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3461783604895423966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3461783604895423966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/i-domingo-da-quaresma-ano-clique-e.html' title='I Domingo da Quaresma - Ano A - Clique e confira ao vídeo'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-4487780459219571262</id><published>2011-03-09T17:21:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T17:22:16.466-08:00</updated><title type='text'>MENSAGEM PARA A QUARESMA 2011 - Clique e assista ao video</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-4487780459219571262?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=UXjzh66Wa90' title='MENSAGEM PARA A QUARESMA 2011 - Clique e assista ao video'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/4487780459219571262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/mensagem-para-quaresma-2011-clique-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/4487780459219571262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/4487780459219571262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/mensagem-para-quaresma-2011-clique-e.html' title='MENSAGEM PARA A QUARESMA 2011 - Clique e assista ao video'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-8075218372970770381</id><published>2011-03-09T07:02:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T07:05:29.316-08:00</updated><title type='text'>TEMPO DA QUARESMA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tempo da Quaresma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na linguagem corrente, a Quaresma abrange os dias que vão da Quarta-feira de Cinzas até ao Sábado Santo. Contudo, a liturgia propriamente quaresmal começa com o primeiro Domingo da Quaresma e termina com o sábado antes do Domingo da Paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Quaresma pode se considerar, no ano litúrgico, o tempo mais rico de ensinamentos. Lembra o retiro de Moisés, o longo jejum do profeta Elias e do Salvador. Foi instituída como preparação para o Mistério Pascal, que compreende a Paixão e Morte (Sexta-feira Santa), a Sepultura (Sábado Santo) e a Ressurreição de Jesus Cristo (Domingo e Oitava da Páscoa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data dos tempos apostólicos a Quaresma como sinônimo de jejum observado por devoção individual na Sexta-feira e Sábado Santos, e logo estendido a toda a Semana Santa. Na segunda metade do século II, a exemplo de outras igrejas, Roma introduziu a observância quaresmal em preparação para a Páscoa, limitando porém o jejum a três semanas somente: a primeira e quarta da atual Quaresma e a Semana Santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira Quaresma com os quarenta dias de jejum e abstinência de carne, data do início do século IV, e acredita-se que, para essa instituição, tenham influído o catecumenato e a disciplina da penitência pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jejum consistia originariamente numa única refeição tomada à tardinha; por volta do século XV tornou-se uso comum o almoço ao meio-dia. Com o correr dos tempos, verificou-se que era demasiado penosa a espera de vinte e quatro horas; foi-se por isso introduzindo o uso de se tomar alguma coisa à tarde, e logo mais também pela manhã, costume que vigora ainda hoje. O jejum atual, portanto, consiste em tomar uma só refeição diária completa, na hora de costume: pela manhã, ao meio-dia ou à tarde, com duas refeições leves no restante do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São inúmeras as passagens das Sagradas Escrituras referentes ao jejum. Eis algumas poucas referências: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- II Reis 12,16&lt;br /&gt;- Tobias 12,8&lt;br /&gt;- Daniel 1, 6-16&lt;br /&gt;- S. Mateus 4,1&lt;br /&gt;- S. Mateus 6, 17&lt;br /&gt;- S. Mateus 17,20&lt;br /&gt;- Atos 14,22&lt;br /&gt;- II Coríntios 6,5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja prescreve, além do jejum, também a abstinência de carne, que consiste em não comer carne ou derivados, em alguns dias do ano, que variam conforme determinação dos bispos locais.&lt;br /&gt;No Brasil são dias de jejum e abstinência a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa. Por determinação do episcopado brasileiro, nas sextas-feiras do ano (inclusive as da Quaresma, exceto a Sexta-feira Santa) fica a abstinência comutada em outras formas de penitência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticar a abstinência é privar-se de algo, não só de carne. Por exemplo, se temos o hábito diário de assistir televisão, fumar, etc, vale o sacrifício de abster-se destes itens nesses dias. A obrigação de se abster de carne começa aos 14 anos. A obrigação de jejuar, limitando-se a uma refeição principal e a duas mais ligeiras no decurso do dia, vai dos 18 aos 59 anos. Quem está doente (e também as mulheres grávidas) não está obrigado a jejuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Todos pecamos, e todos precisamos fazer penitência”, afirma São Paulo. A penitência é uma virtude sobrenatural intimamente ligada à virtude da justiça, que “dá a cada um o que lhe pertence”: de fato, a penitência tende a reparar os pecados, que são ultrajes a Deus, e por isso dívidas contraídas com a justiça divina, que requer a devida reparação e resgate. Portanto, a penitência inclina o pecador a detestar o pecado, a repará-lo dignamente e a evitá-lo no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obrigatoriedade da penitência nasce de quatro motivos principais, a saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º. - Do dever de justiça para com Deus, a quem devemos honra e glória, o que lhe negamos com o nosso pecado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º.- da nossa incorporação com Cristo, o qual, inocente, expiou os nossos pecados; nós, culpados, devemos associar-nos a ele, no Sacrifício da Cruz, com generosidade e verdadeiro espírito de reparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º.- Do dever de caridade para com nós mesmos, que precisamos descontar as penas merecidas com os nossos pecados e que devemos, com o sacrifício, esforçar-nos por dirigir para o bem as nossas inclinações, que tentam arrastar-nos para o mal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º.- do dever de caridade para com o nosso próximo, que sofreu o mau exemplo de nossos pecados, os quais, além disso, lhe impediram de receber, em maior escala, os benefícios espirituais da Comunhão dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê-se daí quão útil para o pecador aproveitar o tempo da Quaresma para multiplicar suas boas obras, e assim dispor-se para a conversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os Santos Padres, a Quaresma é um período de renovação espiritual, de vida cristã mais intensa e de destruição do pecado, para uma ressurreição espiritual, que marque na Páscoa o reinício de uma vida nova em Cristo ressuscitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Quaresma tem por escopo primordial incitar-nos à oração, à instrução religiosa, ao sacrifício e à caridade fraterna. Recomenda-se por isso a freqüência às pregações quaresmais, a leitura espiritual diária, particularmente da Paixão de Cristo, no Evangelho ou em outro livro de meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jejum e abstinência de carne se fazem para que nos lembremos de mortificar os nossos sentidos, orientando-os particularmente ao sincero arrependimento e emenda de nossos pecados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caridade fraterna — base do Cristianismo — inclui a esmola e todas as obras de misericórdia espirituais e corporais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Missal Romano&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-8075218372970770381?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/8075218372970770381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/tempo-da-quaresma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8075218372970770381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8075218372970770381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2011/03/tempo-da-quaresma.html' title='TEMPO DA QUARESMA'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-3603718332597906607</id><published>2010-05-20T15:43:00.000-07:00</published><updated>2011-03-09T18:00:58.927-08:00</updated><title type='text'>NINGUÉM TE AMA COMO EU</title><content type='html'>Reze e reflita nesta quaresma.&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-83814afbb79776eb" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v23.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D83814afbb79776eb%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332144748%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1AA3C083DAD62FDD4D11D6B5B1ECBA3C534F9184.2ADE9FD9C5243F3C3620AC4F80196FC5731FA6B8%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D83814afbb79776eb%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DOt1a0qWOSOliTaHFMsDzbGzuGfQ&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v23.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D83814afbb79776eb%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332144748%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1AA3C083DAD62FDD4D11D6B5B1ECBA3C534F9184.2ADE9FD9C5243F3C3620AC4F80196FC5731FA6B8%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D83814afbb79776eb%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DOt1a0qWOSOliTaHFMsDzbGzuGfQ&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-3603718332597906607?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=83814afbb79776eb&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/3603718332597906607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/05/ninguem-te-ama-como-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3603718332597906607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3603718332597906607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/05/ninguem-te-ama-como-eu.html' title='NINGUÉM TE AMA COMO EU'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-3638574430154406692</id><published>2010-05-11T19:09:00.000-07:00</published><updated>2010-05-11T19:12:02.740-07:00</updated><title type='text'>MARIA: MODELO, INTERCESSORA...MÃE.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S-oOabp_9lI/AAAAAAAAAF4/00immHM1lHY/s1600/rotate.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S-oOabp_9lI/AAAAAAAAAF4/00immHM1lHY/s320/rotate.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470200544658191954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;CARDEAL D. EUSÉBIO OSCAR SCHEID&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mês de maio é dedicado, de modo todo particular, a Nossa Senhora, Mãe de Jesus. A Constituição Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, capítulo VIII, no-la apresenta como o modelo acabado da obra de Jesus na Igreja: “Em vista dos méritos de seu Filho, foi remida de maneira sublime, unida a Ele por um vínculo estreito e indissolúvel e chamada ao papel e à dignidade suprema de Mãe do Filho de Deus. Em virtude desse dom insigne da graça, portanto, é filha predileta do Pai e sacrário do Espírito Santo, colocada muito acima de todas as outras criaturas, terrestres e celestes” (n°53).&lt;br /&gt;Maria é aquela que está mais próxima de Deus, porém a uma distância infinita, pois é simples criatura, mesmo enriquecida com os maiores favores. Por isso, está, também, muito próxima de nós, “como Mãe amantíssima [...], membro eminente e especialíssimo da Igreja, assim como seu exemplo magnífico e modelar de fé e de amor” (nº53).&lt;br /&gt;Refletir sobre Maria nos remete ao plano eterno de Deus. Nele estava prevista a Encarnação do Filho, mesmo se não houvesse ocorrido o pecado. A Sagrada Escritura nos apresenta Eva como aquela que sucumbiu à tentação e levou Adão a pecar (cf. Gn 3), tornando-se a mãe da humanidade decaída. Deus, no entanto, quis “salvar o que estava perdido” (Lc 19,10), a partir da colaboração do próprio ser humano nessa obra, acolhendo a vinda do Filho, para nos merecer o perdão, através de Maria Santíssima.&lt;br /&gt;Assim, Ele prepara uma nova Eva, precursora da humanidade redimida, para ser a Mãe do Cristo Senhor. Os méritos da Redenção lhe foram aplicados previamente, de modo que, em nenhum momento, o pecado dominasse sobre aquela que iria cooperar, estreitamente, com a missão do Filho, no momento histórico, determinado pelo Pai.&lt;br /&gt;Dizendo “sim” ao desígnio divino, Maria foi constituída modelo do que Jesus iria realizar nos homens que se deixassem escolher, conduzir, e redimir. Uma espécie de “amostragem” do poder da graça divina. Por isso nós a honramos, não por sua própria grandeza, mas por se fazer capacidade receptiva ao agir de Deus: “Porque olhou para sua pobre serva e realizou em mim maravilhas Aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Lc 1,48a.49).&lt;br /&gt;Como era Maria de Nazaré? Fazemos algumas conjecturas, pois os textos evangélicos são muito sóbrios, a respeito dela. Entretanto, sua própria santidade nos leva a deduzir algumas de suas inúmeras virtudes. A primeira delas é a simplicidade. Há uma certa piedade mariana que coloca Nossa Senhora tão distante de nós, que sentimos até medo de nos achegarmos a ela, como se o brilho de sua pureza ofuscasse a nossa palidez. Isto não corresponde nem à figura, nem à missão de Maria. Ela vivia a simplicidade dos que são desapegados, dos pobres em espírito. Estes eram os anawin da Antiga Aliança, povo simples, mas confiante em Deus, totalmente entregue a Ele.&lt;br /&gt;Maria era uma jovem muito instruída nas Sagradas Escrituras, porque o Espírito Santo plenificou-a com sua presença, desde que ela foi concebida. Isto nós comprovamos pelo Magnificat, a oração de agradecimento que ela proclama, inspirada no Cântico de Ana (cf. 1Sm 2,1-10), por ocasião de sua visita a Isabel (cf. Lc 1,46-55).&lt;br /&gt;Como jovem judia, ela pretendia, evidentemente, constituir uma família. Daí porque já a encontramos noiva de José, quando sua história é narrada nos Evangelhos de São Lucas e de São Mateus (cf. Lc 1-2 e Mt 1-2). Seu casamento com José, porém, foi diferente, no sentido de que nunca houve relacionamento conjugal. O dom do amor de Deus foi tão pleno naquelas vidas, que isto não se fez necessário. “O poder do Altíssimo a envolveu com a sua sombra”, fecundando a jovem Virgem, sem intervenção humana.&lt;br /&gt;Maria e José se uniram pelo ideal de devotarem suas vidas ao Menino Jesus. A Sagrada Família foi o berço mais sublime possível para criar o Filho de Deus. Os pais de Jesus velaram para que Ele “crescesse em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens” (Lc 2, 52). José era o terno pai adotivo, protetor e defensor da família e trabalhador modelar. Maria, Mãe por excelência, também foi dona de casa exemplar e, sobretudo, educadora perfeita.&lt;br /&gt;A Maternidade Divina foi sua grande honra, fonte de todos os privilégios com os quais Deus a adornou. Toda santa e toda pura, legou ao Filho sua herança genética, desde o timbre da voz e a semelhança fisionômica, até as qualidades tipicamente humanas de Jesus. A união entre ambos era admirável, a tal ponto que, ouvindo Jesus falar, alguém exclamou: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram!” (Lc 11,27). Nenhum cristão pode deixar de honrar a Mãe de Jesus porque, afinal, o que nós honramos nela, estamos atribuindo ao seu Filho, Autor e Fonte de toda a graça, além de sua cooperação pessoal.&lt;br /&gt;Mas não pensemos que a vida de Maria foi cercada de milagres e consolações. É mais próprio da pedagogia divina conduzir o ser humano através do crescimento na fé. Com a Mãe de Jesus não foi diferente. Ela teve que passar por muitas provações, acompanhando o Filho no cumprimento de sua missão: a falta de um lugar apropriado para dá-lo à luz (Lc 2,1-7); a profecia de Simeão, a respeito da espada que lhe transpassaria a alma (cf. Lc 2,34-35); o exílio no Egito, para fugir do extermínio ordenado por Herodes (cf. Mt 2,13ss); a perda de Jesus no templo (cf. Lc 2,41-51). Finalmente, a Paixão e Morte do Filho amado (cf. Jo 18-19 e paralelos Sinóticos).&lt;br /&gt;Evidentemente, ela teve a alegria da Ressurreição, que já aguardava na fé, mediante a palavra do Filho, o convívio que tivera com Ele, e a iluminação do Espírito Santo. Ao final de sua vida, Jesus veio buscá-la, para glorificá-la, em corpo e alma, na eternidade. Agora está nos céus, coroada Rainha, e intercede por nós, junto a Jesus, desdobrando sobre toda a humanidade o seu amor de Mãe.  &lt;br /&gt;Sobre ela, o Papa Paulo VI escreveu, na Exortação Apostólica Marialis Cultus – “Culto Mariano” (1974), este texto, pungentemente atual: “Para o homem contemporâneo, - não raro atormentado entre a angústia e a esperança, prostrado mesmo pela sensação das próprias limitações e assaltado por aspirações sem limites, perturbado na mente e dividido em seu coração, com o espírito suspenso perante o enigma da morte, oprimido pela solidão e, simultaneamente, a tender para a comunhão, presa da náusea e do tédio, a bem-aventurada Virgem Maria, contemplada no enquadramento das vicissitudes evangélicas em que interveio e na realidade que já alcançou na Cidade de Deus, proporciona-lhe uma visão serenadora e uma palavra tranqüilizante: a da vitória da esperança sobre a angústia, da comunhão sobre a solidão, da paz sobre a perturbação, da alegria e da beleza sobre o tédio e a náusea, das perspectivas eternas sobre as temporais e, enfim, da vida sobre a morte” (n°57).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-3638574430154406692?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/3638574430154406692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/05/maria-modelo-intercessoramae.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3638574430154406692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3638574430154406692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/05/maria-modelo-intercessoramae.html' title='MARIA: MODELO, INTERCESSORA...MÃE.'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S-oOabp_9lI/AAAAAAAAAF4/00immHM1lHY/s72-c/rotate.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-1914425926722078061</id><published>2010-04-30T19:16:00.000-07:00</published><updated>2010-05-04T15:31:31.957-07:00</updated><title type='text'>OBLATOS BENEDITINOS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O que são os Oblatos de São Bento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Lemos Capítulo 59 da Regra de São Bento que era costume dos nobres da época oferecerem seus filhos aos cuidados dos monges de um determinado mosteiro local para que esses cuidassem da educação espiritual e/ou material do mesmo. Esta entrega se dava mediante uma petição, ou seja, uma carta na qual os pais da criança o ofereciam em “oblação” a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Ao longo do tempo os monges e monjas perceberam que muitos fiéis também sentiam o desejo de seguir o ideal de São Bento, de viver o seu batismo de uma forma diferente, em seu ambiente de trabalho, na escola, dentro de sua família, mas porém, sem a necessidade de ingressar e habitar dentro de um mosteiro. Este é então o fundamento da vida de todo oblato beneditino. Através de sua oblação, ou seja, o oferecimento de sua vida a Deus, ele procura de acordo com seu estado de vida (solteiro, casado, celibatário, etc) viver e aplicar os ensinamentos de São Bento e de sua regra em sua vida quotidiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Ele se vincula a uma comunidade monástica próxima a ele e, conforme lemos em nossos estatutos, “é participante de todas as graças e bênçãos espirituais que Deus, Nosso Senhor, se digne derramar sobre o mosteiro no qual fez sua oblação”. Na medida do possível também deverá estar sempre em seu mosteiro, do qual é membro no século, ou seja, na sociedade na qual está inserido através de suas atribuições e responsabilidades. É importante salientar que o oblato não pertence a um grupo, e sim é membro da comunidade monástica em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Se você sentir o apelo de Deus e quiser saber um pouco mais entre em contato com nosso mosteiro de Pouso Alegre, ou através de meu e-mail. Terei prazer em atendê-lo dentro de minhas humildes possibilidades. ir.bentoosb@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOÇÕES GERAIS DA OBLAÇÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     1. A oblação constitui, pois, um “caminho de perfeição” oferecido aos que, entre as mais variadas formas de que se pode revestir a perfeição cristã, através da diversidade das Ordens Religiosas e das orientações espirituais que elas concretizam, sentem-se mais atraídos pelo espírito que informa a vida monástica, tal como a concebeu e organizou São Bento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     2. A preeminência reservada ao Louvor Divino, se explica e se justifica duplamente, quer seja o enfoque do ponto de vista de Deus, ou do ponto de vista do homem, pois pode-se considerar o Louvor Divino quer como fim principal do monge, quer como meio privilegiado de sua santificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           2.1 - Na primeira perspectiva dir-se-à que o monge é, por definição e antes de mais nada, “um homem que procura à Deus”. Daí decorre que a oração litúrgica é o primeiro e o mais importante dos meios que utiliza para alcançar esta finalidade, desde que  -  e isso é importantíssimo – tal meio venha acompanhado de outras práticas que tendem a situar o homem num ambiente de recolhimento, de silêncio, de desprendimento e de humildade, a fim de criar em sua alma um clima de ordem, harmonia e paz, favoráveis ao desenvolvimento do espírito de oração. (não nos esqueçamos que a PAZ é um dos lemas de São Bento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      3. Tal será pois, igualmente, o objetivo dos oblatos: viver o espírito da Santa Regra, praticando na medida das situações pessoais e de acordo com as circunstâncias em que a Divina Providência os coloca, as virtudes monásticas, unindo-se da melhor forma possível – ao menos na intenção ou, quem sabe, recitando alguma “Hora” do Ofício – à Solene Oração Litúrgica (que o mosteiro está fazendo subir até Deus), em união com toda a Igreja, no cumprimento de sua função principal de adoração e louvor;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           3.1 – Trata-se então para o oblato, antes de mais nada, de viver o mais possível segundo o espírito de São Bento, embora permanecendo no mundo e nas condições particulares de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      4. Fazer profissão de Oblato é escolher seriamente um caminho, após madura reflexão. É assumir um compromisso de enorme importância, já que se toma a Deus mesmo como testemunha; é colocá-la entre as coisas mais graves aos olhos da fé pois que se refere às coisas de ordem sobrenatural. É firmar um “contrato” com a comunidade monástica à qual se filia, de onde resultará uma comunhão vital, e uma co-responsabilidade espiritual recíproca. É engajar-se, solenemente, no caminho de uma verdadeira conversão interior; conversão esta que, como se sabe, nunca será inteiramente atingida nesta terra, mas na qual se deve trabalhar dia-a-dia, com perseverança, inspirando-se nos princípios da Regra monástica que o próprio São Bento definiu como “uma escola do serviço do Senhor”. (Prólogo)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A PERFEIÇÃO CRISTÃ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      5. O oblato é, antes de tudo, um fiel, animado pelo desejo de aperfeiçoar cada vez mais sua vida cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           5.1 - ... ele deve conduzir-se em todas as circunstâncias como um verdadeiro filho de Deus e tomar ao pé da letra o preceito dado por Jesus aos seus discípulos e aos todos os que devem, no decorrer dos séculos tornarem-se seus fiéis: “Deveis ser perfeitos como Vosso Pai Celeste é Perfeito” (Mt 5, 48)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      6. Sabemos por experiência que essa perfeição não se faz, sem se chocar com muitos obstáculos. Alguns obstáculos podem ser causados diretamente pelo espírito do mal. Muitos outros tem sua fonte nas más inclinações de nossa natureza decaída em conseqüência do pecado original; outros ainda, provêm do mundo que nos rodeia, mundo que São João nos descreve como dominado por “tríplice  cobiça”: o desejo desenfreado dos bens, a avidez sem limites, e às vezes obsedante, dos prazeres e dos sentidos; a ambição na busca do poder e da glória...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           6.1 – Muitos fiéis, fervorosos e sinceros, sofrem e se sentem confusos com essa situação de fato; procuram escapar dessas condições tão desfavoráveis, sentindo bem que a mais importante para o homem na terra, é viver na amizade de Deus, cultivando e aprofundando esta amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      7. É, portanto, ao maior número de cristãos que é proposta a santificação, não obstante viverem no mundo; que se santifiquem apesar do mundo, cujo espírito está constantemente em contradição com o Evangelho; e se santifiquem contra ele, recusando-se pactuar com os falsos princípios que o guiam; mas também que se santifiquem por meio dele e com ele, esforçando-se para ser naquele ambiente “o fermento que leveda toda a massa” (“toda a alma que se eleva, eleva o mundo”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           7.1 – Para chegar a tal finalidade, eles têm, primeiramente, à sua disposição, os recursos sobrenaturais, que a Igreja lhes oferece: a Missa, os Sacramentos, a prece litúrgica, o ensino religioso, as pregações, a direção espiritual, etc.; têm ainda, se a isso se dedicarem, possibilidade de leitura, meditações, reflexões, orações pessoais e as obras de caridade e do apostolado que poderão exercer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           7.2 – Observa-se então, a necessidade que experimentaram os fiéis, de se agruparem em torno  de grandes famílias religiosas, a fim de viverem a seu redor e nelas encontrarem conselhos, exemplos e apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           7.3 – Em rápidas indicações, podemos dizer então que a Oblação Beneditina, consiste numa agregação direta e individual a uma determinada comunidade monástica e não a um agrupamento mais ou menos distinto dessa comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS GRANDES FAMÍLIAS ESPIRITUAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     8. Dentro das grandes famílias religiosas, o religioso se distingue pela escolha de querer chegar à perfeição pelas vias mais seguras, diretas e eficazes, que são os conselhos evangélicos, consagrando-se exclusivamente, ao serviço de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Classificam-se geralmente os religiosos em Ativos e Contemplativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Ativos, exercem sua vida religiosa dentro de um esquema em que praticam atividades temporais bem determinadas, como o ensino, o cuidado de doentes, etc., o que dá uma nuance[1] particular à sua espiritualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Contemplativos, tem suas vidas organizadas em torno da prece, santificação pessoal e louvor à Deus, muito embora juntem a esse único necessário, os deveres mais variados de caridade fraterna, segundo as necessidades da vida em comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           8.1 – Para aqueles porém, que desejam dedicar-se à prece litúrgica, ao amor e louvor à Deus, a uma vida contemplativa de oração, silêncio e recolhimento, será sem dúvida, a Oblação Beneditina que lhes convirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A OBLAÇÃO E AS ORDENS TERCEIRAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      9. Os primeiros monges foram homens que se retiraram para a solidão, para ocupar-se somente com Deus, distante dos barulhos, agitações, desejos e vaidades da vida secular, tornando-se assim testemunhas mártires do absoluto de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           9.1 – Foi no século VI, que o gênio cristão de São Bento fez uma síntese, que se tornou a “Santa Regra”, a qual eclipsou, pelo menos no ocidente, todas as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           9.2 – Essa Regra, no entanto, aplicava-se e se aplica a um simples mosteiro, a uma comunidade reduzida de monges, sob a autoridade paternal de um Abade (Abbas = Pai), isto é, uma família monástica, na qual se entra pelo noviciado e pela Profissão, e a qual se pertence de maneira estável, onde se cresce e trabalha, se envelhece e finalmente se morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           9.3 – Portanto, dizemos que, não se “é monge beneditino”: mas “monge de ‘tal’ mosteiro” – onde se fez Profissão e se ingressou por toda uma vida e na qual se possui direitos capitulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           9.4 – O que acabamos de dizer a respeito dos monges, pode-se aplicar igualmente e com as nuances desejadas, aos leigos que aspiram viver “a sombra das grandes Ordens” e sob sua irradiação; os fiéis que, morando no mundo, buscam se apoiar nessas famílias de oração e doutrina, participando na medida do possível, de sua vida e espiritualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           9.5 – Assim foi idealizado o mosteiro de São Bento, onde todos têm o seu lugar e seu papel sob a autoridade paternal do Abade: monges clérigos, monges não clérigos, irmãos, noviços, familiares e oblatos, todos buscando o mesmo Deus e servindo o mesmo Senhor, cada um a seu modo, dentro de sua medida. É assim que o oblato, assim como o monge, pertence a seu mosteiro, do qual constitui uma de suas “pedras vivas”, segundo a bela expressão da Liturgia da Dedicação das Igrejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FISIONOMIA PARTICULAR DE CADA MOSTEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     10.  Evidentemente, em razão da diversidade de mosteiros existentes, aquele que desejar se engajar na Oblação, escolherá o mosteiro que mais apreciar e onde se sinta num clima que responda às necessidades de sua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           10.1 – É por um laço direto e pessoal que os oblatos são unidos à sua família monástica para participar plenamente e mais intimamente de sua vida sobrenatural, de seus méritos e, se for vontade de Deus, de sua santidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBLATOS E AMIGOS DO MOSTEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     11.  O amigo do mosteiro, por mais que possa estar ligado à comunidade, não faz parte dela, não é um agregado seu. O oblato pelo contrário, faz parte realmente da comunidade monástica, ainda que, bem entendido, a título diverso dos professos do mosteiro. É por sua Oblação que o oblato se agrega ao mosteiro e à comunidade monástica. O ato de oblação implica num engajamento recíproco entre ele (o oblato) e os monges. Como um contrato ou uma aliança, de onde resulta um pertencer mútuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          11.1 – Um amigo, por mais dedicado e devotado que seja ou que esteja ao mosteiro, não tem por isso a obrigação, nem mesmo a vontade, e geralmente, nem o simples desejo de confirmar sua vida a um ideal que ele estima e admira, mas que não julga feito para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          11.2 – Ao contrário, o oblato se dá realmente, e a oblação que faz de si mesmo não é simplesmente a expressão de um piedoso desejo, uma aspiração de perfeição. É um propósito firme e bem determinado, uma PROMESSA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM SÉRIO ENGAJAMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     12.  Como vimos, o ingresso na oblação, constitui-se num sério engajamento que deve Ter ressonância em toda a vida espiritual do oblato, não só na vida interior de oração e preces, mas em todas as suas atividades, mesmo as profanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o cristão deve agir cristãmente e como filho de Deus, em todas as suas atividades, assim o oblato deve sempre e em toda a parte se esforçar para seguir o espírito da Santa Regra, e se conduzir pelo menos interiormente, como um verdadeiro discípulo de São Bento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     13.  Trata-se, portanto, vê-se bem, de um engajamento sério, que não se pode encarar superficialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que os Estatutos assinalam que esse engajamento não tem o caráter de voto. Canonicamente falando, o voto é uma promessa livre e deliberada, feita diretamente a Deus, e por isso mesmo, tem um vigor especial, de tal forma que sua violação se reveste de malícia, de um sacrilégio. A simples PROMESSA, ao contrário, é feita diretamente a uma pessoa ou a uma comunidade. Portanto, estritamente falando, não compromete sob pena de pecado, mas carrega consigo uma obrigação moral. Desde que (o oblato) dá sua palavra, deve cumpri-la!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     14.  O monge promete estabilidade, conversão dos costumes e obediência. O oblato promete somente a “conversão dos costumes”, o que não é pouca coisa: significa orientar  totalmente sua vida em direção à Deus, “empenhar-se em seguir ao Cristo, para atender seu apelo”. A conversão dos costumes para o monge, além disso, compreende mais dois meios práticos, essenciais à condição de monge: o celibato e a pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não venham explicitados na Carta de Profissão, esses dois engajamentos estão contidos na intenção de vida monástica e constituem matéria de votos, como estabilidade e obediência. A promessa do oblato não inclui evidentemente essa matéria, como se verá no capítulo dedicado aos Conselhos Evangélicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMO TORNAR-SE OBLATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     15.  Logo que alguém se sente atraído a viver uma vida profundamente cristã, permanecendo no mundo, e constata que a espiritualidade da Regra de São Bento é a ideal para realizar este anseio, pode-se dizer que duas condições fundamentais já estão reunidas. Mas a segunda pressupõe que tal pessoa já adquiriu algum conhecimento do espírito de São Bento, seja por leitura da Santa Regra, (o texto original ou algum complemento ou comentário), seja, sobretudo, por contatos mais ou menos assíduos com um mosteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em se tratando de coisa tão séria, uma tal decisão emanará, em primeiro lugar, reflexão, e, mais ainda, oração, para obter do Espírito Santo, uma luz sobrenatural assegurando que esta é realmente a vontade de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os candidatos à Oblação apresentam seu pedido ao padre diretor dos oblatos, que lhes fornece as informações e esclarecimentos necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           15.1 – A partir daí, são submetidos a alguns meses, por um período de “postulantado”. Já que desejam entrar para a família espiritual do mosteiro, é natural que este recolha informações sobre os candidatos, tais como: situação familiar, vida cristã, vida paroquial, etc., a fim de verificar se esta vontade de participar da vida do mosteiro como oblato não passa de simples entusiasmo passageiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          15.2 – O próprio São Bento, no Capítulo LVIII da Regra não prescreve que não se tenha muita pressa em acolher os candidatos à vida monástica, mas que, segundo as recomendações do Apóstolo, não se deixe de “experimentar os espíritos para ver se vem de Deus?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          15.3 – Depois de mais ou menos um ano, o postulante é admitido ao “noviciado”. Numa pequena e discreta cerimônia, na igreja do mosteiro, ele recebe o Escapulário, que se constitui no sinal de seu ingresso na família monástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A duração do noviciado é de, no mínimo, um ano, não podendo ser abreviado. Por outro lado, pode muito bem ser prolongado, se as circunstâncias o exigirem ou também se o candidato não se sentir suficientemente preparado para um compromisso definitivo. Durante esse tempo, o “noviço” deverá esforçar-se por fazer uma leitura atenta da Regra, utilizando de preferência, um comentário da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve enfim, exercitar-se em viver desde então como oblato, descobrindo progressivamente, e talvez as apalpadelas, de que maneira lhe é mais fácil e proveitoso participar da vida espiritual de seu mosteiro, pelo Ofício Divino, pela prece particular e pela leitura de textos sagrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          15.4 – Terminado o tempo de noviciado, o noviço, é admitido para fazer sua Profissão. Segundo os desejos do candidato e os costumes de cada mosteiro, a cerimônia é cercada de mais ou menos solenidade, quer na intimidade, com a presença somente de algumas pessoas, monges e amigos, quer na presença de toda a comunidade, e mesmo, em certos casos, no decorrer da missa conventual. Comporta os mesmos elementos essenciais da Cerimônia de Profissão Monástica: interrogatório do noviço, que afirma publicamente sua intenção de dar-se ao mosteiro na qualidade de oblato; leitura da Carta de Profissão, que constitui o ato oficial desta doação; assinatura desta carta sobre o Altar, canto ou recitação do “Suscipe-me...” conforme a Regra de São Bento, prece de bênçãos em favor do novo oblato; enfim, declaração de sua admissão na família monástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          15.5 – A carta que o oblato escreveu de seu próprio punho e assinou no Altar, é em seguida conservada nos arquivos do mosteiro. Em troca, uma carta de filiação, com a assinatura e selo do Abade, é remetida alguns dias mais tarde, ao novo professo, constituindo-se prova autêntica e permanente de que pertence, na qualidade de Oblato, ao mosteiro que é, de agora em diante, sua verdadeira família espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PRECE LITÚRGICA NA VIDA DO OBLATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     16.  O culto mais perfeito que poderíamos render a Deus, o único que é verdadeiramente digno d’Ele, que está à sua altura, digamos assim, é o Sacrifício de Seu Filho, o Sacrifício do Verbo Encarnado, realizado de forma histórica e cruenta no Calvário e perpetuado através dos séculos e dos tempos, sob a forma mística e sacramental da Santa Missa. É por isso que a Santa Missa é o centro e o auge de toda a liturgia cristã; é igualmente por isso que a Missa Solene constitui cada dia, para os monges, o polo em torno do qual se organiza todo o cortejo das “Horas” do Ofício Divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          16.1 – Assim, o oblato, no desejo de colocar sua vida de prece em ritmo com a do mosteiro, procurará participar da Santa Missa com a maior freqüência possível, o ideal, evidentemente, é fazê-lo diariamente sem entretanto, que isso venha a constituir um dever de consciência, e muito menos, uma obrigação, sob pena de pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          16.2 – Sabemos que o Ofício Divino contém duas horas maiores: as Laudes e as Vésperas, preces solenes da manhã e da tarde, oriundos diretamente  do holocausto que se oferecia a cada dia, na aurora e no crepúsculo, no templo de Jerusalém, depois das horas menores que dividem o desenrolar do dia: Terça, Sexta e Nôa, as quais se junta o Ofício das Completas, na hora de deitar. Quanto às Matinas, chamada atualmente de Ofício das Leituras, constitui, na liturgia monástica, a porção mais desenvolvida do Ofício Divino. É feita normalmente para santificar as horas da noite, consagrada à prece, daí o nome de “vigílias” e sua divisão em “noturnos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          16.3 – Quando aos oblatos têm a sorte de morar nas vizinhanças do mosteiro, ou por ocasião numa estada ali, costumam associar-se à celebração dessas horas do ofício. Experimentam assim o ritmo regular, sempre variado e jamais monótono que contribui tanto para manter as almas numa atmosfera de recolhimento, de prece e de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17.  Apenas muito raramente o oblato, vivendo no mundo, consegue rezar integralmente o breviário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          17.1 – O mais freqüente é o oblato fazer a escolha de alguns trechos ou horas do dia. Uns preferirão rezar os ofícios mais solenes das Laudes e das Vésperas, fazendo portanto suas preces da manhã e da tarde; outros escolherão antes, as horas menores ou apenas uma dentre elas, visto que isso se harmoniza melhor com a organização de seu dia ou com suas necessidades espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          17.2 – Porém, a utilização do ofício monástico recitado apenas parcialmente pelos oblatos, apresenta vários inconvenientes. Tendo que se contentar, por exemplo, apenas com as recitações da horas do dia, são levados a deixar de lado numerosos salmos que a Regra dispõe para o ofício da noite (Matinas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maior inconveniente ainda, acontece com os que se limitam a recitação das horas menores, e portanto só utilizam praticamente os salmos “Graduais”, sempre os mesmos, repetidos todos os dias na Terça, Sexta e Nôa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     18.  Vimos que o Ofício Divino, ocupa um lugar central na vida monástica. Devido a isso as Ordens Contemplativas, e mais particularmente a beneditina, foram consideradas como verdadeiras especialistas na prece litúrgica, chegando a pensar que exerciam um monopólio, sendo as únicas encarregadas de realizar este Ofício em nome de toda a Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRECE PARTICULAR E ORAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     19.  Ao lado da prece litúrgica, é evidente que a prece particular deve igualmente ocupar um grande espaço na vida do monge assim como na do oblato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          19.1 – O essencial, tanto para os oblatos como para os monges, será ter o cuidado e a vontade de reservar ao longo do dia, alguns momentos para estar mais intimamente e familiarmente com Deus. Como uma alma profundamente ligada ao Senhor pode não ser ávida de estar em sua companhia em meia ou uma hora de conversação? Há tanto que lhe dizer e aprender d’Ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DEVER DA LEITURA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     20.  Entre as obrigações positivas da vida monástica, vimos que a celebração do Ofício Divino, com seu indispensável corolário[2] que é a prece particular, ocupa o primeiro lugar. Mas há um segundo dever, ao qual São Bento dá igualmente uma importância maior, e com muita insistência: o dever da leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          20.1 – O que ler? Para o cristão, o livro preferido deverá ser a Bíblia. A Sagrada Escritura não tem o próprio Deus por autor? Ela é a PALAVRA DE DEUS, VERBO DE DEUS e, portanto, um verdadeiro sacramento no sentido lato [3] do termo. A Bíblia e em especial o Novo Testamento, será sempre a base da “Lectio Divina” do Oblato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          20.2 – Mas, o mais importante no cumprimento desse dever da leitura, é o espírito que o animará. Desde o início, será preciso ter-se presente que o essencial não é ler muito, mas ler bem. “Non multa, sed multum”, diziam os antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A OBLAÇÃO E OS CONSELHOS EVANGÉLICOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     21.  Sabemos que a vida religiosa se caracteriza pela prática integral dos conselhos evangélicos, ou seja:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A Pobreza à consiste na renúncia de toda a propriedade de bens materiais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A Castidade à pela qual se renuncia a todas as grandes alegrias, embora santas,  da vida conjugal, e à paternidade ou maternidade segundo a vida carnal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A obediência à pela qual se renuncia ao livre uso da própria vontade, para se submeter deliberadamente e em todas as coisas, ao julgamento e as decisões de um superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          21.1 – O religioso se empenha, por tríplice voto público, em praticar esses conselhos em todos os seus níveis. É um voto, isto é, uma promessa solene, feita diretamente à Deus e aceita, em seu nome pela Igreja. Promessa tão séria que a sua violação teria feições de um sacrilégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          21.2 – Para poder efetivamente praticar esses conselhos de perfeição em toda a sua integridade, o religioso se coloca em condições muito particulares de separação do mundo, de vida em comunidade, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          21.3 – Contudo, constata-se que para os fiéis chamados a viver no mundo isto não é possível. Atendendo-se ao espírito e não à letra, ele não deverá procurar seguir servilmente o cumprimento das observâncias monásticas, mas esforçar-se por transpor ao seu dia-a-dia, o desejo de desprendimento e de renúncia que as inspira. Tudo portanto deverá, ser feito com “discrição”, tão cara à São Bento, isto é, com sabedoria, prudência, medida e bom senso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POBREZA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     22.  O oblato conserva a plena propriedade  e o livre uso de sua riqueza e de seus bens. Neste aspecto ele não precisa de modo algum prestar contas a seu mosteiro. Poderá sem dúvida, se quiser, e na medida do possível, isto é, sem prejudicar seus outros deveres familiares, profissionais ou sociais, ajudar materialmente a família monástica à qual pertence; mas esta contribuição terá sempre um caracter opcional, absolutamente livre e gratuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     23.  O texto dos estatutos determina que a oblação é destinada e aberta aos fiéis de ambos os sexos vivendo no mundo, seja qual for o seu estado de vida. Portanto, o casamento não é, de modo algum, impedimento para o ingresso na oblação. Numerosos oblatos são casados e a castidade que devem observar, aliás, como todos os casais cristãos, é apenas a castidade conjugal, à qual, diga-se de passagem, é por vezes mais difícil que a castidade total. Como diz justamente o bom São Francisco de Sales: “é mais fácil a abstinência total dos prazeres carnais do que a moderação deles”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           23.1 – Para um solteiro o fato de entrar para a oblação, não acarreta o dever do voto de castidade perpétua. Ele têm toda a liberdade de se casar, mas o que fica implícito é que,  se o fizer, deverá manter a fidelidade aos ideais de sua oblação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          23.2 – Acontece, no entanto, às vezes que certas pessoas solteiras, não só pelas circunstâncias, mas por vocação, e, decididas a permanecerem assim, manifestam o desejo, por ocasião de sua oblação, de consagrarem a Deus o seu celibato, por um voto de castidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBEDIÊNCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     24.  A obediência é uma virtude tão importante ao beneditino, que um capítulo inteiro da Regra lhe é dedicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          24.1 – Para o oblato praticar essa virtude é muito mais conformar-se espontaneamente e alegremente – e ainda com muito espírito de fé – às prescrições e diretrizes de qualquer autoridade legítima que exerça sobre ele, seja de ordem civil ou eclesiástica, hierárquica ou profissional, familiar ou simplesmente moral, é muito mais que solicitar ao seu diretor que lhe dê ordens, ou obedecer estritamente  a um conselho recebido. “Não há autoridade que não venha de Deus” (Rom 13, 1), portanto, obedecer a uma autoridade legítima é obedecer a Deus, mesmo que se trate de obedecer as prescrições de um código de trânsito ou às indicações de um guarda de trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          24.2 – Obedecer voluntariamente e com empenho, por amor à Deus e com o único desejo de agradá-lo e de colaborar assim na realização de sua obra criadora e no plano de salvação, na medida e na forma que nos honrar em pedir-nos, será sempre para o oblato a forma mais autêntica de praticar essa obediência “agradável à Deus e doce aos homens”, da qual São Bento nos falou no Capítulo V da Santa Regra, que constitui uma das características principais do espírito monástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIRTUDES FUNDAMENTAIS DA ESPIRITUALIDADE BENEDITINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os monges, e de maneira especial os religiosos, são cristãos que se colocam  deliberadamente[4], em condições, as mais favoráveis possíveis para alcançar a perfeição, na vida de união com Deus. Dentre os meios utilizados parta atingir esse fim, como vimos, a prática integral dos conselhos evangélicos, pobreza, castidade e obediência, ocupam o primeiro posto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessas, iremos mencionar apenas mais três deles, que por possuírem características da espiritualidade dos monges, são qualificadas de monásticas: “Caridade Fraterna”, “Humildade” e “Silêncio”, virtudes essas, muito citadas por São Bento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARIDADE FRATERNA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     25.  A caridade para com o próximo, (que não pode ser reduzida à simples prática da esmola, como muitas vezes acontece), consiste em “amá-lo como a si mesmo”, mas por amor a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          25.1 – São Bento volta a ela continuamente ao longo da Santa Regra.; cita propositalmente a regra de ouro “não fazer a outrém o que não quer que lhe seja feito” ( Tb 4, 15; RB IV, 9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três quartas partes dos “Instrumentos das Boas Obras” se referem ao exercício da caridade fraterna e em muitas outras passagens, a Santa Regra não se cansa de entrar em detalhes relativos à benevolência sobrenatural, à discreta cortesia e a solicitude desinteressada que devem animar as relações dos irmãos, seja entre eles, seja entre estranhos: os pobres, os viajantes, os doentes, os hóspedes, as crianças, os idosos, etc... É toda a vida do monge e consequentemente do oblato, que se deve esforçar por imitar o exemplo d’Aquele “que não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20, 28) e de seu Apóstolo que quis “fazer-se tudo para todos”. (cf. 1Cor 9, 22) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HUMILDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     26.  O Capítulo VII, que trata da humildade, é sem dúvida o mais importante de toda a Regra. É essencial observar que São Bento emprega o termo “humildade” num sentido muito amplo do que fazem geralmente os tratados de moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           26.1 – No fundo, ser humilde, segundo o pensamento de São Bento, é viver perpetuamente em espírito de fé, na consciência constante do que é Deus, e do que somos nós diante d’Ele, e portanto, com o desejo incessante de obedecer-lhe e agradar-lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILÊNCIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     27.  Uma terceira virtude, à qual São Bento dá tamanha importância que lhe consagra inteiramente, todo um capítulo, é a virtude do silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          27.1 – “Há tempo de calar e tempo de falar”, diz o sábio (Ecl 3, 7); e se nos é recomendado falar pouco é “porque  nas muitas palavras não falta ofensa” (Pr 10, 19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          27.2 – Este “freio” imposto à língua não é suficiente. As interminantes conversas puramente mentais, a fantasia de uma imaginação mais ou menos desgovernada, as distrações de toda a espécie e suas múltiplas causas internas e externas deverão ser sempre vigiadas e dominadas na medida do possível. Pode-se estar certo de que isso não ficará sem recompensa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBLAÇÃO BENEDITINA E PERSEVERANÇA NO MUNDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     28.  A perfeição cristã, na palavra de Cristo, consiste na prática do duplo preceito da caridade: “Tu amarás o Senhor Teu Deus, de todo o teu coração, com todas as suas forças , e com toda a sua alma, e tu amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lc 10, 27 cf. Dt 6, 5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito de outra forma, temos primeiramente o dever de aprofundarmos nossa vida intima com Deus, procurando sempre melhor conhecê-lo e melhor amá-lo; depois como conseqüência lógica, estender ao  nosso próximo esse amor de Deus, amando-o porque Deus o ama, querendo o seu bem, porque Deus assim o quer, e fazendo junto a ele o papel de Cristo, o Cristo de quem nós somos os membros, ainda mais, sabendo ver nele um membro de Cristo sofredor ou humilhado, a quem podemos ajudar. “Em verdade vos digo: ‘cada vez que fizerdes a um desses meus irmãos mais pequenos, a mim fizeste’” (Mt. 25, 20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     29.  É preciso trabalhar na nossa santificação pessoal, aprofundando nossa intimidade com Cristo. Enfim, é oportuno relembrar que a prece e a vida de contemplação não somente devem ser a alma de toda a atividade caritativa[5] ou apostólica, mas ainda constitui a forma mais elevada e eficaz da caridade cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          29.1 – Destas diversas considerações, conclui-se em primeiro lugar, que não se pode ser oblato e pertencer ao mesmo tempo a uma Ordem Terceira ou a outro grupo de vida evangélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          29.2 – Por outro lado, o fato de alguém ser oblato não o incompatibiliza, de forma alguma, com sua ação em movimentos ou grupos orientados para fins apostólicos ou para atividades de assistência social, sob diversas formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     30.  Um oblato poderá, portanto, entregar-se sempre a qualquer forma de atividade apostólica ou de caridade, a que se sentir chamado ou para a qual for solicitada a sua participação, e onde sentir que trabalhará eficazmente pela expansão do reino de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          30.1 – A oblação é destinada a atender aqueles que nela buscam apoio para o desenvolvimento de sua vida sobrenatural. Como já destacamos, é na medida em que aprofundarmos mais nossa crença, onde se vive mais intensamente a vida e o espírito de Cristo, que poderemos dedicar-nos com melhor eficácia sobrenatural às diversas atividades que tem como objetivo levar às pessoas a mensagem do verbo encarnado e fazer brilhar a caridade entre os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;U.I.O.G.D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Nuance à Diferença pouco acentuada entre coisas do mesmo gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Corolário à dedução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Lato à Amplo, largo, dilatado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Deliberadamente à decisão tomada após reflexão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Caritativa à Caridosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-1914425926722078061?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/1914425926722078061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/oblatos-beneditinos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/1914425926722078061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/1914425926722078061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/oblatos-beneditinos.html' title='OBLATOS BENEDITINOS'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-3308457074727938414</id><published>2010-04-29T18:58:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T19:00:27.208-07:00</updated><title type='text'>Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre o Evangelho de São João.</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Igreja está fundada sobre a Pedra, que foi objeto da profissão de fé de Pedro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além doutras consolações, que Deus não cessa de prodigalizar ao pobre gênero humano, chegada a plenitude dos tempos, isto é, o momento de realizar o que Ele tinha determinado, enviou o seu Filho Unigênito, por meio do qual tinha criado todas as coisas, a fim de que, sem deixar de ser Deus, Se fizesse homem e Se tornasse o Mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que n’Ele acreditassem e pelo Batismo se purificassem dos seus pecados ficariam livres da condenação eterna. Viveriam na fé, na esperança e na caridade, atravessando como peregrinos este mundo, cheio de graves e difíceis provações, e, ajudados pelas consolações divinas, materiais e espirituais, chegariam à presença de Deus seguindo a Cristo, que para eles Se fez caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque nem sequer os que seguem este caminho estão isentos de pecados – conseqüência da fragilidade humana – deu-lhes o remédio salutar da esmola, para garantir a eficácia das suas orações, como Ele nos ensinou a dizer: Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a obra da Igreja, feliz na sua esperança, enquanto vive entre as misérias desta vida; é a obra da Igreja universal que o apóstolo Pedro representava figurativamente pela primazia do seu apostolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideradas as suas propriedades pessoais, era por natureza um só homem, por graça um só cristão, e por graça mais abundante um apóstolo, o primeiro dos Apóstolos. Mas Cristo disse a Pedro: Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus; tudo o que ligares sobre a terra será ligado nos Céus e tudo o que desligares sobre a terra será desligado nos Céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em virtude destas palavras, Pedro ficou a representar a Igreja universal, que neste mundo é açoitada por todo o gênero de provações, como se fossem aguaceiros, raios e tempestades que investem contra ela, mas não desaba porque se funda sobre a Pedra, que deu o nome a Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse o Senhor: Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. Era a resposta a Pedro que afirmara: Tu és Cristo, o Filho do Deus vivo. Quer Jesus significar: Sobre a pedra, que foi objeto da tua profissão de fé, edificarei Eu a minha Igreja. Aquela pedra era Cristo. Sobre este fundamento foi também edificado Pedro. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além daquele que está posto, isto é, Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a Igreja, que tem por fundamento a Cristo, d’Ele recebeu na pessoa de Pedro as chaves do reino dos Céus, quer dizer, o poder de ligar e desligar os pecados. Esta Igreja é livre de todos os males, porque ama e segue a Cristo. Mas segue a Cristo mais de perto na pessoa daqueles que lutam pela verdade até à morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-3308457074727938414?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/3308457074727938414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/dos-tratados-de-santo-agostinho-bispo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3308457074727938414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3308457074727938414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/dos-tratados-de-santo-agostinho-bispo.html' title='Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre o Evangelho de São João.'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-8457381321435212286</id><published>2010-04-28T16:50:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T16:55:46.544-07:00</updated><title type='text'>Do «Diálogo da Divina Providência», de Santa Catarina de Sena, virgem e Doutora da Igreja.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S9jK9fr-XmI/AAAAAAAAAFw/h0owaPXOiHc/s1600/catarina_sena.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 229px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S9jK9fr-XmI/AAAAAAAAAFw/h0owaPXOiHc/s320/catarina_sena.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465341305640869474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Saboreei e vi&lt;br /&gt;(Sec. XIV)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Divindade eterna, ó eterna Trindade, que, pela união com a natureza divina, tanto fizestes valer o Sangue de vosso Filho Unigênito! Vós, Trindade eterna, sois como um mar profundo, no qual quanto mais procuro mais encontro, e quanto mais encontro, mais cresce a sede de Vos procurar. Saciais a alma, mas dum modo insaciável, porque, saciando-se no vosso abismo, a alma permanece sempre faminta e sedenta de Vós, ó Trindade eterna, desejando ver-Vos com a luz da vossa luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saboreei e vi com a luz da inteligência, ilustrada na vossa luz, o vosso abismo insondável, ó Trindade eterna, e a beleza da vossa criatura. Por isso, vendo-me em Vós, vi que sou imagem vossa por aquela inteligência que me é dada como participação do vosso poder, ó Pai eterno, e também da vossa sabedoria, que é apropriada ao vosso Filho Unigênito. E o Espírito Santo, que procede de Vós e do vosso Filho, me deu a vontade com que posso amar-Vos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque Vós, Trindade eterna, sois criador e eu criatura; e conheci – porque Vós mo fizestes compreender quando me criastes de novo no Sangue do vosso Filho – conheci que estais enamorado da beleza da vossa criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh abismo, oh Trindade eterna, oh Divindade, oh mar profundo! Que mais me podíeis dar do que dar-Vos a Vós mesmo? Sois um fogo que arde sempre e não se consome. Sois Vós que consumis com o vosso calor todo o amor profundo da alma. Sois um fogo que dissipa toda a frialdade e iluminais as mentes com a vossa luz, aquela luz com que me fizestes conhecer a vossa verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espelhando-me nesta luz, conheço-Vos como sumo bem, o bem que está acima de todo o bem, o bem feliz, o bem incompreensível, o bem inestimável, a beleza sobre toda a beleza, a sabedoria sobre toda a sabedoria: porque Vós sois a própria sabedoria, o alimento dos Anjos, que com o fogo da caridade Vos destes aos homens.&lt;br /&gt;Sois a veste que cobre toda a minha nudez; e alimentais a nossa fome com a vossa doçura, porque sois doce sem qualquer amargor. Oh Trindade eterna!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-8457381321435212286?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/8457381321435212286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/do-dialogo-da-divina-providencia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8457381321435212286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8457381321435212286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/do-dialogo-da-divina-providencia-de.html' title='Do «Diálogo da Divina Providência», de Santa Catarina de Sena, virgem e Doutora da Igreja.'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S9jK9fr-XmI/AAAAAAAAAFw/h0owaPXOiHc/s72-c/catarina_sena.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-5829574498392557333</id><published>2010-04-15T12:36:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T12:47:57.292-07:00</updated><title type='text'>RETIRO ESPIRITUAL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S8dtF25uoXI/AAAAAAAAAFg/Nb32T0sLBVg/s1600/img_deserto_alterada.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S8dtF25uoXI/AAAAAAAAAFg/Nb32T0sLBVg/s320/img_deserto_alterada.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460453020614435186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Venha fazer um retiro espiritual acompanhado de São Bento.&lt;br /&gt;Os temas são distribuidos da seguinte maneira.&lt;br /&gt;JANEIRO: Humildade&lt;br /&gt;FEVEREIRO: Misericórdia&lt;br /&gt;MARÇO: Paixão do Senhor&lt;br /&gt;ABRIL: Ressurreição do Senhor&lt;br /&gt;MAIO: Maria, modelo do cristão&lt;br /&gt;JUNHO: Fé&lt;br /&gt;JULHO: Alegria cristã&lt;br /&gt;AGOSTO: Missão Cristã&lt;br /&gt;SETEMBRO: Oração&lt;br /&gt;OUTUBRO: Caridade&lt;br /&gt;NOVEMBRO: Esperança&lt;br /&gt;DEZEMBRO: Conversão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para maiores informações ligue: 35 8863-0526&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir. Bento Soares, obl.OSB&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-5829574498392557333?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/5829574498392557333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/retiro-espiritual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5829574498392557333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5829574498392557333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/retiro-espiritual.html' title='RETIRO ESPIRITUAL'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S8dtF25uoXI/AAAAAAAAAFg/Nb32T0sLBVg/s72-c/img_deserto_alterada.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-3023532220117542094</id><published>2010-04-12T14:11:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T14:13:21.368-07:00</updated><title type='text'>APOIO AO PAPA BENTO XVI</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S8OM2Vz2FbI/AAAAAAAAAFY/QS4XMtDP5u8/s1600/banniere_pt.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 99px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S8OM2Vz2FbI/AAAAAAAAAFY/QS4XMtDP5u8/s320/banniere_pt.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459362038498596274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-3023532220117542094?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/3023532220117542094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/apoio-ao-papa-bento-xvi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3023532220117542094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3023532220117542094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/apoio-ao-papa-bento-xvi.html' title='APOIO AO PAPA BENTO XVI'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S8OM2Vz2FbI/AAAAAAAAAFY/QS4XMtDP5u8/s72-c/banniere_pt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-8907191241595091929</id><published>2010-04-04T07:40:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T07:46:20.508-07:00</updated><title type='text'>A EXPERIÊNCIA DA RESSURREIÇÃO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S7imC8_yp0I/AAAAAAAAAFQ/_2dBiIkhLOE/s1600/Cristo+Ressuscitado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 297px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S7imC8_yp0I/AAAAAAAAAFQ/_2dBiIkhLOE/s320/Cristo+Ressuscitado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456293518222993218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foram quarenta dias de preparação, de penitência, orações, esmolas, jejuns. Quantos momentos de retiro e de deserto junto com Jesus e Ele a nos ensinar que era preciso vencermos as tentações, transfigurou-se diante de nós para que a cruz não fosse sinal de escândalo, mostrou-nos o caminho da conversão, ensinou-nos que Deus é misericordioso com aqueles que retornam à Sua casa. Diante de tudo isso, como está o nosso coração?  O caminho da cruz deve nos levar a uma profunda conversão. Será que de fato ressuscitamos com Cristo para uma vida nova, para uma vida de encontro aos irmãos, daqueles que sofrem daqueles que são outros cristos em nossa vida? Como Zaqueu, hoje a Salvação entrou em nossa casa, nossa coração está convertido, é ressurreição. &lt;br /&gt;Todos os anos na quaresma a Igreja lança a Campanha da Fraternidade e este ano Ecumênica. Reuniram várias igrejas cristãs para a discutirem o tema da Economia, tão importante para o cristão da sociedade atual. O próprio Jesus já nos diz: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” ( MT 6, 24 ). É um convite a vivermos a ressurreição de Cristo deixando de lado o apego aos bens materiais. Diante de tantas penitencias que praticamos na quaresma, se esse convite ainda não atingir nosso coração é sinal de que não adiantou tamanho sacrifício.&lt;br /&gt;O Mistério Pascal não teria sentido sem a Ressurreição. O sacrifício de Jesus foi redentor porque ele nos libertou da morte. No evangelho de João, encontramos Maria Madalena indo ao sepulcro, de madrugada, era o primeiro dia da semana. Madalena não vê o corpo de Jesus e diante desse fato ela corre aos outros discípulos dizendo que o corpo do Senhor fora retirado do sepulcro. Naquele momento Maria madalena ainda não fazia a experiência do Cristo Ressuscitado. Somos assim, como Madalena, incrédulos e lentos para acreditar. Diz a escritura que era de madrugada, ainda estava escuro. A escuridão a que somos submetidos no mundo moderno não nos permite acreditar que o Senhor ressuscitou e por isso acabamos servindo a tantas coisas e nos afastamos de Deus. A escuridão deve ser vencida pela luz de Cristo mediante a nossa fé. Só vencemos a escuridão se fizermos uma experiência do Ressuscitado em nossa vida. &lt;br /&gt;Deus nos deu a vida, morreu para nos dar a vida, portanto a lógica de um Deus que ressurgiu dos mortos é diferente da lógica do mercado que exclui e condena tantos irmãos à miséria. A escuridão de nossa vida deve ser vencida para fazer da vida uma ação de graças. Os que não experimentam a ressurreição continuam sem saber agradecer, pois tudo que fazem é movido pelo dinheiro que liquida a dívida e nunca apreciam o valor da gratuidade. Nesta Campanha da Fraternidade tivemos a oportunidade de refletir sobre os inúmeros momentos de nossa vida onde impera a escuridão, ausência de luz e de fé. Quando deixamos nos guiar pelo cintilar do ouro, nos tornando escravos dos bens materiais e depositando neles toda nossa confiança. A escuridão nos leva a um consumismo que nos impede de vermos crianças abandonadas, pobres morando nas ruas, pessoas famintas e doentes e de nos sensibilizarmos com eles. Cristo é a Luz que veio nos libertar da escuridão. Nos cristãos devemos fazer a experiência do ressuscitado e sermos essa luz para a sociedade, a colocarmos nossa confiança em Deus, a fugir da ganância e do egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir. Bento Soares, obl. OSB&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-8907191241595091929?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/8907191241595091929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/experiencia-da-ressurreicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8907191241595091929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8907191241595091929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/experiencia-da-ressurreicao.html' title='A EXPERIÊNCIA DA RESSURREIÇÃO'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S7imC8_yp0I/AAAAAAAAAFQ/_2dBiIkhLOE/s72-c/Cristo+Ressuscitado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-8645766581582139779</id><published>2010-04-01T11:50:00.000-07:00</published><updated>2010-04-01T11:55:01.388-07:00</updated><title type='text'>A CRUZ É UM MISTÉRIO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S7Try3KKWrI/AAAAAAAAAFI/MYsGSrIoydY/s1600/jesus_crucificado1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 186px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S7Try3KKWrI/AAAAAAAAAFI/MYsGSrIoydY/s320/jesus_crucificado1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455244307685071538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jesus  foi  preso  a  noite.  Por  que  Ele  foi  condenado? “Ele  fez  tudo  bem, fez  ouvir  surdos e falar mudos” ( Mc 7, 37 ). Jesus anunciou a proximidade do Reino de Deus, a libertação do homem. Os milagres demonstravam claramente esse sinal. O acesso a essa libertação não é mágica, mas exige conversão. Só para os convertidos  o reino é boa nova. Superação das causas do pecado.&lt;br /&gt;No Getsêmani, Jesus é tentado, passa por uma grande prova. Não uma simples tentação diante da morte, mas é algo mais profundo. É o grande fim entre os filhos da luz e os filhos das trevas. Jesus chorava por nós, pelos nossos pecados. E naquele momento a oração de Jesus nos lembra os Salmos. Ele vence a tentação pela oração suplicante e fervorosa. Ele tem consciência da tentação.&lt;br /&gt;A condenação acontece primeiro como blasfêmia, depois, queriam acusá-lo de querer tomar o poder dos poderosos. Mas Ele manteve-se fiel a si mesmo, a Deus e aos homens. Tudo aquilo era provocado pelo pecado. Jesus foi entregue à torturas terríveis e experimentou a mais profunda baixeza humana. Ele por isso, é solidário com nossas humilhações. Jesus tomou sua cruz. Cruz significa tudo o que é difícil na vida. Se alguém quiser me seguir tome sua cruz, renuncie a si mesmo e me siga. O pecado no mundo continua a condenar muita gente. Há por toda parte fome de justiça de fraternidade e de amor. Há quebra de fraternidade na família, no trabalho e nas relações.&lt;br /&gt;A cruz é um mistério, mas é expressão de amor, de obediência. Nada para si, tudo para o outro. É preciso esvaziar de nós mesmos. Jesus esvaziou da condição divina para viver a condição humana, menos o pecado. Sem renúncia a cruz não tem sentido e se torna absurdo. Devemos assumir em nossa vida, os sentimentos de Jesus para vivermos plenamente a Páscoa.&lt;br /&gt;Senhor Jesus, vem nos visitar! Queremos te entregar nossos pecados para que transforme nossa vida. Abre nosso coração para que sua graça possa habitar em nós. Dai-nos forças para carregar nossa cruz diária, com amor, paciência e sendo obedientes. Que Maria, mãe das dores nos ajude nesse compromisso. Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir. Bento Soares, obl. OSB&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-8645766581582139779?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/8645766581582139779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/cruz-e-um-misterio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8645766581582139779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8645766581582139779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/04/cruz-e-um-misterio.html' title='A CRUZ É UM MISTÉRIO'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S7Try3KKWrI/AAAAAAAAAFI/MYsGSrIoydY/s72-c/jesus_crucificado1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-2259192819187572905</id><published>2010-03-20T18:04:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T18:05:04.727-07:00</updated><title type='text'>CELIBATO DOS PADRES</title><content type='html'>Na última sexta-feira terminou, na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, de Roma, o congresso “O celibato sacerdotal: teologia e vida”, organizado pela faculdade de teologia da instituição e patrocinado pela Congregação para o Clero, a propósito do Ano Sacerdotal.&lt;br /&gt;          Uma das conferências mais aplaudidas pelos participantes, compostos em sua maioria por diáconos e sacerdotes, foi a denominada “A realização da pessoa no celibato sacerdotal”, do professor espanhol Aquilino Polaino-Lorente.&lt;br /&gt;          Polaino é médico pela Universidade de Granada. Posteriormente, estudou Psicologia clínica na Complutense de Madri. É doutor em Medicina pela Universidade de Sevilha. Também se formou em Filosofia na Universidade de Navara. Ampliou seus estudos em diversas instituições de educação superior europeias e americanas. De 1978 a 2004, foi catedrático de Psicopatologia na Universidade Complutense e atualmente é docente da mesma disciplina na Universidade San Pablo, na capital espanhola.&lt;br /&gt;          Escreveu numerosos artigos e livros, especialmente sobre os problemas psicológicos infantis e juvenis, assim como familiares. É membro de academias de Medicina de várias cidades espanholas, colaborador de diversos organismos e, pelo seu trabalho e sua bagagem intelectual, já recebeu várias distinções.&lt;br /&gt;          Entrevistado pela agência de notícias ZENIT, o professor Polaino, que em sua conferência explicou como uma correta visão da sexualidade, na qual devem integrar-se o amor, a abertura à vida e o prazer, levou a entender também o sentido do celibato sacerdotal, ao qual são chamadas algumas pessoas para estarem mais disponíveis para o apostolado e para viver o amor universal.&lt;br /&gt;           “Deus não pede coisas impossíveis a quem chama para o seu serviço”, disse em sua intervenção, referindo-se ao tema central do congresso.&lt;br /&gt; ZENIT: O celibato sacerdotal é psicologicamente perigoso? &lt;br /&gt;Aquilino Polaino: Não é nada perigoso, porque talvez entenda muito bem como é a estrutura antropológica realista da condição humana. Tem suas dificuldades, como é lógico, já que a natureza humana está um pouco deteriorada e é preciso integrar todas as dimensões. Eu acho mais perigoso o comportamento sexual aberto, não normativo, no qual vale tudo; acho que isso tem consequências mais desestruturadoras da personalidade do que o celibato bem vivido em sua plenitude, sem rupturas ou fragmentações.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ZENIT: Que meios o sacerdote deve utilizar para ser fiel ao voto do celibato durante todos os dias da sua vida?&lt;br /&gt;Aquilino Polaino: A tradição da Igreja oferece muitíssimos conselhos que podem ser aplicados e que são eficazes: por exemplo, a guarda do coração e da vista. O que os olhos não veem o coração não sente. Tampouco se trata de andar olhando para o chão, mas é possível ver sem enxergar. Isso garante a limpeza do coração e, além disso, a vivência do primeiro mandamento, que é amar a Deus sobre todas as coisas. Em uma panela de pressão não entram mosquitos. Um coração satisfeito não anda com mesquinhez nem com fragmentações.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ZENIT: Você acha que a cultura hedonista deste novo século, tão difundida na mídia, influencia no fato de que alguns sacerdotes não sejam fiéis ao voto do celibato?&lt;br /&gt;Aquilino Polaino: É possível, porque a fragilidade da condição humana também é vivida pelos sacerdotes. Penso que é preciso prestar mais atenção ao imenso número de sacerdotes fiéis à sua vocação. A exceção também se dá na vida sacerdotal, mas é exceção. Ainda que no jornalismo seja muito correto focar a exceção, não podemos ser cegos aos muitíssimos sacerdotes que são leais, que vivem sua vocação plenamente, que são felizes e aos quais o mundo deve sua felicidade. Isso é que precisa ser enfatizado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ZENIT: Uma reta visão da sexualidade pode proporcionar uma reta visão da vida celibatária?&lt;br /&gt;Aquilino Polaino: Sim. Penso que a sexualidade hoje é uma função muito confusa, é uma faculdade sobre a qual há mais erros que pontos de acordo sobre o que é a natureza humana e talvez seja um programa para ensinar em todas as idades, porque, como é um dos eixos fundamentais da vida humana, se não for bem atendido, se as pessoas não estiverem bem formadas, o que viverão é a confusão reinante. Isso afeta tanto seminaristas como pessoas jovens, noivos. Esta educação hoje é uma educação para a vida. É uma matéria que às vezes se ensina mal, porque são ensinados os erros e isso é confundir ainda mais, ao invés de explicar esta matéria com rigor científico que tenha fundamento na natureza humana.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ZENIT: O que significa o sacerdote ser chamado a ser pai espiritual?&lt;br /&gt;Aquilino Polaino: Penso que este é um dos temas pouco aprofundados. A paternidade espiritual também deve ser vivida pelos pais biológicos e muitos deles jamais ouviram falar disso. A paternidade espiritual é, de certa forma, viver todas as obras de misericórdia: consolar o triste, redimir o cativo, ser hospitaleiro, afirmar o outro no que vale, evitar-lhe problemas, estimulá-lo e motivá-lo para que cresça pessoalmente, incentivar o aparecimento de valores que ele já tem, porque vieram com sua natureza, mas talvez não tenha sabido encontrá-los nem fazê-los crescer. Penso que este mundo está órfão dessa paternidade e dessa maternidade espiritual; e acho que é uma dimensão que o sacerdote, quase sem perceber o que faz, já vive.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ZENIT: A vida celibatária pode tornar esta paternidade espiritual mais fecunda?&lt;br /&gt;Aquilino Polaino: Necessariamente sim, porque há mais tempo e disponibilidade. Se o objetivo final é a união com Deus, a paternidade espiritual adquire mais sentido, porque é a melhor imagem da paternidade divina no mundo contemporâneo; portanto, está como mediador e, na medida em que viver a filiação divina, também viverá muito bem a paternidade espiritual.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          No mesmo evento, diferentes sacerdotes, leigos e acadêmicos falaram sobre a natureza do celibato, sua origem e sentido, assim como sobre as exceções que a Igreja permitiu, especialmente em alguns ritos orientais e nos sacerdotes ex-anglicanos que contraíram matrimônio e que desejam entrar em plena comunhão com a fé católica.&lt;br /&gt;          O Pe. Pablo Gafael, em sua conferência, “O celibato sacerdotal nas igrejas orientais”, reconheceu que, no tema das exceções que a Igreja permite, é preciso entrar “na ponta dos pés”, enquanto o Pe. Stefan Heid mostrou, em sua conferência, como a Igreja, ao longo da história, foi discernindo e assimilando a importância de que os sacerdotes vivam a continência perfeita pelo Reino de Deus.&lt;br /&gt;          Para esclarecer este tema, ZENIT entrevistou o Pe. Laurent Touze, professor da Pontifícia Universidade da Santa Cruz de Roma, que participou desde congresso com a conferência “O celibato está vinculado ao sacramento da Ordem? Para uma teologia espiritual do celibato”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ZENIT: O celibato é um dogma de fé ou uma disciplina?&lt;br /&gt;Laurent Touze: Nem um nem outro. Não é um dogma de fé, porque atualmente se vê na Igreja que existem sacerdotes casados, como, por exemplo, alguns da Igreja Católica oriental. Nem todos, mas alguns admitem sacerdotes casados ou, como se recordou recentemente no motu proprio do Santo Padre, Anglicanorum coetibus, publicado em 4 de novembro de 2009: entre os ex-anglicanos que querem voltar à comunhão com a Igreja Católica, serão admitidos sacerdotes casados.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ZENIT: Com esta medida, você acha que o celibato poderia um dia chegar a ser voluntário também para os sacerdotes do rito latino?&lt;br /&gt;Laurent Touze: Não, porque a Igreja está entendendo cada vez mais a relação entre o sacerdócio, o episcopado e o celibato. É algo que poderia se assemelhar à revelação de um dogma, ainda que não o seja neste momento e se tende sempre mais a entender que se deve promover entre todos os sacerdotes, e também entre os sacerdotes católicos orientais, uma prática que seja verdadeiramente similar à que se vivia nos primeiros séculos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ZENIT: Mas, se nos primeiros séculos havia tantos sacerdotes casados, entre eles os apóstolos...&lt;br /&gt;Laurent Touze: Estudos demonstraram de forma convincente que este fato deve ser interrogado: não se vivia a continência de todos os clérigos, mas desde o momento da inclusão da ordem sacerdotal, estes homens deveriam viver a continência com a permissão da própria esposa, porque isso era um compromisso do casal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ZENIT: Então por que são feitas exceções?&lt;br /&gt;Laurent Touze: Historicamente, porque houve uma manipulação de textos e penso que uma má tradução que a Igreja oriental, que se separou de Roma e reconheceu que havia declarado contrariamente à tradição, poderia ser aceita. Neste sentido, há verdadeiramente algumas exceções. A Igreja descobriu que tinha a possibilidade de admitir exceções, mas que deveriam ser entendidas dessa forma. Respeitavelmente, como sublinhou o Concílio Vaticano II, nas igrejas católicas orientais há sacerdotes casados santíssimos que contribuíram muito para a história da Igreja e da fé em épocas de perseguição, mas são verdadeiramente exceções.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ZENIT: Mas, com os bispos, não são feitas estas exceções. O celibato episcopal tem algum significado especial?&lt;br /&gt;Laurent Touze: É muito diferente, tanto teológica como historicamente. Mais ainda, o Concílio Vaticano II, com a constituição Lumen Gentium, definiu que o episcopado é a plenitude do sacramento da ordem. É necessário descobrir a especificidade do episcopado e, por conseguinte, o celibato episcopal. E pode ser demonstrado com o fato de que, no celibato ou continência do bispo, jamais foi feita uma exceção. Isso é algo estudado pela Igreja, sobre o qual o pontificado romano teve de refletir mais recentemente na história contemporânea depois da Revolução Francesa, porque alguns bispos, ou melhor, ex-bispos, pediam para se casar. Isso foi estudado e se disse que era impossível, que isso não deveria ser feito nunca, que estava em jogo o assunto dogmático ou, ainda mais recentemente, com a ordenação de homens casados e bispos esposados que se efetuaram na ex-Tchecoslováquia por imposição ou com a pressão do partido comunista ao poder. Também aí, a Igreja havia afirmado que o bispo sempre deve ser celibatário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-2259192819187572905?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/2259192819187572905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/celibato-dos-padres.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/2259192819187572905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/2259192819187572905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/celibato-dos-padres.html' title='CELIBATO DOS PADRES'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-3672851254776131455</id><published>2010-03-20T06:20:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T06:25:08.468-07:00</updated><title type='text'>AKATHISTOS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S6TMnNrJV2I/AAAAAAAAAFA/lbC0QHFVPbM/s1600-h/theotokos_athos.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 230px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S6TMnNrJV2I/AAAAAAAAAFA/lbC0QHFVPbM/s320/theotokos_athos.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450706423082735458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hino Akathistos (que literalmente significa «estando de pé», porque se canta nesta posição) é o hino mariano mais famoso do Oriente cristão e, possivelmente, de toda a Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composto originalmente em grego no final do século V, é de autor desconhecido. Sua autoria é atribuída a diversos personagens, porém na há nenhuma prova concludente e possivelmente, seja melhor assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse um comentarista moderno, «é melhor que o hino seja anônimo. Assim é de todos porque é da Igreja».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efetivamente, desde princípios do século VI a Igreja bizantina o incluiu em sua liturgia como a expressão mais alta do culto à Santíssima Virgem, e o canta em muitas ocasiões, de modo especialmente solene no sábado da 5ª semana da Quaresma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura métrica do texto original é de uma suma perfeição, de difícil tradução para outras línguas. As 24 estrofes que o compõem (umas mais longas, outras mais breves, alternadamente) se distribuem por igual em duas partes: uma evangélica e outra dogmática. A primeira parte representa a narração evangélica em uma série de quadros que vão desde a Anunciação de Maria até o Encontro de Maria com Simeão no templo de Jerusalém. A segunda parte expõe os principais artigos da fé mariana da Igreja: virgindade perpétua, maternidade divina, medianeira das graças celestiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hino Akathistos é comum a todos os cristãos de rito bizantino, ortodoxos e católicos. Constitui pois, uma antiga e solene ponte para a plena comunhão entre a Igreja do Oriente e do Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I - Orações Iniciais&lt;br /&gt;Sacerdote:  Glória a Santíssima † consubstancial, vivificante&lt;br /&gt;e indivisível Trindade, a todo o momento,&lt;br /&gt;agora e sempre, pelos séculos dos séculos.&lt;br /&gt;Coro:  Amém.&lt;br /&gt;Sacerdote:  Glória a Ti, ó nosso Deus, glória a Ti!&lt;br /&gt;Leitor:  Rei celestial, Consolador, Espírito da verdade,&lt;br /&gt;presente em toda parte e ocupando todo lugar,&lt;br /&gt;tesouro dos bens e dispensador da vida,&lt;br /&gt;vem e habita em nós,&lt;br /&gt;purifica-nos de toda a mancha&lt;br /&gt;e salva, ó Filantropo, as nossas almas!&lt;br /&gt;   Santo Deus †, Santo forte, Santo imortal,&lt;br /&gt;tem piedade de nós. (3 vezes)&lt;br /&gt;   Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo,&lt;br /&gt;agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.&lt;br /&gt;   Santíssima Trindade, tem piedade de nós;&lt;br /&gt;Senhor, concede-nos a remissão de nossos pecados;&lt;br /&gt;Mestre soberano, perdoa as nossas ofensas;&lt;br /&gt;ó Santo, volta teu olhar para nós&lt;br /&gt;e cura nossas doenças, pelo teu santo nome.&lt;br /&gt;   Kyrie, eleison! (3 vezes)&lt;br /&gt;   Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo,&lt;br /&gt;agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.&lt;br /&gt;   Pai nosso que estás nos céus,&lt;br /&gt;santificado seja o teu nome;&lt;br /&gt;venha a nós o teu reino,&lt;br /&gt;seja feita a tua vontade,&lt;br /&gt;assim na terra como no céu.&lt;br /&gt;   O pão nosso de cada dia dá-nos hoje;&lt;br /&gt;perdoa-nos as nossas dívidas,&lt;br /&gt;assim como nós perdoamos aos nossos devedores,&lt;br /&gt;e, não nos deixes cair em tentação,&lt;br /&gt;mas livra-nos do mal.&lt;br /&gt;Sacerdote:  Pois teu é o reino, o poder e a glória,&lt;br /&gt;Pai †, Filho e Espírito Santo,&lt;br /&gt;agora e sempre, pelos séculos dos séculos.&lt;br /&gt;Coro:  Amém.&lt;br /&gt;   Kyrie, eleison! (3 vezes)&lt;br /&gt;   Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo,&lt;br /&gt;agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.&lt;br /&gt;E, fazendo a cada vez uma inclinação:&lt;br /&gt;Coro:  Vinde † Adoremos e prostremo-nos&lt;br /&gt;ante Deus, nosso Rei.&lt;br /&gt;   Vinde † Adoremos e prostremo-nos&lt;br /&gt;ante o Cristo Deus, nosso Rei.&lt;br /&gt;   Vinde † Adoremos e prostremo-nos&lt;br /&gt;ante o Cristo, nosso Rei e Deus.&lt;br /&gt;(Recitam-se, em seguida, os salmos 50, 60 e 142)&lt;br /&gt;A Grande Doxologia (Hino de Louvor ao Criador)&lt;br /&gt;Coro:  Glória a Ti, ó Doador da luz!&lt;br /&gt;   Glória a Deus nas alturas,&lt;br /&gt;paz na terra e benevolência aos homens!&lt;br /&gt;   Nós te louvamos,&lt;br /&gt;nós te bendizemos,&lt;br /&gt;nós te adoramos,&lt;br /&gt;nós te glorificamos,&lt;br /&gt;nós te damos graças&lt;br /&gt;por tua imensa glória.&lt;br /&gt;   Senhor Deus, Rei dos céus,&lt;br /&gt;Deus Pai Onipotente.&lt;br /&gt;   Senhor, Filho Unigênito, Jesus Cristo,&lt;br /&gt;e Espírito Santo.&lt;br /&gt;   Senhor Deus, Cordeiro de Deus,&lt;br /&gt;Filho de Deus Pai.&lt;br /&gt;   Tu, que tiras o pecado do mundo,&lt;br /&gt;tem piedade de nós.&lt;br /&gt;   Tu, que tiras o pecado do mundo,&lt;br /&gt;acolhe a nossa súplica.&lt;br /&gt;   Tu, que estás à direita do Pai,&lt;br /&gt;tem piedade de nós.&lt;br /&gt;   Só Tu és Santo,&lt;br /&gt;só Tu, o Senhor,&lt;br /&gt;só Tu, o Altíssimo,&lt;br /&gt;Jesus Cristo,&lt;br /&gt;na glória de Deus Pai. Amém!&lt;br /&gt;   A cada dia te bendigo louvando o teu Nome,&lt;br /&gt;agora e sempre, pelos séculos dos séculos.&lt;br /&gt;   Ajuda-nos, Senhor,&lt;br /&gt;a permanecer sem pecado neste dia.&lt;br /&gt;   Tu és bendito ó Senhor, Deus dos nossos pais;&lt;br /&gt;e que o teu Nome seja louvado e glorificado para sempre.&lt;br /&gt;   Derrama sobre nós, ó Senhor, a tua misericórdia,&lt;br /&gt;porque Tu és a nossa esperança.&lt;br /&gt;   Tu és bendito ó Senhor,&lt;br /&gt;ensina-me teus mandamentos.&lt;br /&gt;   Tu és bendito ó Mestre,&lt;br /&gt;ensina-me teus mandamentos.&lt;br /&gt;   Tu és bendito ó Santo,&lt;br /&gt;ensina-me teus mandamentos.&lt;br /&gt;   Tu és o nosso eterno refúgio, ó Senhor,&lt;br /&gt;de geração em geração.&lt;br /&gt;   Eu disse: Senhor, tem piedade de mim!&lt;br /&gt;Cura a minha alma porque pequei perante Ti.&lt;br /&gt;   Em Ti, Senhor, eu me refugio;&lt;br /&gt;ensina-me a fazer a tua vontade,&lt;br /&gt;pois Tu és meu Deus.&lt;br /&gt;   Porque em Ti está a fonte da vida;&lt;br /&gt;na tua luz vemos a luz.&lt;br /&gt;   Estende a tua misericórdia&lt;br /&gt;sobre todos os que te confessam.&lt;br /&gt;   Santo Deus, Santo poderoso, Santo imortal,&lt;br /&gt;tem piedade de nós. (3 vezes)&lt;br /&gt;   Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo,&lt;br /&gt;agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.&lt;br /&gt;Segue a recitação ou canto do Credo Niceno-constantinopolitano&lt;br /&gt;Credo Niceno-Constantinopolitano&lt;br /&gt;Coro:  Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso,&lt;br /&gt;Criador do céu e da terra,&lt;br /&gt;de todas as coisas visíveis e invisíveis.&lt;br /&gt;   Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,&lt;br /&gt;Filho Unigênito de Deus,&lt;br /&gt;nascido do Pai antes de todos os séculos:&lt;br /&gt;Luz da luz,&lt;br /&gt;Deus verdadeiro de Deus verdadeiro,&lt;br /&gt;gerado não criado,&lt;br /&gt;consubstancial ao Pai.&lt;br /&gt;   Por ele todas as coisas foram feitas.&lt;br /&gt;E, por nós, homens, e para a nossa salvação,&lt;br /&gt;desceu dos céus:&lt;br /&gt;e se encarnou pelo Espírito Santo,&lt;br /&gt;no seio da Virgem Maria,&lt;br /&gt;e se fez homem.&lt;br /&gt;   Também por nós foi crucificado&lt;br /&gt;sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.&lt;br /&gt;   Ressuscitou ao terceiro dia,&lt;br /&gt;conforme as escrituras.&lt;br /&gt;   E subiu aos céus,&lt;br /&gt;onde está sentado à direita do Pai.&lt;br /&gt;   E de novo há de vir, em sua glória,&lt;br /&gt;para julgar os vivos e os mortos;&lt;br /&gt;e o seu reino não terá fim.&lt;br /&gt;   Creio no Espírito † Santo,&lt;br /&gt;Senhor que dá a vida, e procede do Pai;&lt;br /&gt;e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado:&lt;br /&gt;ele que falou pelos profetas.&lt;br /&gt;   Creio na Igreja&lt;br /&gt;una †, santa, católica e apostólica.&lt;br /&gt;   Professo um só batismo&lt;br /&gt;para remissão dos pecados.&lt;br /&gt;   Espero a ressurreição dos mortos;&lt;br /&gt;   E a vida do mundo que há de vir. Amém.&lt;br /&gt;Parte Narrativa: «Episódios Evangélicos»&lt;br /&gt;O sacerdote incensa o ícone (principal) da Santíssima Mãe de Deus e os fiéis enquanto todos recitam o tropário:&lt;br /&gt;Tropário&lt;br /&gt;   A ti, Maria, como ao general invencível,&lt;br /&gt;meus cantos de vitória!&lt;br /&gt;A ti, que me livraste de meus males,&lt;br /&gt;ofereço meus cantos de reconhecimento!&lt;br /&gt;Pois que tens uma força invencível,&lt;br /&gt;livra-me de toda espécie de perigos,&lt;br /&gt;a fim de que te aclame:&lt;br /&gt;Ave, Virgem e Esposa!&lt;br /&gt;I Estação: «O Anúncio do Anjo Gabriel»&lt;br /&gt;   O mais sublime dos anjos&lt;br /&gt;foi enviado dos céus&lt;br /&gt;para dizer «Ave» à Mãe de Deus.&lt;br /&gt;Vendo-te, Senhor, feito homem&lt;br /&gt;à sua angélica saudação,&lt;br /&gt;deteve-se extasiado diante da Virgem,&lt;br /&gt;aclamando-a assim:&lt;br /&gt;   Ave, por ti resplandece a alegria!&lt;br /&gt;Ave, por ti a maldição toda cessa!&lt;br /&gt;Ave, reergues o Adão decaído!&lt;br /&gt;Ave, tu estancas as lágrimas de Eva!&lt;br /&gt;Ave, mistério que excede o intelecto humano!&lt;br /&gt;Ave, insondável abismo aos olhares dos anjos!&lt;br /&gt;Ave, porque és o trono do Rei soberano!&lt;br /&gt;Ave, porque tu governas quem tudo governa!&lt;br /&gt;Ave, ó estrela que o sol anuncias!&lt;br /&gt;Ave, em teu seio é que Deus se fez carne!&lt;br /&gt;Ave, por quem a criação se renova!&lt;br /&gt;Ave, o Criador fez-se em ti criancinha!&lt;br /&gt;   Ave, Virgem e Esposa!&lt;br /&gt;Antífona I&lt;br /&gt;   Sabendo Maria de ser a Deus consagrada,&lt;br /&gt;assim a Gabriel dizia:&lt;br /&gt;«A tua mensagem é misteriosa aos meus ouvidos&lt;br /&gt;e incompreensível ressoa à minha alma.&lt;br /&gt;De uma Virgem um parto tu anuncias», exclamando:&lt;br /&gt;Aleluia! (3 vezes)&lt;br /&gt;«Maria e o Anúncio do Anjo»&lt;br /&gt;   Desejava a Virgem entender o mistério,&lt;br /&gt;e ao divino mensageiro pergunta:&lt;br /&gt;«Poderá uma virgem dar à luz um menino?&lt;br /&gt;– Dize-me!». Com reverência,&lt;br /&gt;o Anjo respondia, cantando assim:&lt;br /&gt;   Ave, mistério, vontade inefável!&lt;br /&gt;Ave, ó fé maturada em silêncio!&lt;br /&gt;Ave, prelúdio dos faustos de Cristo!&lt;br /&gt;Ave, sumário do santo Evangelho!&lt;br /&gt;Ave, ó escada sublime por quem Deus nos veio!&lt;br /&gt;Ave, ó ponte que os hímens ao céu encaminha!&lt;br /&gt;Ave, dos Anjos tu és maravilha gloriosa!&lt;br /&gt;Ave, do inferno derrota total contundente!&lt;br /&gt;Ave, que a Luz por mistério geraste!&lt;br /&gt;Ave, que o «modo» a ninguém ensinaste!&lt;br /&gt;Ave, transcendes a ciência dos sábios!&lt;br /&gt;Ave, iluminas a todos os crentes!&lt;br /&gt;   Ave, Virgem e esposa!&lt;br /&gt;Antífona II:&lt;br /&gt;   A virtude do Altíssimo&lt;br /&gt;a cobriu com sua sombra&lt;br /&gt;e tornou Mãe a Virgem sem núpcias:&lt;br /&gt;o seio por Deus fecundado&lt;br /&gt;tornou-se campo abundante&lt;br /&gt;para todos aqueles que buscam a salvação&lt;br /&gt;e assim aclamam:&lt;br /&gt;Aleluia! (3 vezes)&lt;br /&gt;«Visita de Maria a sua prima Santa Isabel»&lt;br /&gt;   Tendo em seu seio o Senhor,&lt;br /&gt;solícita Maria&lt;br /&gt;visitava sua prima Isabel.&lt;br /&gt;O menino no ventre materno,&lt;br /&gt;ouvindo a saudação, exultou,&lt;br /&gt;e, saltando de alegria,&lt;br /&gt;à Mãe de Deus aclamava:&lt;br /&gt;   Ave, ó ramo de planta incorrupta!&lt;br /&gt;Ave, do fruto imortal, colheita!&lt;br /&gt;Ave, cultora do Mestre dos homens!&lt;br /&gt;Ave, ó Mãe de quem deu-nos a vida!&lt;br /&gt;Ave, ó campo veraz que produz muitos frutos!&lt;br /&gt;Ave, ó mesa bem farta de perdões abundantes!&lt;br /&gt;Ave, tu fazes florir as planícies celestes!&lt;br /&gt;Ave, a nós todos preparas um porto seguro!&lt;br /&gt;Ave, ó incenso das preces aceitas!&lt;br /&gt;Ave, purificação do universo!&lt;br /&gt;Ave, bondade de Deus pelos homens!&lt;br /&gt;Ave, ante Deus, dos mortais és audácia!&lt;br /&gt;   Ave, Virgem e esposa!&lt;br /&gt;Antífona III&lt;br /&gt;   Com o coração tumultuando&lt;br /&gt;e cheio de dúvidas,&lt;br /&gt;o prudente José se debatia.&lt;br /&gt;Sabe que és Virgem intacta&lt;br /&gt;e suspeita secretos esponsais.&lt;br /&gt;Conhecendo-te Mãe&lt;br /&gt;pela ação do Espírito Santo, exclama:&lt;br /&gt;Aleluia! (3 vezes)&lt;br /&gt;II Estação: «O Anúncio Alegre aos Pastores»&lt;br /&gt;   Os pastores ouviram os coros dos anjos&lt;br /&gt;que cantavam ao Senhor feito homem.&lt;br /&gt;Correndo, vão ver o Pastor.&lt;br /&gt;Contemplam o Cordeiro inocente&lt;br /&gt;alimentando-se do seio materno&lt;br /&gt;e à Virgem entoam um canto:&lt;br /&gt;   Ave, ó mãe do Pastor e Cordeiro,&lt;br /&gt;Ave, és aprisco da Mística Ovelha,&lt;br /&gt;Ave, preservas do oculto inimigo,&lt;br /&gt;Ave, ó chave das portas celestes.&lt;br /&gt;Ave, por ti congratula-se o céu com a terra,&lt;br /&gt;Ave, por ti, terra e céu, em uníssono cantam,&lt;br /&gt;Ave, do apóstolo, boca jamais silenciosa,&lt;br /&gt;Ave, invencível coragem dos mártires todos.&lt;br /&gt;Ave, da fé inabalável baluarte,&lt;br /&gt;Ave, da graça, fulgente estandarte,&lt;br /&gt;Ave, por ti foi o inferno espoliado,&lt;br /&gt;Ave, nos tens revestido de glória.&lt;br /&gt;   Ave, Virgem e esposa!&lt;br /&gt;Antifona IV&lt;br /&gt;   Observando a estrela&lt;br /&gt;que a Deus os guiava,&lt;br /&gt;os magos seguiram seu fulgor.&lt;br /&gt;Era lâmpada segura em seu caminho,&lt;br /&gt;que os conduziu ao Rei poderoso.&lt;br /&gt;Chegados ao Deus inatingível,&lt;br /&gt;o aclamam felizes:&lt;br /&gt;Aleluia! (3 vezes)&lt;br /&gt;«A Adoração dos Magos»&lt;br /&gt;   Contemplaram os magos, no colo materno,&lt;br /&gt;Aquele que plasmou o homem em suas mãos.&lt;br /&gt;Compreenderam ser ele o seu Senhor,&lt;br /&gt;escondido sob o aspecto de servo.&lt;br /&gt;Solícitos, oferecem-lhe seus dons&lt;br /&gt;e à Mãe aclamam:&lt;br /&gt;   Ave, que a estrela perene geraste!&lt;br /&gt;Ave, és aurora do místico dia!&lt;br /&gt;Ave, que a forja do engano extinguistes!&lt;br /&gt;Ave, o mistério de Deus iluminas!&lt;br /&gt;Ave, o tirano inimigo dos homens destronas!&lt;br /&gt;Ave, que o Cristo, mostraste Senhor nosso amigo!&lt;br /&gt;Ave, resgatas do culto selvagem aos deuses!&lt;br /&gt;Ave, teus filhos libertas do ataque do mal!&lt;br /&gt;Ave, que o culto do fogo extinguistes!&lt;br /&gt;Ave, que aplacas o fogo dos vícios!&lt;br /&gt;Ave, que educas o crente a ser casto!&lt;br /&gt;Ave, alegria de todos os povos!&lt;br /&gt;   Ave, Virgem e esposa!&lt;br /&gt;Antífona V&lt;br /&gt;   Mensageiros de Deus&lt;br /&gt;tornaram-se os magos&lt;br /&gt;de volta para suas terras.&lt;br /&gt;Cumpriu-se o antigo oráculo&lt;br /&gt;quando a todos falavam de Cristo,&lt;br /&gt;sem pensar no estulto Herodes,&lt;br /&gt;incapaz de cantar:&lt;br /&gt;Aleluia! (3 vezes)&lt;br /&gt;«Fuga para o Egito»&lt;br /&gt;   Egito tu iluminas&lt;br /&gt;com o resplendor da verdade,&lt;br /&gt;afugentando as trevas do erro.&lt;br /&gt;À tua passagem os ídolos caíam&lt;br /&gt;não podendo te suportar, Senhor.&lt;br /&gt;E os homens, libertados do engano,&lt;br /&gt;à Virgem aclamam:&lt;br /&gt;   Ave, reergues o gênero humano!&lt;br /&gt;Ave, ruína total dos demônios!&lt;br /&gt;Ave, esmagaste a potência enganosa!&lt;br /&gt;Ave, que o logro dos ídolos mostras!&lt;br /&gt;Ave, ó mar que afogou o faraó demoníaco!&lt;br /&gt;Ave, rochedo a saciar os sedentos de vida!&lt;br /&gt;Ave, coluna de fogo a guiar os errantes!&lt;br /&gt;Ave, és abrigo do mundo, mais amplo que as nuvens!&lt;br /&gt;Ave, o maná verdadeiro nos deste!&lt;br /&gt;Ave, nos serves delícias sagradas!&lt;br /&gt;Ave, ó terra por Deus prometida!&lt;br /&gt;Ave, ó fonte do mel e do leite!&lt;br /&gt;   Ave, Virgem e esposa!&lt;br /&gt;Antífona VI&lt;br /&gt;   Simeão, o velho,&lt;br /&gt;já no fim dos seus dias,&lt;br /&gt;estava para deixar a sombra deste mundo.&lt;br /&gt;A ele foste apresentado como Menino,&lt;br /&gt;mas, vendo-te qual Deus poderoso,&lt;br /&gt;admirou o arcano desígnio e exclamava:&lt;br /&gt;Aleluia! (3 vezes)&lt;br /&gt;Parte Dogmática: «Os mistérios da fé»&lt;br /&gt;III Estação: «A Virgindade Fecunda de Maria»&lt;br /&gt;   Renovou o Excelso&lt;br /&gt;as leis deste mundo&lt;br /&gt;quando veio habitar entre nós.&lt;br /&gt;Germinado no seio de uma Virgem,&lt;br /&gt;conserva-o intacto como sempre o fora.&lt;br /&gt;Nós, admirados por este prodígio,&lt;br /&gt;à Virgem santa cantamos:&lt;br /&gt;   Ave, ó flor da total virgindade!&lt;br /&gt;Ave, protótipo da castidade!&lt;br /&gt;Ave, da ressurreição, claro emblema!&lt;br /&gt;Ave, que a vida dos Anjos revelas!&lt;br /&gt;Ave, frutífera planta, alimento do crentes!&lt;br /&gt;Ave, ó árvore umbrosa que abrigas a muitos!&lt;br /&gt;Ave, teu seio carrega o mentor dos errantes!&lt;br /&gt;Ave, que à luz deste o libertador dos cativos!&lt;br /&gt;Ave, que o justo Juiz nos abrandas!&lt;br /&gt;Ave, perdão do relapso e contrito!&lt;br /&gt;Ave, coragem dos desesperados!&lt;br /&gt;Ave, és amor que preenche os desejos!&lt;br /&gt;   Ave, Virgem e esposa!&lt;br /&gt;Antífona VII&lt;br /&gt;   Contemplando o parto milagroso,&lt;br /&gt;e afastados do mundo,&lt;br /&gt;dirigimos a mente para o céu.&lt;br /&gt;O Altíssimo apareceu entre nós&lt;br /&gt;no humilde aspecto humano de um pobre&lt;br /&gt;e eleva ao mais alto da glória&lt;br /&gt;aqueles que cantam:&lt;br /&gt;Aleluia! (3 vezes)&lt;br /&gt;«A Maternidade Divina de Maria para a nossa Salvação»&lt;br /&gt;   A Palavra de Deus infinito&lt;br /&gt;habitava na terra&lt;br /&gt;e enchia os céus.&lt;br /&gt;Sua descida amorosa até o homem&lt;br /&gt;não fez mudar sua suprema morada.&lt;br /&gt;Era o divino parto da Virgem&lt;br /&gt;que ele ouvia cantar:&lt;br /&gt;   Ave, morada do Deus infinito!&lt;br /&gt;Ave, ó porta do augusto mistério!&lt;br /&gt;Ave, mensagem que inquieta os descrentes!&lt;br /&gt;Ave, ufania e segurança dos crentes!&lt;br /&gt;Ave, veículo santo do Altíssimo Filho!&lt;br /&gt;Ave, mansão gloriosa do Verbo encarnado!&lt;br /&gt;Ave, da virgem e mãe as grandezas reúnes!&lt;br /&gt;Ave, os contrários a um fim tão igual consorcias!&lt;br /&gt;Ave, o pecado de Adão dissolveste!&lt;br /&gt;Ave, por ti foi o céu reaberto!&lt;br /&gt;Ave, ó chave do reino de Cristo!&lt;br /&gt;Ave, esperança dos bens sempiternos!&lt;br /&gt;   Ave, Virgem e esposa!&lt;br /&gt;Antífona VIII&lt;br /&gt;   Toda a multidão dos anjos,&lt;br /&gt;admirada, contempla&lt;br /&gt;o mistério de Deus encarnado.&lt;br /&gt;Ao senhor inacessível,&lt;br /&gt;feito homem, admira-o, acessível,&lt;br /&gt;caminhar pelas sendas humanas,&lt;br /&gt;ouvindo cantar:&lt;br /&gt;Aleluia! (3 vezes)&lt;br /&gt;«O Mistério do Parto Virginal de Maria»&lt;br /&gt;   Os eloqüentes oradores,&lt;br /&gt;como peixes emudecem&lt;br /&gt;diante de ti, santa Mãe do Verbo.&lt;br /&gt;Não compreendem como foi possível&lt;br /&gt;permanecer Virgem depois de ser Mãe.&lt;br /&gt;Nós, teus devotos, o prodígio admiramos&lt;br /&gt;e com fé proclamamos:&lt;br /&gt;   Ave, sacrário da ciência divina&lt;br /&gt;Ave, tesouro da fiel providência&lt;br /&gt;Ave, os sapientes afirmas ignaros&lt;br /&gt;Ave, os loquazes revelas vazios.&lt;br /&gt;Ave, convences de inane a astuciosa palavra&lt;br /&gt;Ave, que tornas sem nexo os criadores dos mitos&lt;br /&gt;Ave, os astutos sofismas dos gregos desfazes&lt;br /&gt;Ave, replenas as redes dos bons pescadores.&lt;br /&gt;Ave, nos livras da imensa ignorância&lt;br /&gt;Ave, iluminas inúmeras mentes&lt;br /&gt;Ave, batel dos que querem salvar-se&lt;br /&gt;Ave, ó porto dos nautas da vida.&lt;br /&gt;   Ave, Virgem e esposa!&lt;br /&gt;Antífona IX&lt;br /&gt;   Para salvar o mundo,&lt;br /&gt;o Criador de todas as coisas&lt;br /&gt;quis vir a ele.&lt;br /&gt;Sendo Deus, tornou-se nosso Pastor&lt;br /&gt;e apareceu entre nós como Cordeiro.&lt;br /&gt;Sendo homem, atrai a si os homens&lt;br /&gt;e como Deus ouve cantar:&lt;br /&gt;Aleluia! (3 vezes)&lt;br /&gt;IV Estação: «Maria: Modelo de Pureza e Santidade»&lt;br /&gt;   Ó Virgem, Mãe de Cristo,&lt;br /&gt;vindo morar em teu seio,&lt;br /&gt;o divino Criador te fez&lt;br /&gt;o baluarte das virgens&lt;br /&gt;e de quantos a ti recorrem.&lt;br /&gt;Ele nos convida a cantar&lt;br /&gt;em tua honra, ó Ilibada:&lt;br /&gt;   Ave, pilar da integral virgindade!&lt;br /&gt;Ave, ó porta de quem quer salvar-se!&lt;br /&gt;Ave, ó mestra das coisas sagradas!&lt;br /&gt;Ave, doadora da Graça Divina!&lt;br /&gt;Ave, dá a vida nova aos nascidos na culpa!&lt;br /&gt;Ave, instrutora das mentes que estavam dispersas!&lt;br /&gt;Ave, tu expulsas aqueles que a mente corrompe!&lt;br /&gt;Ave, ó Mãe de Jesus, semeador de almas castas.&lt;br /&gt;Ave, ó tálamo em núpcias virgíneas&lt;br /&gt;Ave, que os crentes com Deus concilias&lt;br /&gt;Ave, ideal pedagoga das virgens&lt;br /&gt;Ave, que os santos recobres de bênçãos.&lt;br /&gt;   Ave, Virgem e esposa!&lt;br /&gt;Antífona X&lt;br /&gt;   É sempre inferior o canto&lt;br /&gt;que presuma engrandecer&lt;br /&gt;as tuas inúmeras virtudes.&lt;br /&gt;Tantos como é a areia da praia&lt;br /&gt;podem ser os nossos hinos, ó Rei Santo,&lt;br /&gt;porém, nunca alcançariam as graças&lt;br /&gt;que destes a quem canta:&lt;br /&gt;Aleluia! (3 vezes)&lt;br /&gt;«Maria, Mãe de Quem Nasce a Igreja»&lt;br /&gt;   Como tocha luminosa&lt;br /&gt;a iluminar os que jazem nas trevas,&lt;br /&gt;resplandece a Virgem Maria.&lt;br /&gt;Foi ela que acendeu a Luz eterna.&lt;br /&gt;Seu fulgor ilumina as mentes&lt;br /&gt;e é guia à sabedoria divina,&lt;br /&gt;inspirando este canto:&lt;br /&gt;   Ave, do místico sol o lampejo!&lt;br /&gt;Ave, ó astro da flama perene!&lt;br /&gt;Ave, ó clarão que iluminas as almas!&lt;br /&gt;Ave, trovão a assustar o inimigo.&lt;br /&gt;Ave, tu fazes luzir esplendor fulgurante!&lt;br /&gt;Ave, transbordas o rio com mil afluentes!&lt;br /&gt;Ave, figura das águas do santo batismo!&lt;br /&gt;Ave, tu lavas as manchas de nossos pecados.&lt;br /&gt;Ave, lavacro que iliba a consciência!&lt;br /&gt;Ave, ó taça que infunde alegria!&lt;br /&gt;Ave, o perfume de Cristo recendes!&lt;br /&gt;Ave, ó vida do sacro banquete.&lt;br /&gt;   Ave, Virgem e esposa!&lt;br /&gt;Antífona XI&lt;br /&gt;   Querendo nos perdoar o primeiro pecado,&lt;br /&gt;Aquele que paga as dívidas de todos&lt;br /&gt;busca asilo no meio dos seus trânsfugas,&lt;br /&gt;exilando-se livremente do céu.&lt;br /&gt;Rasgando o antigo rescrito,&lt;br /&gt;ouve cantar:&lt;br /&gt;Aleluia! (3 vezes)&lt;br /&gt;«Maria, Protetora e Auxílio de Todos os Cristãos»&lt;br /&gt;   Glorificando o teu parto,&lt;br /&gt;todo o universo te louva&lt;br /&gt;qual tabernáculo vivente, ó Senhora.&lt;br /&gt;Colocando sua morada no teu seio&lt;br /&gt;Aquele que segura tudo em sua mão,&lt;br /&gt;o Senhor, te fez santa e gloriosa,&lt;br /&gt;e nos convida a te louvar:&lt;br /&gt;   Ave, ó casa de Deus e do Verbo!&lt;br /&gt;Ave, ó santa mais santa que os santos!&lt;br /&gt;Ave, no espírito, arca dourada!&lt;br /&gt;Ave, infinito tesouro de vida.&lt;br /&gt;Ave, precioso diadema dos reis piedosos!&lt;br /&gt;Ave, louvor glorioso dos pios sacerdotes!&lt;br /&gt;Ave, ó torre inconcussa da Igreja de Cristo!&lt;br /&gt;Ave, tu és baluarte invencível do império.&lt;br /&gt;Ave, troféus por ti conquistados!&lt;br /&gt;Ave, por ti o inimigo é vencido!&lt;br /&gt;Ave, remédio do corpo doente!&lt;br /&gt;Ave, tu és a salvação de minha alma!&lt;br /&gt;   Ave, Virgem e esposa!&lt;br /&gt;Antífona XII&lt;br /&gt;   Digna de todo louvor,&lt;br /&gt;Santa Mãe do Verbo,&lt;br /&gt;Santíssimo entre todos os Santos,&lt;br /&gt;recebe, nesse canto, a nossa oferta.&lt;br /&gt;Salva o mundo de todo perigo;&lt;br /&gt;de todos os males e dos castigos futuros&lt;br /&gt;1ivra-nos, a nós que cantamos:&lt;br /&gt;Aleluia! (3 vezes)&lt;br /&gt;E repete-se novamente o tropário:&lt;br /&gt;Tropário&lt;br /&gt;   A ti Maria, como ao general invencível,&lt;br /&gt;meus cantos de vitória.&lt;br /&gt;A ti, que me livraste de meus males,&lt;br /&gt;ofereço meus cantos de reconhecimento.&lt;br /&gt;Pois que tens uma força invencível,&lt;br /&gt;livra-me de toda espécie de perigos,&lt;br /&gt;a fim de que te aclame:&lt;br /&gt;Aleluia! (3 vezes)&lt;br /&gt;Somente na primeira sexta-feira da quaresma o sacerdote proclama o santo Evangelho. Fazendo uma reverência diante do evangeliário, ergue-o e sai com ele pelas portas santas, dirigindo-se ao ambão.&lt;br /&gt;Evangelho&lt;br /&gt;Sacerdote:  Sabedoria!&lt;br /&gt;   Elevemo-nos para escutar o santo Evangelho.&lt;br /&gt;   A paz † seja convosco!&lt;br /&gt;Coro:  E com o teu espírito.&lt;br /&gt;Sacerdote:  Proclamação do Santo † Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o evangelista São N. ...&lt;br /&gt;Coro:  Glória a Ti, Senhor, glória a Ti!&lt;br /&gt;Sacerdote:  Estejamos atentos!&lt;br /&gt;O sacerdote proclama o Evangelho do dia e, ao final, o coro responde:&lt;br /&gt;Coro:  Glória a Ti, Senhor, glória a Ti!&lt;br /&gt;Grande e Insistente Súplica&lt;br /&gt;Sacerdote/Diácono:  Digamos todos, de toda nossa alma e de todo nosso espírito:&lt;br /&gt;Coro:  Kyrie, eleison!&lt;br /&gt;Sacerdote/Diácono:  Senhor Todo-poderoso, Deus de nossos pais,&lt;br /&gt;nós te pedimos: escuta-nos e tem piedade de nós!&lt;br /&gt;Coro:  Kyrie, eleison!&lt;br /&gt;Sacerdote/Diácono:  Tem piedade de nós, ó Deus, segundo tua grande misericórdia, nós te suplicamos: escuta-nos e tem piedade de nós!&lt;br /&gt;Coro:  Kyrie, eleison! (3 vezes e, assim, a cada súplica)&lt;br /&gt;Sacerdote/Diácono:  Oremos ainda pelo nosso santo pai o patriarca N.,&lt;br /&gt;pelo nosso Metropolita N. ... , (arcebispo, ou bispo),&lt;br /&gt;pelos sacerdotes, diáconos, religiosos&lt;br /&gt;e por todos os nossos irmãos e irmãs em Cristo.&lt;br /&gt;   Oremos ainda pelo Brasil, nosso amado país&lt;br /&gt;protegido por Deus, seu governo e força de segurança.&lt;br /&gt;   Oremos ainda pelos fundadores deste santo templo,&lt;br /&gt;pelos nossos pais e irmãos falecidos&lt;br /&gt;que, fiéis à verdadeira fé, repousam piedosamente aqui&lt;br /&gt;e em toda parte do mundo.&lt;br /&gt;   Oremos ainda implorando misericórdia, vida, paz, saúde,&lt;br /&gt;salvação e visita divina aos servos de Deus N.,&lt;br /&gt;e pelo perdão e a remissão dos seus pecados.&lt;br /&gt;   Oremos ainda pelos benfeitores desta santa e venerável igreja,&lt;br /&gt;pelos que nela se afadigam e cantam&lt;br /&gt;e por este povo aqui presente que espera de Ti&lt;br /&gt;a grande e abundante misericórdia.&lt;br /&gt;E, em voz baixa, o sacerdote reza a oração da Súplica Insistente:&lt;br /&gt;Sacerdote:  Ó Senhor, nosso Deus, acolhe esta fervorosa súplica,&lt;br /&gt;e tem piedade de nós, os teus servos&lt;br /&gt;segundo a grandeza de tua bondade;&lt;br /&gt;derrama tua compaixão sobre todo o teu povo,&lt;br /&gt;que espera de Ti a infinita misericórdia.&lt;br /&gt;E, elevando a voz:&lt;br /&gt;   Pois Tu és um Deus bom e misericordioso,&lt;br /&gt;nós te glorificamos, Pai †, Filho e Espírito Santo,&lt;br /&gt;agora e sempre, pelos séculos dos séculos.&lt;br /&gt;Coro:  Amém.&lt;br /&gt;Orações Finais&lt;br /&gt;   Santo Deus †, Santo forte, Santo imortal,&lt;br /&gt;tem piedade de nós. (3 vezes)&lt;br /&gt;   Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo,&lt;br /&gt;agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.&lt;br /&gt;   Santíssima Trindade, tem piedade de nós;&lt;br /&gt;Senhor, concede-nos a remissão de nossos pecados;&lt;br /&gt;Mestre soberano, perdoa as nossas ofensas;&lt;br /&gt;ó Santo, volta teu olhar para nós&lt;br /&gt;e cura nossas doenças, pelo teu santo nome.&lt;br /&gt;   Kyrie, eleison! (3 vezes)&lt;br /&gt;   Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo,&lt;br /&gt;agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.&lt;br /&gt;   Pai nosso que estás nos céus,&lt;br /&gt;santificado seja o teu nome;&lt;br /&gt;venha a nós o teu reino,&lt;br /&gt;seja feita a tua vontade,&lt;br /&gt;assim na terra como no céu.&lt;br /&gt;   O pão nosso de cada dia dá-nos hoje;&lt;br /&gt;perdoa-nos as nossas ofensas,&lt;br /&gt;assim como nós perdoamos aos nossos devedores,&lt;br /&gt;e, não nos deixes cair em tentação,&lt;br /&gt;mas livra-nos do mal.&lt;br /&gt;Sacerdote:  Pois teu é o reino, o poder e a glória,&lt;br /&gt;Pai †, Filho e Espírito Santo,&lt;br /&gt;agora e sempre, pelos séculos dos séculos.&lt;br /&gt;Coro:  Amém.&lt;br /&gt;   Kyrie, eleison. (3 vezes)&lt;br /&gt;   Glória ao Pai † ao Filho e ao Espírito Santo,&lt;br /&gt;agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.&lt;br /&gt;Oração&lt;br /&gt;   Ó gloriosa, sempre Virgem e bendita Mãe de Deus,&lt;br /&gt;ofereça minhas orações a teu Filho e meu Deus,&lt;br /&gt;e roga a ele pela salvação de minha alma.&lt;br /&gt;   O Pai é minha esperança,&lt;br /&gt;o Filho é meu refúgio&lt;br /&gt;e o Espírito Santo é meu amparo:&lt;br /&gt;Santíssima Trindade, glória a Ti!&lt;br /&gt;   Em ti deposito toda a minha esperança;&lt;br /&gt;ó Mãe de Deus,&lt;br /&gt;guarda-me sob a tua proteção.&lt;br /&gt;Despedida&lt;br /&gt;Sacerdote:  Glória a Ti, ó Cristo Deus, esperança nossa, glória a Ti!&lt;br /&gt;Coro:  Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo,&lt;br /&gt;agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.&lt;br /&gt;   Kyrie, eleison! (3 vezes)&lt;br /&gt;   Padre, abençoa-nos em nome do Senhor!&lt;br /&gt;Sacerdote:  Ó Cristo nosso verdadeiro Deus&lt;br /&gt;[que ressuscitaste dos mortos,&lt;br /&gt;ou a invocação própria da Festa do dia... ]&lt;br /&gt;pelas orações da tua puríssima Mãe,&lt;br /&gt;dos santos e gloriosos apóstolos,&lt;br /&gt;de S. N., (Santo titular da Igreja e do dia),&lt;br /&gt;dos santos e justos avós do Senhor,&lt;br /&gt;Joaquim e Ana e de todos os santos,&lt;br /&gt;tem piedade de nós, ó Filantropo, e † salva-nos,&lt;br /&gt;E, fazendo uma grande inclinação diante do altar, diz:&lt;br /&gt;   Pelas orações dos nossos santos padres,&lt;br /&gt;Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, tem piedade de nós!&lt;br /&gt;Coro:  Amém&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-3672851254776131455?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/3672851254776131455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/akathistos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3672851254776131455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3672851254776131455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/akathistos.html' title='AKATHISTOS'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S6TMnNrJV2I/AAAAAAAAAFA/lbC0QHFVPbM/s72-c/theotokos_athos.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-8916330798929348925</id><published>2010-03-16T15:49:00.000-07:00</published><updated>2010-03-16T15:52:16.697-07:00</updated><title type='text'>RIQUEZA DA LITURGIA BENEDITINA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S6ALlouLmnI/AAAAAAAAAE4/2JdRWylv8cU/s1600-h/liturgia11_large.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S6ALlouLmnI/AAAAAAAAAE4/2JdRWylv8cU/s320/liturgia11_large.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449368290332482162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entrevista com o presidente do Pontifício Instituto Litúrgico de Roma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SANTO DOMINGO DE SILOS, domingo, 1 de outubro de 2006 (ZENIT.org).- Existe uma liturgia beneditina? Em uma conversa com o monge beneditino Juan Javier Flores --presidente do Pontifício Instituto Litúrgico de Roma (no Ateneu Pontifício Santo Anselmo)-- Zenit explorou esta questão, sumamente atual desde a eleição de Bento XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre Juan Javier Flores, da Abadia Beneditina de Santo Domingo de Silos, explica nesta entrevista a influência dos monastérios beneditinos na vida litúrgica da Igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Pode-se falar especificamente de uma liturgia beneditina ou é uma expressão inadequada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--P. Flores: Não existe uma «liturgia monástica», como não existe uma liturgia beneditina, nem nunca existiu; existe um modo monástico ou beneditino de celebrar a sagrada liturgia. Porque a liturgia pertence à Igreja e é pensada, atuada e vivida para todos os cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os monges não se separam da liturgia da Igreja, mas a aproveitam e vivem dela, posto que a liturgia é da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este princípio como base, penso que a liturgia nos mosteiros de hoje deve ser uma liturgia que reflita o espírito e a letra dos livros litúrgicos renovados após a reforma litúrgica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nostalgias nem voltas a um passado romântico, os mosteiros estiveram na vanguarda do movimento litúrgico e, em linha com ele, deverão continuar sendo lugares onde se celebra e se vive a liturgia de hoje com o espírito de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Regra de São Bento não tem nenhuma peculiaridade a respeito da Eucaristia ou ao restante dos sacramentos. É um documento do século VI; logo reflete a situação eclesial do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só no referente ao ofício divino --que agora chamamos de liturgia das horas-- tem uma grande peculiaridade e originalidade. Ao largo do tempo e até hoje, têm existido na Igreja latina dois tipos de ofícios, o monástico e o ofício catedral ou clerical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ofício beneditino se funda em princípios de tradição monástica anterior, reúne e ordena elementos litúrgicos que em seu tempo aparecem no uso em diferentes igrejas. Tanto em seu conjunto como em inumeráveis detalhes o ofício divino da Regra beneditina tem uma grande originalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Qual tem sido a influência dos beneditinos na história da liturgia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--P. Flores: Os monastérios beneditinos têm desde seu início um ofício divino diverso do clero diocesano e dos demais religiosos, baseando-se na distribuição que São Bento faz do saltério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O princípio da Regra que se tem mantido categoricamente durante os séculos até agora é que «se atenda a que cada semana se recite íntegro o saltério de cento e cinqüenta salmos…» (RB 18). Há que admitir que não se trata aqui de uma --e menos ainda da-- forma existencial da vida monástica beneditina, mas sim de seu modo de organizar algo tão importante como é a oração comunitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também há que reconhecer que a piedade monástica desde o princípio em uma grande medida tem estado marcada pela piedade dos salmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado que é certo que os mosteiros beneditinos não devem ser museus de história da Igreja nem de história da liturgia, em conseqüência não se deveriam transformar nisso; não obstante, é muito legítima a esperança de que se possa manter nos monastérios beneditinos o Psalterium per hebdomadam, que tem mais de 1.500 anos de tradição, pelo menos no ofício monástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os mosteiros beneditinos se adaptam ao tempo e ao lugar. O poder separar-se do princípio assumido pelo monacato de rezar os 150 salmos em um modo determinado já se prevê no mesmo capítulo 18 da regra beneditina: «sobretudo advertimos que se porventura a alguém não agradar esta distribuição de salmos, a ordene de outro modo, se lhe parecer melhor» (RB 18, 22) mas --acrescenta São Bento-- mantendo o anterior princípio do saltério semanal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Como se organiza a distribuição dos salmos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--P. Flores: A reforma do ofício divino nos monastérios beneditinos se baseia unicamente no Thesaurus Liturgiæ Horarum Monasticæ, preparado por e para a Confederação Beneditina, onde já se estabelecem outros modos de distribuição do saltério segundo as possibilidades dos diferentes monastérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as quatro possibilidades que podem escolher os monastérios está o esquema A – ou da Regra –, o esquema B – Fuglister – que distribui o saltério em uma ou duas semanas com critérios exegéticos e bíblicos diferentes dos que em seu dia teve São Bento, mais outros dois esquemas que têm tido menos ressonância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, hoje os diferentes mosteiros têm opção de optar por um ofício divino que responda mais às exigências do tempo, lugar e trabalho de cada mosteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns têm optado por manter o esquema tradicional beneditino; uma grande maioria segue hoje o esquema B com distribuição dos saltérios em uma ou duas semanas; alguns inclusive optaram por adotar a mesma liturgia das horas romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, portanto, mais uma responsabilidade própria de cada mosteiro beneditino escolher um ou outro esquema, sabendo que entre os elementos da vida beneditina o Ofício Divino deve ocupar o primeiro lugar (RB 8, 20; 43, 3) e nada se deve antepor a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Que repercussão têm os monastérios beneditinos na vida litúrgica da Igreja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--P. Flores: Ao longo dos séculos, os mosteiros beneditinos têm sido lugares de irradiação espiritual e litúrgica; mais ainda, eles mantiveram durante a Idade Média a cultura e de suas escolas surgiram os personagens da Igreja do momento. Pensamos nos grandes mosteiros como Cluny, Saint Gall, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1909, precisamente em torno ao mosteiro belga de Mont César, dá início o «movimento litúrgico», pelas mãos de Lamberto Beauduin, que, por ser sacerdote dedicado ao mundo do trabalho, havia passado a ser monge beneditino no referido mosteiro. Deste movimento litúrgico se passou à reforma litúrgica à raiz do Concílio Vaticano II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram os mosteiros beneditinos centros de irradiação espiritual e portanto litúrgica; pensemos em Solesmes (França), Beuron e Maria Laach (Alemanha), Montserrat e Silos (Espanha), Montecasino e Subiaco (Itália), Mredsous e o já citado de Mont César (Bélgica), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos estes mosteiros têm suas portas abertas a seu tesouro mais precioso, sua oração litúrgica, de modo que a oração da comunidade que ali vive é compartilhada com hóspedes e visitantes que são introduzidos desse modo na grande oração da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto pode considerar-se o apostolado monástico por excelência. Desse modo os mosteiros têm evangelizado. Também hoje existe um modo excelente de passar as «férias» indo a uma hospedagem monástica e participando das diferentes horas da jornada, ao compasso e com a ajuda dos monges e monjas beneditinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--O Papa Bento XVI recebeu a influência desta espiritualidade litúrgica beneditina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--P. Flores: O Papa Bento XVI tem manifestado um grande amor e apreço pela ordem beneditina e por São Bento ao longo de sua trajetória. O fato de ter escolhido o nome do patriarca dos monges do ocidente é muito significativo, como ele mesmo explicou poucos dias depois de sua eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liturgia tem formado parte de sua vida, como ele mesmo disse em sua autobiografia, já desde seus anos de seminário. Visitava regularmente o mosteiro beneditino alemão de Scheyern, na Baviera, e todos os anos, na festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, vivendo em Roma, dirigia-se ao mosteiro das monjas beneditinas de Rosano, próximo a Florença, onde participava da liturgia das monjas e presidia pessoalmente a procissão do Corpo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-8916330798929348925?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/8916330798929348925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/riqueza-da-liturgia-beneditina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8916330798929348925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8916330798929348925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/riqueza-da-liturgia-beneditina.html' title='RIQUEZA DA LITURGIA BENEDITINA'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S6ALlouLmnI/AAAAAAAAAE4/2JdRWylv8cU/s72-c/liturgia11_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-7576068398015595975</id><published>2010-03-14T19:45:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T19:48:30.262-07:00</updated><title type='text'>TENHO SEDE</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S52f8-ATtYI/AAAAAAAAAEw/ul-KPnhe9wI/s1600-h/jesus1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S52f8-ATtYI/AAAAAAAAAEw/ul-KPnhe9wI/s320/jesus1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448686993973425538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estamos vivendo o tempo da quaresma e queremos neste período encontrarmos com Jesus. Jesus vem ao nosso encontro como o Pai Misericordioso. Neste tempo litúrgico devemos nos unir mais à espiritualidade quaresmal, vivendo o deserto com Cristo. Portanto, a quaresma é tempo de retiro espiritual, de escuta da palavra de Deus. São Bento nos diz que devemos correr enquanto tivermos a luz da vida, para que as trevas da morte não nos envolvam. &lt;br /&gt;O deserto a que somos convidados nos leva a contemplação do mistério da cruz. Jesus definiu o sentido de sua crucificação como amor que se entregou para alcançar o perdão a todos nós e superar todo ódio. Entre as últimas palavras de Jesus na cruz está: “Tenho sede”. Além da sede física devido ao esgotamento, há nestas palavras o desejo de consumar a obra do Pai. Diante do ódio daqueles que o executaram, Jesus responde com o amor, oferecendo sua sede. São João nesta passagem do evangelho quer nos mostrar mais do que algo comum às vitimas da cruz, ele quer nos mostrar o cumprimento das escrituras ( Sl 21, 16 / 68, 22 ).O mesmo evangelista ainda narra o encontro de Jesus com a Samaritana: “Dá-me de beber”. ( Jo 4, 7 ).&lt;br /&gt;Aquele jarro com vinagre recorda todo o ódio da humanidade e que é contrário ao vinho que Jesus ofereceu nas Bodas de Cana. O ódio como oposto ao amor. Naquela esponja está o vinagre que é oferecido a Jesus e Seu sangue respinga na esponja. É o sangue libertador da morte. Jesus entregou o Espírito e São João diz no Evangelho que havia um jardim naquele lugar, mostrando assim, que dentro da morte de Cristo havia vida. A lança que traspassa o lado de cristo também é a expressão do ódio, mas Jesus responde oferecendo sangue e água.&lt;br /&gt;A frase de Jesus ressoa para homens e mulheres de hoje, pois devemos saciar a sede de Cristo. O Ser humano tem sede de Deus e deseja o Deus vivo como nos afirma o salmo 41. Neste retiro podemos aprender a abrir nosso coração para acolher aqueles que vem ao nosso encontro beber da água pura. Sejamos como os discípulos e missionários de Cristo que jamais negam da “água do poço”. Só quem tem sede como Jesus é capaz de entregar a própria vida em favor dos irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ir. Bento Soares, obl. OSB&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-7576068398015595975?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/7576068398015595975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/tenho-sede.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/7576068398015595975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/7576068398015595975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/tenho-sede.html' title='TENHO SEDE'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S52f8-ATtYI/AAAAAAAAAEw/ul-KPnhe9wI/s72-c/jesus1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-1824673537430487425</id><published>2010-03-14T10:42:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T10:44:23.005-07:00</updated><title type='text'>CONVERSÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S50gZiAY7hI/AAAAAAAAAEo/osq039EG-U8/s1600-h/conversao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S50gZiAY7hI/AAAAAAAAAEo/osq039EG-U8/s320/conversao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448546747185425938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Convertei-vos e credes no Evangelho! É o que Nosso Senhor nos pediu ao iniciar sua missão. Durante o tempo da quaresma somos convidados por Jesus a esta mudança de vida. A olhar nossa caminhada e melhorar naquilo que mais nos faz distanciar de Deus e dos irmãos. São Bento em sua Regra nos lembra que o Senhor não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva ( Prólogo da Regra de São Bento, 38 ). &lt;br /&gt;No Evangelho de Lucas capitulo 13 versículos de 1 a 9, encontramos o reino anunciado por Cristo que só podemos chegar se de fato nos convertermos através da total mudança e renovação interior. Cristo nos dá o exemplo a seguir, como afirma o Papa Paulo VI: “O convite do Filho para a metánoia torna-se ainda mais indeclinável, quando ele não apenas o prega, mas nos dá ele próprio o exemplo. Cristo é realmente o modelo supremo dos penitentes: quis sofrer as penas não dos seus pecados, mas as dos pecados dos outros” (Constituição Apostólica “Pænitemini”, do Papa Paulo VI. Acta Apostolicæ Sedis, 1966 ). Pelo Batismo somos levados, com a força do Espírito Santo, a reconhecer a santidade de Deus e a gravidade do pecado. Devemos seguir a Jesus renunciando-nos a nós mesmos e tomarmos nossa cruz a cada dia. Eis o verdadeiro sentido da conversão.&lt;br /&gt;No evangelho de Lucas notamos a repressão por parte de Herodes e também a queda da torre de Siloé. Incidentes que causaram mortes. Jesus alerta que quem sofre desgraças e tragédias naturais não é mais pecador que outros. Ele quer nos mostrar que se não convertermos de fato, teremos um fim trágico, ou seja, a morte definitiva. &lt;br /&gt;Jesus nos propõe uma parábola neste trecho de Lucas que é um doce convite à conversão. A parábola da figueira estéril é um ato de severidade, mas ao mesmo tempo de paciência e amor. A figueira não dava os frutos esperados. Pelo batismo somos estimulados pelo Senhor a produzirmos frutos em nossa vida. Mesmo diante de tantas pragas que o mundo moderno nos arremessa devemos produzir os frutos que o Senhor nos pede. Frutos de amor, bondade, compaixão, solidariedade, entre outros. Mas se ainda não produzimos os frutos esperados, acreditemos na misericórdia de Deus que nos concede o tempo exato para a conversão. Converter-se é escutar os preceitos do Mestre e inclinarmos os ouvidos do coração para voltarmos a Ele pelo labor da obediência ( Prólogo da Regra de São Bento, 1 ).&lt;br /&gt;Ir. Bento Soares, obl. OSB&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-1824673537430487425?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/1824673537430487425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/conversao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/1824673537430487425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/1824673537430487425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/conversao.html' title='CONVERSÃO'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S50gZiAY7hI/AAAAAAAAAEo/osq039EG-U8/s72-c/conversao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-5218593730615054385</id><published>2010-03-14T08:54:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T08:57:50.255-07:00</updated><title type='text'>TRANSFIGURAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S50HbSQczTI/AAAAAAAAAEg/ESsRdFqdjHI/s1600-h/TRANSF~1.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 257px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S50HbSQczTI/AAAAAAAAAEg/ESsRdFqdjHI/s320/TRANSF~1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448519289526865202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Durante a quaresma nos preparamos para uma nova vida, a vida em Cristo, renovada pelo seu amor. Dessa forma, vamos percorrendo o caminho da penitência a fim de alcançarmos com Cristo a Salvação. A Transfiguração de Jesus nos conduz para esse caminho de santidade. Ele manifesta sua glória na presença de testemunhas escolhidas. Somos nós o povo eleito e as testemunhas escolhidas pelo Senhor para vermos a sua Glória.&lt;br /&gt;A Transfiguração do Senhor tem relação com a cruz. Não se chega à glória sem passar pelo sentido da cruz, pelo sofrimento. Neste sentido a transfiguração teve o caráter de afastar dos discípulos o escândalo da cruz, da mesma forma a nós a cruz não deve ser sinal de escândalo, mas de alegria. Um Deus que se faz homem e morre na cruz por amor a nós. Eis o grande mistério que vem do céu. A nossa fé deve ser fortalecida pelos acontecimentos da vida de Cristo. Nós participamos de Sua glória como diz o apóstolo: Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai ( Mt 13, 43 ).&lt;br /&gt;Nossa luz brilhará quando subirmos o monte para rezarmos com Jesus. No mundo de hoje destransfigurado por tantas situações de pecado, urge em nós o espírito de oração. Por meio da voz do Senhor é que podemos deixar de lado o medo e lutarmos por um mundo melhor. Ninguém tenha medo de sofrer por causa da justiça. O Senhor assumiu nossa fraqueza e se permanecermos em seu amor e na proclamação do seu nome, venceremos o que ele venceu e receberemos o que prometeu.&lt;br /&gt;Saibamos ouvir a voz do Senhor, pois não só o tentador nos convida às ilusões do mundo, mas o Senhor que nos fala e sua Palavra continuará ressoando na Igreja, no coração e na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ir. Bento Soares, obl. OSB&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-5218593730615054385?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/5218593730615054385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/transfiguracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5218593730615054385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5218593730615054385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/transfiguracao.html' title='TRANSFIGURAÇÃO'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S50HbSQczTI/AAAAAAAAAEg/ESsRdFqdjHI/s72-c/TRANSF~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-2969765831538214571</id><published>2010-03-12T10:50:00.000-08:00</published><updated>2010-03-12T10:51:10.069-08:00</updated><title type='text'>QUARESMA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Observância da Quaresma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Bento na sua Regra (Capítulo 49) alerta, desde o início, que a vida do monge deveria ser, em todo tempo, uma observância da Quaresma (1). No entanto, a realidade é que são poucos aqueles que possuem tal energia, sobretudo a constância e a perseverança que a atitude requer. Assim, cada ano, nos dias da Quaresma deve-se por em prática o que não é possível realizar durante toda a vida com a mesma ou ainda com maior intensidade.&lt;br /&gt;Para isso se exige uma atitude fundamental que dá à vida monástica secular o seu sentido, a saber: guardar a vida com grande pureza. Pureza tem aqui o sentido de “puritas cordis”, que segundo Cassiano é por essência a ”caritas”.&lt;br /&gt;A oblação monástica secular não nasce na Igreja na linha de corrente da hierarquia, nasce, isto sim, na linha da exigência de uma vida de santidade. Para tanto, tem uma característica que lhe é própria e específica para atingir tal objetivo, embora se reconheça a existência de um chamamento universal, dirigido a todos os homens, para uma vida de perfeição. Nesse sentido e com esta ênfase, o Estatuto dos Oblatos Seculares, no seu Capítulo III, destaca que “A santidade é, pois a vocação suprema de todo oblato”.&lt;br /&gt;Quando Jesus propõe, no Sermão da Montanha, o ideal de vida a ser alcançado pelos seus discípulos, não hesita em declarar: “Sede, pois, perfeitos, como vosso Pai celeste é perfeito”. Certamente, não se trata de reproduzir, em nós, a perfeição infinita de Deus, mas sim, de buscar o modo de agir de Deus para com os homens, feito de amor, carinho, bondade e misericórdia.&lt;br /&gt;Portanto, será por meio da caridade que o Oblato Secular encontrará a perfeição da sua vida cristã. A caridade o conduzirá no seguimento de Jesus, naquilo que o torna imitável: o Amor. A perfeição da caridade cristã consiste em amar com esse amor que é a caridade, que o Espírito Santo difunde em nossos corações através da graça.&lt;br /&gt;Hoje, mais do que nunca, o mundo se encaminha cada vez mais, para uma nova forma de humanismo. O homem é o centro do pensamento e, portanto, objeto de considerações e atenções particulares, as quais variam de acordo com a ideia que dele se tem.&lt;br /&gt;Observamos que na espiritualidade monástica o homem sempre teve uma importância enorme e determinante, basta que se volte os olhos para a própria experiência de São Bento, que sempre tomou o irmão em grande consideração, quando se dizia com convicção não ser possível irmos sozinhos a Deus, mas sempre necessariamente com os irmãos, sendo Ele o pai de todos.&lt;br /&gt;É mediante o irmão, que se passa continuamente de uma vida vazia e insignificante à vida plena: “Sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os nossos irmãos” (1 Jo 3,14).&lt;br /&gt;É com o irmão que se pode estabelecer já, desde aqui na terra, o modo de viver conforme a vida da Trindade; é justamente com ele que se pode construir no mundo um templo de Deus e experimentar nesta terra um pouco do Paraíso.&lt;br /&gt;E tudo isto por qual motivo? Porque Cristo, de um modo ou de outro, estabelece a sua presença em cada homem: em qualquer pessoa que de nós se aproxima encontramos de fato o Senhor. Esta atitude não é somente uma atitude de solidariedade humana, como vem sendo sublinhado pelos diversos humanismos existentes nesta época; nem só uma atitude de solidariedade fraterna, com o “companheiro de sorte”. O irmão não é somente o amigo, o colega, um consanguíneo, ou alguém que foi colocado na minha vida ou um companheiro para repartir as alegrias e as tristezas, o irmão é uma criatura amada por Deus, na qual Jesus, que nele está presente misteriosamente, deve formar-se. No irmão, Jesus entra em contato comigo, como dom, como enriquecimento, como purificação; no irmão, Jesus quer ser amado e servido.&lt;br /&gt;Deus proporciona a cada homem que o procura, uma maneira de encontrá-Lo. O próximo não deve ser amado por si mesmo, mas nele, deveríamos amar a Cristo. Jesus dissera: “todas as vezes que vós fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos (significando todos), a Mim o fizestes” (Mt 25,40).&lt;br /&gt;Se Cristo de algum modo, estava presente em todos, não podemos fazer discriminações, nem ter preferências. Se Cristo estava por trás de cada um, Cristo estava em cada um. E cada homem era realmente outro Cristo”.&lt;br /&gt;O amor ao próximo provém do amor a Deus, mas o amor a Deus nasce no coração, porque amamos o próximo. Amar o irmão sem cair no sentimentalismo ou em outros erros, era possível porque Ele mesmo em nós poderia amar com a caridade. Era Cristo em nós que devia amar.&lt;br /&gt;E o que é a caridade? Nós sabemos que é um amor que vem do alto.....Para amar, o cristão deve fazer como Deus: não espera ser amado, mas ama por primeiro, tomando a iniciativa “Se Deus nos amou assim, também nós, devemos amar-nos uns aos outros” (1 Jo 4,11).&lt;br /&gt;Se a caridade é amor divino a nós participado, ela diferencia-se da filantropia. De fato o amor cristão não considera os homens do ponto de vista da sua natureza, mas do ponto de vista do amor que Deus tem por eles, porque neles vê filhos de Deus e suas imagens.&lt;br /&gt;Os oblatos seculares não pensam em formar uma mera associação de homens de boa vontade. Partem do princípio que Deus lhes dá irmãos. Impossível viver o Evangelho ou pregar a Boa-Nova, sem o irmão. Acolhe-se cada irmão que chega com seus talentos e dons. As riquezas de uns completam as deficiências e as carências dos outros. É o Espírito que constrói a Fraternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-2969765831538214571?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/2969765831538214571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/quaresma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/2969765831538214571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/2969765831538214571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/03/quaresma.html' title='QUARESMA'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-4348484141296655746</id><published>2010-02-25T18:26:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T13:03:03.434-08:00</updated><title type='text'>RETIRO ESPIRITUAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S4c153-qNlI/AAAAAAAAAEY/Y0VA3nE99yU/s1600-h/womanreadingsunset.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S4c153-qNlI/AAAAAAAAAEY/Y0VA3nE99yU/s320/womanreadingsunset.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442377943096112722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Hoje, se ouvirdes a sua voz, não permitais que se endureçam vossos corações." ( RB Prólogo 10 )&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos e visitantes do Blog Gaudete, se você deseja uma experiência com Deus a partir do silêncio, um momento de retiro espiritual dentro da Espiritualidade Beneditina, entre em contato conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e-mail: prof.mauriciors@gmail.com&lt;br /&gt;Telefone: 35 8863-0526&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ir. Bento Soares, obl. OSB&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-4348484141296655746?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/4348484141296655746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/02/retiro-espiritual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/4348484141296655746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/4348484141296655746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/02/retiro-espiritual.html' title='RETIRO ESPIRITUAL'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S4c153-qNlI/AAAAAAAAAEY/Y0VA3nE99yU/s72-c/womanreadingsunset.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-372355226431486610</id><published>2010-02-24T17:50:00.000-08:00</published><updated>2010-02-24T17:52:54.344-08:00</updated><title type='text'>LITURGIA I</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S4XX55VzwCI/AAAAAAAAAEI/zzRwtxSj9zo/s1600-h/liturgia_004.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S4XX55VzwCI/AAAAAAAAAEI/zzRwtxSj9zo/s320/liturgia_004.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441993114391920674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A SAGRADA LITURGIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se reza o credo, confessamos o mistério da Trindade que se realiza no Cristo e no Espírito Santo. A patrística chamou essa disposição ordenada de Economia da Salvação. A glorificação de Deus passou pela história do povo do Antigo Testamento e se completou com Cristo. Do lado aberto de Cristo nasceu o sacramento de toda a Igreja.&lt;br /&gt;A palavra liturgia significa originalmente obra pública. No contexto do cristianismo a palavra liturgia significa tomar parte na obra de Deus e com isso Cristo continua na sua Igreja como único liturgo. A liturgia também é ação da Igreja como sinal visível da comunhão entre Deus e os homens.&lt;br /&gt;A liturgia na Sagrada Escritura aparece muitas vezes nos ritos da Lei de Moisés. Ai ela já entra na tradução dos setenta. No Novo Testamento encontramos três maneiras diferentes de liturgia. Temos o significado profano, cúltico e o vivencial. Toda a vida do cristão é um culto a Deus. Cristo se ofereceu como vitima. Portanto, o cristão reproduz em sua vida o gesto de Cristo e participa da eficácia redentora. A liturgia também faz referência ao Corpo de Cristo. No Novo Testamento isso significa corpo físico e individual de Jesus, a Igreja Corpo Místico e o Sacramento da Eucaristia.&lt;br /&gt;A palavra Liturgia teve uma evolução no Ocidente. No mundo grego ela designou culto cristão. No Ocidente onde se falava o latim, usavam-se os termos officium, ministerium, munus. Somente a partir do século XVI a palavra liturgia passou a designar ritual, rubrica.&lt;br /&gt;A História da Salvação tem origem no plano do Pai. Esse mistério foi aos poucos revelado no tempo das promessas, que desembocou na plenitude dos tempos que é o tempo de Cristo e o tempo de Cristo se prolonga no tempo da Igreja que é também o de Cristo em seu Corpo Místico. O último tempo da História da salvação é a liturgia, onde encontramos a missão dos apóstolos que era pregar o Evangelho e tornar presente o que anunciavam. Assim o rito garante a presença do Senhor até o fim dos tempos.&lt;br /&gt;A liturgia é uma ação sagrada, é o exercício do sacerdócio de Cristo que se dá aos homens de maneira sensível servindo-se de elementos materiais para a santificação do homem e glorificação de Deus. Diante disso notamos a presença de Cristo na Missa, nos sacramentos, na Palavra proclamada e na oração comunitária. Sem dúvida a presença na Eucaristia possui uma excelência própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir. Bento R. Soares, obl. OSB&lt;br /&gt;Mosteiro de São Bento de Pouso Alegre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-372355226431486610?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/372355226431486610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/02/liturgia-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/372355226431486610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/372355226431486610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/02/liturgia-i.html' title='LITURGIA I'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S4XX55VzwCI/AAAAAAAAAEI/zzRwtxSj9zo/s72-c/liturgia_004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-9198500961622395546</id><published>2010-02-24T11:33:00.000-08:00</published><updated>2010-02-24T11:35:23.628-08:00</updated><title type='text'>FORMAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S4V_cFXMmjI/AAAAAAAAAEA/55dwQGHKuvc/s1600-h/quaresma2008.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 284px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S4V_cFXMmjI/AAAAAAAAAEA/55dwQGHKuvc/s320/quaresma2008.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441895845199649330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VENCENDO AS TENTAÇÕES COM CRISTO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos vivendo o tempo da Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa de Jesus. Este tempo vivido na terra é a prefiguração da Páscoa definitiva. Portanto devemos abrir nossos corações e vivermos com muita fé este tempo tão especial dentro da Igreja. São Bento nos convida a vivermos este tempo nos preservando dos vícios e nos entregando à oração com lágrimas, à leitura, à compunção do coração e à abstinência. ( RB 49, 4 )&lt;br /&gt;Durante quarenta dias, ou seja, durante um longo período de tempo, Jesus esteve no deserto e lá encontrou diante de si a tentação. Ele nos convida a resistirmos às tentações do nosso cotidiano. O texto do Evangelho do primeiro domingo da quaresma ( Lc 4, 1-13 ) é um convite para abraçarmos com fé o projeto de Deus em nossa vida. São Lucas inicia o Evangelho dizendo que Jesus estava pleno do Espírito Santo, pois voltava do Jordão onde teria sido batizado por João Batista. Antes, porém de entrar no deserto Jesus buscou a força que vem do alto. Somos batizados e esquecemos-nos disso durante nossa caminhada de fé. Quantas vezes enfrentamos situações difíceis em nossa vida e nem sequer deixamo-nos guiar pelo Espírito Santo. No deserto quem conduzia Jesus era o Espírito Santo. Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos e fazei-me conhecer a vossa estrada. ( Sl 24 ).&lt;br /&gt;O deserto geograficamente é uma região em que há pouca precipitação de chuva e como conseqüência tem uma reputação serem capazes de sustentar pouca vida. Mas, o deserto abriga uma riqueza de vida que normalmente permanece escondida. Grandes santos da Igreja foram para o deserto a fim de viver uma vida ascética, uma luta interior no cominho da santidade. Para nós cristãos do século XXI, o deserto é o silêncio do nosso coração. E quando mergulhamos em nosso deserto nos deparamos conosco mesmos, com nossas imperfeições e pecados. Ai se trava a nossa luta interior. Jesus, depois de um longo tempo de exercício espiritual por meio do jejum, encontrou-se com o diabo e foi tentado três vezes. Com efeito, nos diz Santo Agostinho, nossa vida, enquanto somos peregrinos neste mundo, não pode estar livre de tentações, pois é através delas que se realiza nosso progresso e ninguém pode conhecer-se a si mesmo sem ter sido tentado. Ninguém pode vencer sem ter combatido, nem pode combater se não tiver inimigo e tentações. Quando rezamos o Pai – Nosso dizemos a Deus que não nos deixeis cair em tentação e não pedimos para que Deus nos livre delas.&lt;br /&gt;As tentações em nossa vida aparecem nos momentos em que estamos fragilizados, carentes e muitas vezes sem forças e Jesus estava com fome e com certeza cansado e com sede e dessa forma, seria uma presa fácil para o diabo. Na primeira tentação o diabo diz a Jesus para transformar as pedras em pães. É a tentação dos bens materiais. Muitas vezes somos levados a dar muito mais valor em coisas supérfluas do que naquilo que é realmente essencial em nossa vida. O mundo hodierno com suas ilusões nos conduz por caminhos distantes da uma espiritualidade, da própria religião, de Deus. Na segunda tentação de Jesus o diabo lhe oferece poder e glória. O príncipe deste mundo nos oferece dia-a-dia o poder, a riqueza a fama e para conseguirmos isso nos ajoelhamos diante do diabo nos momentos em que fazemos de tudo pelo poder, pelo dinheiro, pela glória. Na terceira tentação o diabo diz a Jesus para saltar do alto do Tempo de Jerusalém, pois se és o Filho de Deus, os anjos te guardarão. Nós também sofremos esta tentação de tentarmos Deus. Queremos em nossas orações que nossos pedidos sejam rapidamente atendidos, fazemos um acordo com Deus: “se o Senhor me der isso ou aquilo e faço isso e cumpro aquilo”. &lt;br /&gt;Mas Jesus venceu a tentação, o diabo foi embora para voltar no tempo oportuno. O mais interessante é que todas as vezes em que Jesus era submetido à tentação, ele dizia: “ Diz a escritura”. Se quisermos vencer a tentação em nossa carne devemos aprofundar a cada dia na palavra de Deus, ela é luz para os nossos passos.&lt;br /&gt;Portanto, o próprio Jesus nos representou naquele momento no deserto. Cristo foi tentado no deserto, mas éramos cada um de nós tentado junto com Ele, pois Ele assumiu a nossa natureza, a nossa condição humana, assumiu as nossas tentações para nos dar a vitória. Se nele fomos tentados, nele venceremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir. Bento Soares, obl. OSB&lt;br /&gt;Mosteiro de São Bento de Pouso Alegre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-9198500961622395546?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/9198500961622395546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/02/formacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/9198500961622395546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/9198500961622395546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/02/formacao.html' title='FORMAÇÃO'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S4V_cFXMmjI/AAAAAAAAAEA/55dwQGHKuvc/s72-c/quaresma2008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-3870851842095364074</id><published>2010-02-21T18:17:00.000-08:00</published><updated>2010-02-21T18:20:28.810-08:00</updated><title type='text'>QUARESMA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S4Hp4YAVA3I/AAAAAAAAAD4/XSlTuNVbdrA/s1600-h/Jesus.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 229px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S4Hp4YAVA3I/AAAAAAAAAD4/XSlTuNVbdrA/s320/Jesus.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440886979566044018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Comentário de Dom Jesús Sanz Montes, ofm, bispo de Huesca e de Jaca (Espanha).&lt;br /&gt;www.zenit.org&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No pórtico da Quaresma recém-começada, encontramos Jesus tentado pelo diabo. A Bíblia tem vários nomes para este personagem, mas em todos subjaz a mesma incumbência da sua missão: o que separa, o que arranca; diabo, dia-bolus: o que divide. O demônio – no meio do mundo que o ignora e o torna frívolo – está mais presente que nunca: nos medos, nos dramas, nas mentiras e nos vazios do homem pós-moderno, aparentemente descontraído, brincalhão e divertido.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com Jesus, como com todos, o diabo procurará fazer uma única tentação, ainda que com diversos matizes: romper a comunhão com Deus Pai. Para este fim, todos os meios serão aptos, desde citar a própria Bíblia até fantasiar-se de anjo da luz. As três tentações de Jesus são um exemplo muito atual: da tua fome, converte as pedras em pão; das tuas aspirações, torna-te dono de tudo; da tua condição de filho de Deus, coloca a tua proteção à prova. Em outras palavras: o dia-bolus buscará conduzir Jesus por um caminho no qual Deus ou é banal e supérfluo, ou é inútil e nocivo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Prescindir de Deus porque eu reduzo minhas necessidades a um pão que eu mesmo posso fabricar, como se fosse minha própria mágica (1ª tentação). Prescindir de Deus modificando seu plano sobre mim, incluindo aspirações de domínio que não têm a ver com a missão que Ele me confiou (2ª tentação). Prescindir de Deus banalizando sua providência, fazendo dela um capricho ou uma diversão (3ª tentação).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Isso se torna atual se formos traduzindo, com nomes e cores, quais são as tentações reais (!) que separam – cada um e todos juntos – de Deus e, portanto, dos outros também. A tentação do deus-ter (em todas as suas manifestações de preocupação pelo dinheiro, pela acumulação, pelas “devoções” a loterias e jogos, pelo consumismo). A tentação do deus-poder (com todo o leque de pretensões de ascensão, que confundem o serviço aos demais com o servir-se dos demais, para os próprios interesses e controles). A tentação do deus-prazer (com tantas, tão infelizes e sobretudo tão desumanizadoras formas de praticar o hedonismo, tentando censurar inutilmente nossa limitação e finitude).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quem duvida de que existem mil diabos, que nos encantam e seduzem a partir da chantagem das suas condições e, apresentando tudo como fácil e atrativo, nos separam de Deus, dos demais e de nós mesmos?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jesus venceu o diabo. A Quaresma é um tempo para voltarmos ao Senhor, unindo novamente tudo o que o tentador separou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-3870851842095364074?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/3870851842095364074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/02/quaresma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3870851842095364074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3870851842095364074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/02/quaresma.html' title='QUARESMA'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S4Hp4YAVA3I/AAAAAAAAAD4/XSlTuNVbdrA/s72-c/Jesus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-32971178659068625</id><published>2010-02-09T17:34:00.001-08:00</published><updated>2010-02-09T17:34:52.430-08:00</updated><title type='text'>VIDA DE SANTA ESCOLÁSTICA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S3INLDAY9EI/AAAAAAAAADw/wqDIbD1u98Q/s1600-h/santa_escolastica__virgen.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 164px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S3INLDAY9EI/AAAAAAAAADw/wqDIbD1u98Q/s320/santa_escolastica__virgen.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436422183626273858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O nome de Santa Escolástica, irmã de São Bento, nos leva para o século V, para o primeiro mosteiro feminino ocidental, fundamentado na vida em comum, conceito introduzido na vida dos monges por ele. Foi o primeiro a orientar para servir a Deus não "fugindo do mundo" através da solidão ou da penitência itinerante, como os monges orientais, mas vivendo em comunidade duradoura e organizada, e dividindo rigorosamente o próprio tempo entre a oração, trabalho ou estudo e repouso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolástica e Bento, irmãos gêmeos, nasceram em Nórcia, região central da Itália, em 480. Eram filhos de nobres, o pai Eupróprio ficou viúvo quando eles nasceram, pois a esposa morreu durante o parto. Ainda jovem Escolástica se consagrou a Deus com o voto de castidade, antes mesmo do irmão, que estudava retórica em Roma. Mais tarde, Bento fundou o mosteiro de Monte Cassino criando a Ordem dos monges beneditinos. Escolástica, inspirada por ele, fundou um mosteiro, de irmãs, com um pequeno grupo de jovens consagradas. Estava criada a Ordem das beneditinas, que recebeu este nome em homenagem ao irmão, seu grande incentivador e que elaborou as Regras da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muito poucos os dados da vida de Escolástica, e foram escritos quarenta anos depois de sua morte, pelo o santo papa Gregório Magno, que era um beneditino. Ele recolheu alguns depoimentos de testemunhas vivas para o seu livro "Diálogos" e escreveu sobre ela apenas como uma referência na vida de Bento, mais como uma sombra do grande irmão, pai dos monges ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta página expressiva contou que, mesmo vivendo em mosteiros próximos, os dois irmãos só se encontravam uma vez por ano, para manterem o espírito de mortificação e elevação da experiência espiritual. Isto ocorria na Páscoa e numa propriedade do mosteiro do irmão. Certa vez, Escolástica foi ao seu encontro acompanhada por um pequeno grupo de irmãs, quando Bento chegou também acompanhado por alguns discípulos. Passaram todo o dia conversando sobre assuntos espirituais e sobre as atividades da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando anoiteceu, Bento, muito rigoroso às Regras disse à irmã que era hora de se despedirem. Mas Escolástica pediu que ficasse para passarem a noite, todos juntos, conversando e rezando. Bento se manteve intransigente dizendo que deveria ir para suas obrigações. Neste momento ela se pôs a rezar com tal fervor que uma grande tempestade se formou com raios e uma chuva forte caiu a noite toda, e ele teve de ficar. Os dois irmãos puderam conversar a noite inteira. No dia seguinte o sol apareceu, eles se despediram e cada grupo voltou para o seu mosteiro. Essa seria a última vez que os dois se veriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três dias depois, em seu mosteiro Bento recebeu a notícia da morte de Escolástica, enquanto rezava olhando para o céu, viu a alma de sua irmã, penetrar no paraíso em forma de pomba. Bento mandou buscar o seu corpo e o colocou na sepultura que havia preparado para si. Ela morreu em 10 de fevereiro de 547, quarenta dias antes que seu venerado irmão Bento. Escolástica foi considerada a primeira monja beneditina e Santa, pela Igreja que escolheu o dia de sua morte para as homenagens litúrgicas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-32971178659068625?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/32971178659068625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/02/vida-de-santa-escolastica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/32971178659068625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/32971178659068625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/02/vida-de-santa-escolastica.html' title='VIDA DE SANTA ESCOLÁSTICA'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S3INLDAY9EI/AAAAAAAAADw/wqDIbD1u98Q/s72-c/santa_escolastica__virgen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-5571910999701143311</id><published>2010-02-09T17:28:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T19:09:36.306-08:00</updated><title type='text'>HESICASMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S3IMc-F3QbI/AAAAAAAAADo/BvQ3-q-tFe0/s1600-h/terco-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S3IMc-F3QbI/AAAAAAAAADo/BvQ3-q-tFe0/s320/terco-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436421392033071538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A «Oração de Jesus» &lt;br /&gt;Tradução: Pe. Pavlos Tamanini, hieromonge &lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentação &lt;br /&gt;Existe uma profunda relação entre a veneração milenar a Santa Face de Jesus Cristo (Mandylion) e outras devoções também dirigidas aos traços de sua Pessoa: seu Santo Nome, à Eucaristia (devoção por excelência), a seu Sagrado Coração. Com efeito, as quatro se  referem aos aspectos mais significativos do ser humano e todas, em ultima instância nos conduzem à Pessoa  em si do Deus encarnado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.A Face, expressão do interior e que nos relaciona com o outro.&lt;br /&gt;2.O coração, sede da vida e, por analogia, da emoção mais profunda e espiritual do ser humano, o amor. O amor é o que define Deus. Se era “O Que É” no Antigo Testamento, João o define como Amor no Novo Testamento. Desse Ser que  é Amor nós participamos. E este ser por essência, que é amor, se manifesta tornando-se um de nós com coração humano e palpitante.&lt;br /&gt;3.A Eucaristia, meio privilegiado escolhido por Cristo para permanecer realmente entre nós, escondido aos olhos físicos humanos, mas vivo e real aos olhos do espírito daqueles que crêem.&lt;br /&gt;4.O Nome, que define a Pessoa como um todo e, que quando o invocamos, como fez o cego de Jericó, suplicamos com ele à Pessoa que nomeia, implorando sua ajuda e misericórdia: «Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!» &lt;br /&gt;A oração do coração ou a oração da invocação de Jesus, remonta às origens do monacato. O primeiro a mencioná-la explicitamente foi Diadoco de Fotice, no século IV: «Os que não cessam de meditar nas profundezas de seu coração o Nome santo e glorioso de Jesus, poderão ver um dia a luz em seu espírito.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua origem, porém, é mais antiga, pois é já encontrada nos Evangelhos: «Jesus, Filho de Davi, tem  piedade de mim!», gritava com insistência o cego que estava à beira do caminho de Jericó. O mesmo clamavam os dez leprosos, nas terras de Samaria: «Jesus, Mestre, tem piedade de nós!» Todos foram curados, graças à sua fé e a profundidade de seu clamor. Esta invocação contínua do  Nome de Jesus feita de um desejo cheio de  doçura e de alegria, faz com que o espaço do coração se transborde em alegria ate a serenidade, até o pensamento não cessar de invocar o Nome de Jesus e o espírito estar totalmente atento à invocação do Nome divino; luz do conhecimento de Deus cobre com sua sombra toda a alma como uma nuvem inflamada em chamas. A oração Jesus é semelhante à oração do rosário de Maria em sua origem e objetivo: ambas têm suas raízes nos meios monásticos do Oriente (a oração de Jesus) e do Ocidente (rosário); ambas são orações de súplicas; em ambas imploramos aquilo que mais desejamos e necessitamos de verdade e que não sabemos, porque podemos desconhecer aquilo que desejamos; em ambas pedimos para que o Espírito fale em nós, utilizando para isto palavras da Escritura ou propostas pela Igreja e pela Tradição; ambas são orações para todas as pessoas, que recitadas com tranqüilidade e sem pressa, concentrando docilmente o ânimo no que dizemos, produzem sossego e, com o tempo e perseverança, a paz duradoura  e a restauração da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oração de Jesus, por sua brevidade, pode  ser rezada em qualquer lugar e em todas as horas. Mesmo que sua base seja a oração do cego de Jericó, pode ser dirigida por  pessoas variadas: «Jesus, Filho de Deus, tem piedade de nós!» Ou, «Jesus, Filho de Deus, por meio da Virgem Maria, tem compaixão de nós pecadores!» etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta  oração ajusta-se perfeitamente ao conselho evangélico: “É preciso orar incessantemente, sem desfalecer”. Se te sentires chamado a seguir este caminho da oração do coração, busca um bom conselheiro (pai espiritual) que te guie e começa já.  Deus irá fazendo o resto, se é que deseja que este seja a tua forma de te dirigires a Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Igreja respira com dois pulmões – Oriente e Ocidente – pode-se dizer que a oração de Jesus é a expressão mais característica da espiritualidade da Igreja Oriental. Pelo bem que tem feito e faz, e pela influência que atualmente tem no  Ocidente, vale a pena conhecer um pouco desta fonte escondida de piedade e espiritualidade. Para ampliar o conhecimento sobre o tema siga lendo outros fragmentos baseados em apontamentos traduzidos livremente do original em catalão, de Julià Maristany - SJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raízes Históricas da Oração de Jesus &lt;br /&gt;Jesus, salva-me! Kyrie eleison! Este clamor do coração que se encontra no centro da oração do Oriente procede diretamente do Evangelho: é o clamor do cego de Jericó e a súplica do publicano. Este pedido de auxílio é, antes de tudo, um ato de fé em Jesus Salvador. O próprio nome de Jesus significa « salva» e é uma confissão, no Espírito Santo, de que Ele é o Senhor. Recordemos que «ninguém pode pronunciar o Nome de Jesus sem a ajuda do Espírito Santo.» (I Cor 12,3). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome de Jesus não foi tão somente um nome que seus pais puseram-no quando nasceu --de acordo com o que  pediu José e Maria em sua Anunciação: «Lhes porás o nome de Jesus» -- mas é também um nome divino que lhe foi dado pelo Pai, tal como disse Jesus na Oração Sacerdotal (Jo 17,11): «Pai Santo, guarda-os em teu nome aqueles que me destes, para que sejam um, como o somos nós.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo também dirá em um hino, (Fl 2, 9-11) a propósito da humilhação e exaltação de Cristo:  «Foi-Lhe concedido o Nome que está acima de todo nome, para que, ao Nome de Jesus dobrem-se os joelhos, nos céus, na terra e nos abismos e toda língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.» A glória do cristão é proclamar este Nome, e a sua felicidade estará em sofrer por ele: «Se receberes insultos porque pregais em nome de Cristo, felizes sois vós! O espírito de glória, que é o Espírito de Deus, repousa sobre vós.» (IPd 4, 13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu Nome os cristãos são batizados; por causa de seu Nome, são perseguidos; por seu Nome sofreremos e seremos glorificados (Lc e At). Pedro confessa ante o Sinédrio  (At 4,2): «A salvação não se encontra em mais ninguém porque, sob o céu, Deus não  deu aos homens outro nome no qual possam ser salvos.» Paulo, depois de perseguir àqueles que invocavam o Nome do Senhor (At 9,14), dirige-se, em sua Carta aos Coríntios, a todos aqueles que invocam o Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, animando seu estimado discípulo Timóteo a buscar a fé  e a caridade com todos os que, com o coração puro, invocam o Nome do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos que fazem referência ao Nome de Jesus são inúmeros e pertencem a todas as tradições: Paulo, os Sinóticos e João. O Nome de Jesus é divino e forte. E quem o invoca, sempre é escutado. Ele mesmo disse  em Jo 16, 23-24: «Em verdade vos digo, que meu Pai os concederá tudo o que pedires se o fazeis em meu Nome. Até agora não haveis pedido nada em meu Nome; fazei-o em meu Nome e recebereis tudo o que pedis, e vossa alegria será plena.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nome de Jesus é Eucarístico: «Tudo o que façais, seja por palavras seja por obras, fazei em nome de Jesus, dirigindo ação de graças a Deus por meio dEle» (isto significa Eucaristia – Col 3, 17). Os textos de Efésios, Tessalonicenses e Lucas nos animam a orar  sempre e em toda a ocasião e constantemente. A invocação ao Senhor é uma oração interior, porque não sabemos o que pedir, para rezar como é devido; é Ele, o Espírito, quem ora em nosso lugar (Rm 8,26). E ninguém pode dizer «Jesus» se não é movido pelo Espírito Santo (1Cor 12,3). Assim, pois, o Novo Testamento legitima a invocação do Nome de Jesus e como ela nos insere na graça batismal. Esta invocação do Nome de Jesus não se converterá na Oração de Jesus até que  não se una ao desejo da oração contínua expressa nas invocações breves que contém o Nome do Senhor ou de Jesus. São Cassiano e Santo Agostinho dão testemunho da existência destas breves orações ou jaculatórias entre os eremitas do deserto do Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Padres do Deserto &lt;br /&gt;Os Padres do deserto retomam a  oração  do publicano no século IV. Ammonas, no deserto egípcio, aconselha que se conserve sempre no coração as palavras do publicano, para experimentar a salvação e Macário interrogado sobre como orar, ensina: «Não é necessário perder-se em palavras; é suficiente que estendais as mãos e digais: Senhor, como Tu queres e como Tu sabes, tem piedade! E se vier o combate (a tentação): Senhor, vem em meu auxilio! Ele sabe o que nos convém e terá misericórdia.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi Diadoco de Fótice, no século V, quem propôs invocar no fundo do coração sem interrupção ao Senhor Jesus e a seu santo e glorioso Nome, para purificar e unificar a alma dividida pelo pecado, e experimentar a Graça como base da perpétua recordação de Deus: Quando, recordando a Deus, fechamos as saídas do espírito, este só precisa que lhe deixem alguma atividade adequada para manter em ação seu natural dinamismo. Este é o momento de entregar-lhe a invocação do Nome de Jesus como única atividade em que pode concentrar-se tudo o que quer. Está escrito: «Ninguém pode dizer: Senhor Jesus, senão pelo Espírito Santo.» E Barsunufio insiste: «A nós débeis, só nos resta refugiarmo-nos no Nome de Jesus.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em Gaza, no deserto Palestino, onde os monges deram à invocação do Nome de Jesus uma formulação mais desenvolvida. O jovem Dositeo manteve sempre  a memória de Jesus durante a grave enfermidade da que deveria morrer. Seu pai espiritual, Doroteo, o havia ensinado a repetir sem descanso: «Filho de Deus, vem em meu auxilio!» Esta era sua oração contínua. E quando já estava tão enfraquecido que não podia repeti-la, deu-lhe a seguinte conselho: «Tem presente somente a Deus e pense que Ele está do teu lado.» Assim pois, encontramos que a tradição da invocação do Nome de Jesus ou,  Oração de Jesus, se estendia pela Palestina, quando tem início a segunda etapa em que se associa o hesicasmo sinaítico  ao do Monte Atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monte Atos &lt;br /&gt;Na segunda metade do século XII e ao longo do século XIV, floresceu no Monte Athos, a Santa Montanha de Macedônia, o   renascimento do ideal hesicasta. A oração de Jesus era acompanhada por uma disciplina da respiração, sistematizada por Nicéforo, o hesicasta, e por Gregório o Sinaíta. O método se baseia em retardar a respiração e buscar o lugar do coração dentro de si mesmo e se concentrar. Tudo isto, simultaneamente, com a invocação repetida da oração de Jesus; «Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim» – acompanhando a inspiração e a expiração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este movimento de interiorização se faz em dois tempos, segundo as duas partes que compõem a fórmula da oração: «Senhor Jesus, Filho de Deus» e «tem piedade de mim pecador.» O ritmo da respiração e  as batidas do coração participam também  da oração complementando-se mutuamente: em simultaneidade com a primeira parte da oração: os pulmões inspiram o nome de Jesus, o qual permite à diástole que o espírito se lance por inteiro fora de toda a matéria e, simultaneamente, a segunda parte da oração: «tem piedade de mim, pecador», os pulmões expiram o ar contaminado, na vez que, pela sístole do  coração, o espírito vem sobre si mesmo. A oração de Jesus tem pois,  certo aspecto técnico e precisa de um adestramento. Mas não se pode reduzir a uma simples mecânica, porque «ninguém pode dizer ‘Senhor Jesus’ senão por influxo do Espírito Santo» (1Cor 12,3). Isto não impede que  tais indicações dadas pelos monges,  sejam de uma grande ajuda, porque são fruto de sua própria experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hesicasmo &lt;br /&gt;A palavra hesiquia, em grego, traduz-se como  sendo um estado de tranqüilidade, de paz ou de repouso. Quem a possui  encontra-se equilibrado, vive em paz; as vezes  cala e guarda silêncio. Recorda a atitude que Platão afirma ser a do autêntico filósofo: mantém-se  tranqüilo e se ocupa daquilo que lhe é próprio. Também se ajusta às palavras do Livro dos Provérbios: «O homem sensato sabe se calar»; ou ao estilo  do solitário de quem  disse o Profeta Baruc: «É bom esperar em silêncio a Salvação do Senhor.» &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Novo Testamento, o próprio Cristo disse a seus discípulos; «Vinde a Mim todos os que estais cansados sob o peso de vosso fardo, e eu vos darei descanso. Tomai sobre sobre vós o meu jugo, e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis repouso (hesiquia) para vossas almas, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve».  (Mt 11, 28-29). Ammonas, sucessor de Santo Antônio do Egito, fala de como a hesiquia é o caminho próprio do monge e escreve uma carta mostrando que é o fundamento de todas as virtudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram os anacoretas os primeiros a se chamarem hesicastas. Se a virtude dos cenobitas (monges que vivem em comunidades) é a obediência,  a dos hesicastas (anacoretas ou solitários) é a oração perpétua. A busca da hesiquia é tão antiga como a vida monástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século VI São João Clímaco, abade do Monastério do Sinai e autor da «Escada do Paraíso», uniu a hesiquia e a Recordação de Jesus. A hesiquia é a adoração perpétua na presença de Deus: que a recordação de Jesus se una a tua respiração e rapidamente  te darás conta da utilidade da hesiquia. A oração ideal é a que elimina os raciocínios e se converte em uma só palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória de Jesus provê de forma e conteúdo este tipo de oração. A união  da memória (lembrança) de Jesus e a respiração será  novamente empreendida  por Hesiquio de Batos que já a chama Oração de Jesus: «Se, com sinceridade queres afugentar os pensamentos, viver em  quietude, sem dificuldade, e exercer a vigilância sobre teu coração, deves aderir a Oração de Jesus à tua respiração e  prontamente o conseguirás.» A união da respiração com a Oração de Jesus, em sua fórmula desenvolvida: «Senhor Jesus, Filho do Deus vivo, tem piedade de mim, pecador!», constituirá o fundamento do hesicasmo bizantino do Monte Atos, no século XIV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Quando rezares, inspira ao mesmo tempo e, que teu pensamento, dirigindo-se ao interior de ti mesmo, fixe tua meditação e tua visão no lugar do coração de onde brotam as lágrimas. Que tua atenção permaneça ali, tanto quanto te for possível. Será para ti de grande ajuda. Esta invocação de Jesus libera o espírito de sua atividade, outorga a paz, e ajuda e descobrir a Oração Incessante do coração, por graça do Espírito vivificante, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Filocalia &lt;br /&gt;Já em fins do século XVIII compila-se e traduz-se para o eslavo a Filocalia com o que a tradição hesicasta chegará primeiramente à Rússia, e logo à Romênia, e dali a toda à Europa Ortodoxa. A Filocalia (termo grego que significa amor ao belo e ao bom) está composta por uma antologia de textos ascéticos e místicos, recopilados por Macário de Corinto e Nicodemo, o Hagiorita. Foi publicada em Veneza, em 1782 e diz-se que ela constitui o breviário do hesicasmo. Sua publicação coincide com o renascimento da fé ortodoxa na Grécia do século XVIII e, ao ser traduzida  para o eslavo  por Paissy Velichkovsky,  e para a língua russa por Ignacio Brianchaninov, em 1857, marcou  a renovação do monaquismo oriental. A filocalia eslava foi utilizada pelo grande São Serafim de Sarov e constitui o núcleo dos relatos sinceros de um peregrino russo ao seu pai espiritual, pequena obra que apareceu em Kazan em 1870.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Relatos de um Peregrino Russo &lt;br /&gt;«Os Relatos de um Peregrino Russo» pertencem ao movimento literário russo do século XIX, no que tem de mais sereno e puro. O peregrino faz com que o leitor penetre no coração da vida russa, pouco depois da Guerra da Crimea e antes da abolição da servidão, ou seja, entre os anos de 1856 e 1861. Tudo está enquadrado numa planície imensa, com igrejas de cores claras e sinos refulgentes e sonoros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristão ortodoxo como é, sua preocupação é passar da «noite escura» à «noite luminosa»: a contemplação da Santíssima Trindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peregrino (strannik) descreve sua odisséia através da Rússia, que percorre com um alforje, contendo tão somente um pão seco e uma Bíblia. Em um monastério encontra um starets (pai espiritual) e o interroga sobre a maneira de praticar o conselho do apóstolo: orar sem cessar. O staretz lhe explica a prática da oração de Jesus. Submete-lhe – se se pode falar desse modo – a um regime de treinamento progressivo. Faz-lhe dizer a oração de Jesus, primeiro três mil vezes por dia, depois seis mil vezes e finalmente, doze mil vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo o peregrino deixa de contar o numero de orações; associa o “Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus, tem piedade de mim pecador!”, com cada respiração, com cada batida do coração. Chega o momento em que já não pronuncia nenhuma palavra: os lábios se calam e só resta escutar falar o coração. Assim, a oração de Jesus serve de alimento que sacia a fome, serve de bebida para sacia a sede, de repouso para a fadiga, de proteção contra os adversários e demais perigos; inspira as conversações que o peregrino tem com as pessoas que encontra, pessoas simples do povo, como ele. A fé do peregrino não é emotividade poética. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nutrido dos ensinamentos teológicos, todas as suas ações são guiadas pelo desejo da perfeição da vida espiritual, cuja meta última é a contemplação. Se a fé precede às obras, sem obras a fé não existe. Consegue ignorar o frio, a fome e a dor; a própria natureza lhe parece transfigurada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Arvores, ervas, terra, ar, luz, todas estas coisas me dizem que existem para o homem e, para o homem dão testemunho de Deus: todas oravam, todas cantavam a glória de Deus.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campesino, em seu peregrinar pelas estepes da Rússia invocando constantemente o Nome de Jesus e falando a todos da oração de Jesus, conheceu condenados a trabalhos forçados, desertores, nobres, membros de diferentes classes, sacerdotes do campo... Mas nada lhe detinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este pequeno livro popularizou esta oração, tanto no Oriente como no Ocidente. Graças a esta obra a Oração de Jesus ou a Oração do Coração, ultrapassou os muros dos monastérios para chegar à piedade popular. Já se disse que esta obra fez mais pela compreensão entre os cristãos que um sem número de reuniões teológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordemos Textos seletos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oração de Jesus, interior e constante, é a invocação contínua e ininterrupta do Nome de Jesus por meio dos lábios, do coração e da inteligência, sentindo sua presença em todas as partes e em todo momento, inclusive quando dormimos. Se expressa com estas palavras: ‘Senhor Jesus Cristo, tem piedade de mim!’ Aquele que se habitua a esta invocação sente um grande consolo e a necessidade de dizê-la sempre; e depois de um certo tempo já não podemos passar sem dizê-la, e, sozinha, ela nasce do interior.”»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Senta-te no silêncio e na solidão; inclina a cabeça e fecha os olhos; respira mais suavemente, olha com tua imaginação ao interior de teu coração, recolhe tua inteligência, quer dizer, teu pensamento da mente ao coração. De vez em quando repita silenciosamente ou simplesmente em espírito: “Senhor Jesus Cristo, tem piedade de mim!” Esforça-te por afastar todo pensamento, seja paciente e repita este exercício sempre.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Todo meu desejo estava fixo sobre uma só coisa: dizer a oração de Jesus e, desde que me consagrei a isto, estive tomado de alegria e de consolo. Era como se meus lábios e minha língua pronunciassem por si mesmas as palavras, sem esforço de minha parte.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Então senti como um rápido calor em meu coração, e tal amor por Jesus Cristo em meu pensamento, que me imaginei, a mim mesmo, ajoelhando-me a seus pés – Ah se pudesse vê-lo! – abraçando-o, beijando com ternura seus pés e agradecendo-lhe com lagrimas haver me permitido, em sua graça e seu amor, encontrar em seu nome tão grande consolo – a mim sua criatura indigna e pecadora. Em seguida sobreveio em meu coração um calor agradável que se expandiu para todo meu peito.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Algumas vezes meu coração resplandecia de alegria, parecia leve, pleno de liberdade e de consolo. As vezes eu sentia um amor ardente por Jesus Cristo e por todas as criaturas de Deus... As vezes, invocando o nome de Jesus, estava repleto de felicidade e, depois disto, conhecia o sentido destas palavras: “O reino de Deus está dentro de vós”»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relatos, são na verdade uma autobiografia? Ou um conto espiritual, ou uma obra de propaganda? Neste caso, de que meio emana? Trata-se de perguntas para as quais não temos respostas. Nem tudo está explicito, resplandecente como ouro. A oração de Jesus está apresentada, talvez excessivamente, como atuando ‘ex opere operato’. Um teólogo, um hegúmeno um sacerdote que tenha almas sob sua responsabilidade, se expressaria com maior sobriedade e prudência. Mas não poderia permanecer insensível ao frescor do relato, à sua aparente sensibilidade e tampouco à sua beleza espiritual e finalmente aos dons literários do autor. Os relatos tiveram continuação: uma segunda parte, atribuída ao mesmo autor que a primeira, apareceu vinte e seis anos depois e, nas mesmas condições misteriosas. A segunda parte é muito diferente. Ela teologa, reproduz conversas que foram feitas entre um professor e um starets, não tem a ingenuidade (talvez só aparente) e o encanto da obra primitiva e provavelmente não foram escritas pela mesma pena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significado da Oração de Jesus &lt;br /&gt;«Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador!» &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor: vem de «Kyrios» e é como dizer, Deus. Pois para dizer «Jesus é Senhor» é preciso a ajuda do Espírito Santo – Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus: é nome e mistério de Salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo: quer dizer Messias ou seja, Sacerdote, Profeta e Rei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Antigo Testamento o nome de Deus passa de nome pronunciável a indizível ou inefável, pelo que se substitui por Adonai para não permitir imagens sequer do nome de Deus. No Novo Testamento o Nome de Deus é pronunciável porque na nova economia Deus se une a nossa carne. «Porás o nome de Jesus, porque Ele salvará seu povo de seus pecados.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Oração Hesicasta ou Oração de Jesus contém toda a verdade dos Evangelhos e incorpora os dois grandes mistérios que caracterizam a revelação e a fé cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.A Encarnação - Jesus (humanidade) Filho de Deus e Senhor (divindade). &lt;br /&gt;2.A Trindade – Filho de Deus (o Pai) , Jesus - Senhor (Espírito Santo que nos dá a força para confessá-lo). &lt;br /&gt;É uma prece de adoração e penitência que, unida à inspiração, expressa acolhida e, unida à expiração, expressa o abandono. A Oração de Jesus aparece intimamente associada às atitudes de ‘metanóia’ (mudança interior, nova escala de valores); à compunção e humildade, à confiança segura e audaz, à atenção dos sentidos e, o coração, às palavras e à Presença; e em ultimo lugar, à hesiquia (busca da quietude e da autêntica unificação interior através da invocação do Nome de Jesus). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Oração de Jesus pode ser praticada de duas maneiras diferentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Livre: permite encher o vazio entre o tempo de oração e as atividades ordinárias da vida e unir-nos a Deus em momentos de trabalhos. &lt;br /&gt;2.Formal: concentrados e com afastados de toda outra atividade. Para isto, é bom estar sentado, com pouca luz, olhos fechados, segurando, se for preciso, um rosário oriental ou ocidental, que é um meio para nos concentrar melhor. &lt;br /&gt;Recomenda-se não mudar muito a fórmula escolhida desde o início, ainda que certas variações nos pareçam oportunas para evitar o tédio. Aos que começam, recomenda-se a alternativa entre a invocação pronunciada pelos lábios e a oração interior: «Quando se reza com a boca, há que se dizer a oração com calma, docemente, sem agitação alguma, para que a voz não atrapalhe ou distraia a atenção do espírito, até que este se habitue e possa rezar por si só, com a Graça do Espírito Santo.» &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas estas indicações não tem maior objetivo que alcançar a concentração em Jesus, do corpo, da alma e do espírito. De fato, as palavras que compõem a oração de Jesus variam segundo as épocas e os autores. A fórmula mais breve repete unicamente o Nome de«Jesus», e a mais longa diz: «Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, tem piedade de mim, pobre pecador!» Mas, uma vez escolhida, recomenda-se evitar o quanto possível variá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, no coração, ao estar integradas e unificadas todas as forças e partes do ser humano, «o coração absorve o Senhor e o Senhor absorve o coração, e os dois se fazem um.» E continua o texto: «Mas isto não é obra de um dia ou dois. Requer muito tempo. Há que se lutar muito e durante muito tempo para alcançar o afastamento do inimigo e a habitação de Cristo em nosso interior.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este estalo de amor no pobre coração humano o eleva acima de todas as criaturas. Não se trata, porém, de uma elevação que implique uma exclusão, mas o contrário: tal elevação de amor é uma inefável inclusão de tudo o que foi criado; é uma capacidade e potência de amor por todas as pessoas e coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaac, o Sírio, é quem melhor falou, no Oriente, deste amor universal, com uma ternura e simplicidade que recorda Francisco de Assis, no Ocidente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Que é um coração compassivo? É um coração que arde por toda a Criação: os seres humanos, pássaros, animais, demônios e por toda criatura. Quando pensa nisto e quando os vê, seus olhos se enchem de lágrimas. Tão intensa e violenta é sua compaixão, tão grande é sua constância que seu coração se encolhe e não pode suportar ouvir a presença do menor dano ou tristeza no seio da Criação. Por isso que, com lágrimas, intercede pelos animais irracionais, pelos inimigos da verdade e por todos os malfeitores, para que sejam preservados do mal e perdoados”. É a mesma compaixão que deve brotar do teu coração: uma compaixão sem limites, à imagem de Deus. Porém, nada pode ser forçado. A oração deve ir estabelecendo seu próprio ritmo e freqüência que é o ritmo que Deus quer para nós.» &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invocação do Nome de Jesus no Ocidente &lt;br /&gt;A Igreja Romana tem uma festa do Santo Nome de Jesus. Desde Pio X, esta festa é celebrada entre o domingo que fica entre o dia primeiro de Janeiro e a festa Epifania no dia 02 de janeiro. A liturgia e o ofício da festa foram compostos por Bernardino dei Busti (+1500) e aprovados pelo Papa Sixto IV. Originalmente era restrita aos conventos franciscanos e, mais tarde, foi estendida para  toda Igreja de Roma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo retrocede à época em que foram compostos e difere muito do antigo estilo romano. Não se pode mais que admirar a beleza das leituras das Escrituras e das homilias de São Bernardo escolhidas para as matinas. Os hinos ‘Jesu dulcis memória, Jesu rex admirabilis’, atribuídos também a São Bernardo, foram tomados, na verdade, de um ‘jubilus’, escrito por um desconhecido do século XII. As litânias do Santo Nome de Jesus, aprovadas por Sixto V, são de origem incerta; talvez foram compostas, no início do século XV, por São Bernardino de Sena e São João Capistrano. Essas Litanias, tal como mostram a invocações; “Jesus, esplendor do Pai; Jesus, sol de Justiça; Jesus, doce e humilde coração; Jesus, aficionado da castidade, etc” estão consagrados mais aos atributos de Jesus que ao seu próprio Nome. Poderia, até certo ponto, comparar-se ao “Akathistos do Doce Nome de Jesus”, da Igreja Ortodoxa. É sabido que  aquela devoção esteve cercada pelo monograma JHS, que não significa, como muitas vezes se diz, “Jesus Hominum Salvator”, senão  que, simplesmente, apresenta uma abreviação do nome de Jesus. Os jesuítas, colocando uma cruz sobre o H, fizeram deste monograma o emblema da Companhia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1564, o Papa Pio IV aprovou a Fraternidade dos Muitos Nomes de Deus e de Jesus, que se transformou, mais tarde na ‘Sociedade do Santo Nome de Jesus’, ainda existente. Esta fundação foi conseqüência do Concílio de Lyon, em 1274, que prescreveu uma devoção especial ao Nome de Jesus. A Inglaterra do século XV usava um «Jesus Psalter», composto por Richard Whytfor, que compreende uma série de petições, das quais, cada uma inicia pela tríplice menção ao Nome sagrado que ainda está em uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande propagador da devoção do Nome de Jesus, durante a Baixa Idade Média, foi São Bernardino de Sena (1380-1444). Recomendava levar tabuinhas nas quais estava escrito o símbolo JHS. São João de Capistrano, discípulo de Bernardino, era também um propagador fervoroso da devoção do Nome de Jesus. Ambos os santos pertenciam à família religiosa de São Francisco de Assis. Sabe-se que o próprio Francisco enternecia-se com o Nome de Jesus. O culto do Santo Nome de Jesus se transformou em uma tradição franciscana. É muito significativo que uma versão italiana das “Floricillas” realizada em Trevi, em 1458, por um irmão menor da Ordem de São Bernardino, contenha um capítulo adicional sobre o testemunho da devoção que São Francisco tinha pelo Nome de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, porém, foi Bernardo de Claraval, no século XII, o mais inspirado devoto do Nome de Jesus, sobretudo em seu sermão XV, sobre o «Cantar dos Cantares.» Comentando a assimilação do Nome de Jesus ao azeite derramado feita pelo Cantar, desenvolve a idéia de que «o Nome Sagrado, como o azeite, ilumina, unge.» Não é na luz desse Nome que Deus nos chamou à sua admirável luz? Recorda-nos os hesicastas: «O nome de Jesus não é somente uma luz, mas também alimento.» E, finalmente: «Se escreves, eu não gosto de teus escritos, a menos que eles lembrem o nome de Jesus. Se discutes ou pronuncias uma conferência, não gosto de tua palavra, a menos que ressoe nelas o Nome de Jesus. Pois Jesus é mel na boca, melodia para o ouvido, alegria para o coração... Porém, o Nome de Jesus é também um remédio. Alguém de nós está triste? Que Jesus chegue ao seu coração e, dali, Ele brote na sua boca ... Alguém cai em crime? Se invoca o nome mesmo da vida, não respirará ao mesmo tempo o ar da vida?» &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas passagens contém a mais profunda Teologia sobre o Nome Sagrado de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edição: Pe. André Sperandio, hieromonge&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-5571910999701143311?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/5571910999701143311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/02/hesicasmo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5571910999701143311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/5571910999701143311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/02/hesicasmo.html' title='HESICASMO'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S3IMc-F3QbI/AAAAAAAAADo/BvQ3-q-tFe0/s72-c/terco-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-7754714397150972708</id><published>2010-01-13T12:20:00.000-08:00</published><updated>2010-01-13T12:23:44.190-08:00</updated><title type='text'>TU ÉS PEDRO!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S04rw4rKAAI/AAAAAAAAADg/iPKkpRnPJ_Y/s1600-h/5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 258px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S04rw4rKAAI/AAAAAAAAADg/iPKkpRnPJ_Y/s320/5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426322719875137538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"A autoridade papal fica de pé"&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Padre Elílio Faria Mattos Jr.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio ocorrido na noite de Natal deste ano na Basílica de São Pedro em Roma é, de certa forma, um símbolo dos tempos atuais. O Papa, Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, cai. A mitra, símbolo de sua autoridade, rola no chão. A férula, que representa a sua missão de pastor universal, é derrubada pelo homem moderno, desorientado, confuso e como que fora-de-si. Louca ou não, a jovem de 25 anos que provocou o incidente bem representa o mundo de hoje, que joga por terra a autoridade e as palavras do Romano Pontífice, que, nas palavras da grande Santa Catarina de Siena, é «o doce Cristo na Terra». A jovem é louca? Não sei. Mas sei que o é, e muito, o mundo que rejeita Deus e o seu Cristo para abraçar o vazio e caminhar nas trevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bento XVI se ergue rápido e continua seu caminho. Celebra a Santa Missa, que é o que há de mais sublime sobre a face da Terra, rende o verdadeiro culto a Deus e conserva-se em seu lugar, como pastor colocado à frente do rebanho pelo Pastor Eterno, bispo e guarda de nossas almas (cf. IPd 2,25). Na homilia, o Santo Padre cita a regra de São Bento. Hoje, Bento, aquele de Núrsia, fala pela boca de Bento, o Papa: «Nihil Deo praeponere» - nada antepor a Deus. É a este nosso mundo que Bento XVI dirige essas palavras carregadas de verdade. É a esta nossa cultura agnóstica, relativista, pragmática, corrupta, materialista e niilista que o Papa exorta. Cultura que, nas palavras de alguns, se gaba de ser «pós-moderna»... Cultura que rejeita cultivar a verdade... Cultura que há tanto deixou de ser cultura...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;«Nada antepor a Deus». Bento XVI já havia dito aos bispos da Igreja: «No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus... Conduzir os homens para Deus, para o Deus que fala na Bíblia: tal é a prioridade suprema e fundamental da Igreja e do Sucessor de Pedro neste tempo» (Carta aos bispos, 10 de março de 2009).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Depois da queda, o Papa se coloca de pé e age como se nada tivesse acontecido. Assim tem sido seu pontificado: muitas vezes incompreendido pelos homens, inclusive católicos – e por que não dizer: sobretudo católicos? -, Bento XVI não desiste de levar a cabo sua missão, como Cristo a caminho do Calvário, a fim de oferecer a Deus a consciência pura do dever cumprido. Como se nada acontecesse, como se incompreensões, ultrajes e rebeliões, ainda que disfarçadas e silenciosas, não houvessem; como se o desprezo  a Cristo não lhe ferisse o coração; como se a recusa de Deus não lhe contristasse a alma, Bento XVI se dirige ao altar da Cruz. Está apoiado na esperança que não decepciona.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se a autoridade do Sucessor de São Pedro é jogada no chão pelos homens atuais, isso não significa que ela tenha caído do lugar que lhe reservou Deus. Cristo também caiu - e por três vezes -, mas está de pé. Traz, sim, as marcas da paixão, mas está de pé para sempre: "Vi um Cordeiro de pé, como que imolado"(Ap 5,6). O Papa está de pé, e com ele a Igreja que lhe foi confiada, e assim ficará até a vinda gloriosa de Nosso Senhor, que disse: «Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. As portas do inferno nunca prevalecerão contra ela» (Mt 16, 18). «Non praevalebunt» - as forças negativas do mal, ainda que deixem certas marcas, nunca hão de vencer o Bem, que é Deus. E é Deus quem sustenta na Terra a sua Igreja e o Papa que colocou à frente do rebanho de Cristo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-7754714397150972708?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/7754714397150972708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/tu-es-pedro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/7754714397150972708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/7754714397150972708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/tu-es-pedro.html' title='TU ÉS PEDRO!'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S04rw4rKAAI/AAAAAAAAADg/iPKkpRnPJ_Y/s72-c/5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-468125866785174537</id><published>2010-01-08T10:55:00.000-08:00</published><updated>2010-01-08T10:58:12.567-08:00</updated><title type='text'>Santos Reis Magos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S0eANzoXVmI/AAAAAAAAADY/krxWjwaQT-E/s1600-h/reis_magos.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 286px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S0eANzoXVmI/AAAAAAAAADY/krxWjwaQT-E/s320/reis_magos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424445250877216354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bento XVI: “os Magos, mestres de humildade”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não confiaram somente na própria sabedoria”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Os Magos foram os primeiros, de uma extensa fila, que souberam encontrar Cristo em sua própria vida e conseguiram chegar àquele que é a luz do mundo, porque foram humildes e não confiaram somente na própria sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim afirmou Bento XVI, na manhã de ontem, Solenidade da Epifania do Senhor, durante a celebração da Missa na Basílica vaticana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Belém, explicou, chegaram “não os poderosos e os reis da terra, mas alguns Magos, personagens desconhecidos, talvez vistos com certa suspeita e, em todo caso, indignos de uma atenção particular”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estes personagens provenientes do Oriente não são os últimos e sim os primeiros da grande procissão daqueles que, em todas as épocas da história, sabem reconhecer a mensagem da estrela, sabem caminhar pelos caminhos indicados pela Sagrada Escritura e sabem encontrar, assim, Aquele que é aparentemente fraco e frágil, mas capaz de dar a maior e mais profunda alegria ao coração de um homem”, recordou o Papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nele, de fato, manifesta-se a realidade estupenda de que Deus nos conhece e está próximo de nós; de que sua grandeza e poder não se expressam na lógica do mundo, mas na lógica de uma criança indefesa, cuja força é só a do amor a nós confiado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presentes dos Magos, ato de justiça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papa lembrou que os Magos levaram presentes a Jesus: ouro, incenso e mirra. “Não são certamente presentes que respondam a necessidades primárias”, admitiu, destacando que naquele momento “a Sagrada Família teria tido muito mais necessidade de algo diferente do incenso e da mirra; tampouco o ouro poderia ser imediatamente útil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes presentes, todavia, “têm um significado profundo: é um ato de justiça”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o costume oriental, “representam o reconhecimento de uma pessoa como Deus e Rei, quer dizer, são um ato de submissão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A consequência decorrente é imediata. Os Magos não podem prosseguir por seu caminho”, esclareceu. “Foram levados para sempre ao caminho do Menino, que lhes fará desentenderem-se dos grandes e poderosos deste mundo e os levará Àquele que nos espera entre os pobres, o caminho do amor que por si só pode transformar o mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não só os Magos se colocaram em caminho, mas, a partir daquele ato, começou algo novo, traçou-se uma nova via, chegou ao mundo uma nova luz que não se apagou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta luz, disse o Papa, “não pode ser ignorada pelo mundo: os homens se moverão até aquele Menino e serão iluminados pela alegria que somente Ele sabe dar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância da humildade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, destacou o Papa, ainda que os poucos de Belém que reconheceram o Messias se converteram em muitos ao longo da história, “os fiéis em Jesus Cristo sempre parecem poucos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Muitos avistaram a estrela, mas poucos entenderam sua mensagem”, constatou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Qual é a razão pela qual alguns encontram e outros não? O que abre os olhos e o coração? O que falta àqueles que permanecem indiferentes, àqueles que indicam o caminho, mas não se movem?, questiona o Papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O obstáculo que impede, explicou o Papa, é “a demasiada segurança em si mesmo, a pretensão de conhecer perfeitamente a realidade, a presunção de já ter formulado um juízo definitivo sobre as coisas, deixando assim o coração fechado e insensível à novidade de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que falta é a humildade autêntica, que sabe se sujeitar ao que há de maior, mas também o autêntico valor, que leva a acreditar no que é verdadeiramente grande, mesmo que manifestado em uma criança indefesa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta, acrescentou, “a capacidade evangélica de sermos pequenos de coração, entusiasmar-nos para caminhar por onde indica a estrela, pelo caminho de Deus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Senhor, todavia, tem o poder de nos fazer capazes de ver e de salvar-nos”, concluiu o Papa, pedindo para os fiéis “um coração sábio e inocente, que nos permita ver a estrela de sua misericórdia, nos guie em seu caminho, para que encontremos e sejamos inundamos pela grande luz e pela verdadeira alegria que Ele trouxe para o mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Innovative Media, Inc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reprodução dos serviços de Zenit requer a permissão expressa do editor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-468125866785174537?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/468125866785174537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/santos-reis-magos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/468125866785174537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/468125866785174537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/santos-reis-magos.html' title='Santos Reis Magos'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S0eANzoXVmI/AAAAAAAAADY/krxWjwaQT-E/s72-c/reis_magos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-7710126939813764366</id><published>2010-01-08T10:46:00.000-08:00</published><updated>2010-01-08T10:48:28.660-08:00</updated><title type='text'>PADRES DA IGREJA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;SÃO CIRILO E SÃO METÓDIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Papa Bento XVI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Aline Banchieri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Zenit&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Queridos irmãos e irmãs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu gostaria de falar dos santos Cirilo e Metódio, irmãos no sangue e na fé, chamados de apóstolos dos eslavos. Cirilo nasceu em Tessalônica, filho do magistrado imperial Leão, em 826-827; era o mais jovem dentre sete filhos. Sendo criança, aprendeu a língua eslava. Aos 14 anos, foi enviado a Constantinopla para educar-se e esteve acompanhado pelo jovem imperador Miguel III. Naqueles anos, foi introduzido nas diferentes disciplinas universitárias, entre outras, a dialética, tendo como professor Fócio. Depois de ter rejeitado um brilhante matrimônio, decidiu receber as ordens sagradas e se converteu em bibliotecário no Patriarcado. Pouco depois, desejando retirar-se à solidão, escondeu-se em um mosteiro, mas logo foi descoberto e lhe foi confiado o ensino das ciências sagradas e profanas, tarefa que desempenhou tão bem, que ganhou o apelativo de “filósofo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o irmão Miguel (nascido por volta do ano 815), após uma carreira na administração pública na Macedônia, por volta do ano 850 abandonou o mundo para retirar-se à vida monástica no Monte Olimpo, em Bitínia, onde recebeu o nome de Metódio (o nome monástico tinha de começar pela mesma letra do nome de batismo) e se converteu em arquimandrita do mosteiro de Polychron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atraído pelo exemplo do seu irmão, Cirilo também decidiu deixar o ensino para dedicar-se a meditar e rezar no Monte Olimpo. Pois bem, anos depois (por volta de 861), o governo imperial lhes encarregou uma missão entre os cázaros do mar de Azov, que pediram que lhes enviassem um literato que soubesse discutir com os judeus e com os sarracenos. Cirilo, acompanhado pelo seu irmão Metódio, viveu durante um longo tempo em Crimeia, onde aprendeu hebraico. Lá procurou também o corpo do Papa Clemente I, que teria sido desterrado nesse lugar. Encontrou sua tumba e, quando voltou com seu irmão, trouxe as preciosas relíquias. Ao chegar a Constantinopla, os dois irmãos foram enviados à Morávia pelo imperador Miguel III, a quem o príncipe da Morávia, Ratislau, havia feito uma petição concreta: “Nosso povo, desde que rejeitou o paganismo, observa a lei cristã; mas não temos um professor que seja capaz de nos explicar a verdadeira fé no nosso idioma”. A missão teve bem cedo um insólito êxito. Ao traduzir a liturgia para a língua eslava, os dois irmãos ganharam uma grande simpatia entre o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, no entanto, suscitou a hostilidade contra eles do clero franco, que havia chegado precedentemente à Morávia e considerava o território como pertencente à própria jurisdição eclesial. Para justificar-se, em 867, os dois irmãos viajaram a Roma. Durante esta viagem, detiveram-se em Veneza, onde houve uma acalorada discussão com os que defendiam a assim chamada “heresia trilíngue”: consideravam que havia somente três idiomas nos quais se podia louvar licitamente a Deus: hebraico, grego e latim. Obviamente, os dois irmãos se opuseram a isso com força. Em Roma, Cirilo e Metódio foram recebidos pelo Papa Adriano II, que foi ao seu encontro em procissão para acolher dignamente as relíquias de São Clemente. O Papa também havia compreendido a grande importância de sua excepcional missão. Desde a metade do primeiro milênio, de fato, os eslavos haviam se assentado em grande número naqueles territórios situados entre as duas partes do Império Romano, oriental e ocidental, que experimentavam tensões entre si. O Papa intuiu que os povos eslavos poderiam desempenhar o papel de ponte, contribuindo desse modo a conservar a união entre os cristãos de uma e de outra parte do império. Portanto, não hesitou em aprovar a missão dos dois irmãos na Grande Morávia, acolhendo a aprovando o uso do eslavo na liturgia. Os livros eslavos foram colocados no altar de Santa Maria de Phatmé (Santa Maria a Maior) e se celebrou a liturgia nas basílicas de São Pedro, Santo André e São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, em Roma, Cirilo ficou muito doente. Ao sentir que sua morte se aproximava, quis consagrar-se totalmente a Deus como monge em um dos mosteiros gregos da cidade (provavelmente em Santa Prassede) e tomou o nome monástico de Cirilo (seu nome de batismo era Constantino). Depois pediu com insistência ao seu irmão Metódio, quem, enquanto isso, havia sido consagrado bispo, que não abandonasse a missão na Morávia e que voltasse àquelas populações. Dirigiu esta invocação a Deus: “Senhor, meu Deus... escutai a minha oração e custodiai na fidelidade a vós o rebanho que me havias confiado... Libertai-os da heresia dos três idiomas, reuni todos na unidade e fazei que o povo que escolhestes viva a concórdia na autêntica fé e na reta confissão”. Ele faleceu no dia 14 de fevereiro de 869.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiel ao compromisso assumido com seu irmão, no ano seguinte, 870, Metódio voltou à Morávia e a Panoia (hoje Hungria), onde enfrentou novamente a violenta animadversão dos missionários francos que o prenderam. Não se desanimou e, quando foi libertado em 873, entregou-se ativamente à organização da Igreja, atendendo à formação de um grupo de discípulos. O mérito desses discípulos esteve em superar a crise que se desencadeou após a morte de Metódio, em 6 de abril de 885: perseguidos e presos, alguns desses discípulos foram vendidos como escravos e levados a Veneza, onde foram resgatados por um funcionário de Constantinopla, quem lhes permitiu voltar aos países dos eslavos balcânicos. Acolhidos na Bulgária, puderam continuar a missão começada por Metódio, difundindo o Evangelho na “terra de Hus”. Deus, em sua misteriosa providência, servia-se deste modo da perseguição para salvar a obra dos santos irmãos. Dela, resta também a documentação literária. Basta pensar nas obras como o Evangeliário (perícopes litúrgicos do Novo Testamento), o Saltério, vários textos litúrgicos em eslavo, nos quais trabalharam os dois irmãos. Após a morte de Cirilo, deve-se a Metódio e a seus discípulos, entre outras coisas, a tradução de toda a Sagrada Escritura, o Nomocanon e o Livro dos Padres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo brevemente o perfil espiritual dos dois irmãos, é preciso constatar antes de mais nada a paixão com que Cirilo se aproximou dos escritos de São Gregório Nazianzeno, aprendendo dele o valor do idioma na transmissão da Revelação. São Gregório havia expressado o desejo de que Cristo falasse através dele: “Sou servo do Verbo, por isso me coloco a serviço da Palavra”. Querendo imitar Gregório neste serviço, Cirilo pediu a Cristo que falasse em eslavo por ele. Introduziu sua obra de tradução com a invocação solene: “Escutai, eslavos, escutai a Palavra que procede de Deus, a Palavra que alimenta as almas, a Palavra que leva ao conhecimento de Deus”. Na verdade, já anos antes de que o príncipe da Morávia pedisse ao imperador Miguel III o envio de missionários à sua terra, parece que Cirilo e o irmão Metódio, rodeados por um grupo de discípulos, estavam trabalhando no projeto de recolher os dogmas cristãos em livros escritos em eslavo. Então se constatou com clareza a necessidade de contar com novos sinais gráficos, que fossem mais adequados à língua falada: nasceu assim o alfabeto glagolítico, que, posteriormente modificado, foi designado com o nome de “cirílico”, em honra de seu inspirador. Foi um fato decisivo para o desenvolvimento da civilização eslava em geral. Cirilo e Metódio estavam convencidos de que os diferentes povos não podiam considerar que haviam recebido plenamente a Revelação até que não a tivessem escutado em seu próprio idioma e lido nos caracteres próprios do seu alfabeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Metódio corresponde o mérito de permitir que a obra empreendida pelo seu irmão não fosse bruscamente interrompida. Enquanto Cirilo, o “filósofo”, tendia à contemplação, ele se orientava mais à vida ativa. Deste modo, pôde colocar as bases da sucessiva afirmação do que poderíamos chamar de “ideia cirilo-metodiana”, que acompanhou os povos eslavos nos diferentes períodos históricos, favorecendo o desenvolvimento cultural, nacional e religioso. Já o reconheceu o Papa Pio XI com a carta apostólica Quod Sanctum Cyrillum, na qual qualificava os dois irmãos como “filhos do Oriente, bizantinos de pátria, gregos de origem, romanos por sua missão, eslavos pelos frutos apostólicos” (AAS 19 [1927] 93-96). O papel histórico que eles desempenharam foi depois oficialmente proclamado pelo Papa João Paulo II que, com sua carta apostólica Egregiae virtutis viri, declarou-os copadroeiros da Europa junto a São Bento (AAS 73 [1981] 258-262).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, Cirilo e Metódio constituem um exemplo clássico do que hoje se indica com o termo “inculturação”: cada povo deve fazer que penetre na própria cultura a mensagem revelada e expressar a verdade salvífica com sua própria linguagem. Isso supõe um trabalho de “tradução” de muito empenho, pois exige encontrar termos adequados para voltar a propor – sem traí-la – a riqueza da Palavra revelada. Os dois santos irmãos deixaram, neste sentido, um testemunho particularmente significativo que a Igreja continua contemplando hoje para inspirar-se e orientar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para citar este artigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAPA, Bento XVI. Apostolado Veritatis Splendor: SÃO CIRILO E SÃO METÓDIO. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5918. Desde 29/09/2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-7710126939813764366?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/7710126939813764366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/padres-da-igreja.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/7710126939813764366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/7710126939813764366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/padres-da-igreja.html' title='PADRES DA IGREJA'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-548651048372773148</id><published>2010-01-07T14:25:00.001-08:00</published><updated>2010-01-07T14:25:47.549-08:00</updated><title type='text'>MARIOLOGIA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A SANTÍSSIMA VIRGEM E O APÓSTOLO SÃO JOÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Bíblia de Navarra&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito a Nossa Senhora, o apóstolo São João se encontra em situação privilegiada, ao confiar-lhe Jesus o cuidado de Sua Mãe quando está para morrer na Cruz. Ela estará desde então a seu lado. A João, como a nenhum outro, pôde falar a Santíssima Virgem de tudo aquilo que guardava no seu Coração (Lc 2,51).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Maria, diz o Evangelho, o Verbo Se fez carne. O próprio Filho do Eterno Pai faz-Se Filho do Homem, para que assim os filhos dos homens cheguem a ser filhos de Deus. O Canto da consolação,(Is 40,1-11) - falava da vinda de Deus aos que sofriam, pois Deus guiaria pessoalmente o Seu povo num novo êxodo para a Terra Prometida. Ao dizer que o Verbo Se fez carne, a figura da Mãe de Deus oculta-se discreta entre linhas. É o papel ordinário de Maria no Evangelho: passar despercebida, especialmente nos momentos de glória do Filho. Depois, como nenhuma outra criatura, participará do triunfo glorioso de Cristo, e será também, São João quem no-La descreve em todo o seu esplendor: «Um grande sinal apareceu no céu: uma mulher ves¬tida de sol, e sobre a sua cabeça uma coroa de doze estrelas» (Ap 12,21)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em João 2,1-11 narram-se as bodas de Caná, e em 19,25-27 a presença de Maria Santíssima no Calvário. Ambos os relatos tem entre si um claro paralelismo: a Virgem é designada como a Mãe de Jesus, e o Senhor chama-lhe «Mulher». Também, tanto em Caná como no Calvário, se fala da hora de Jesus. No primeiro caso, como de algo que ainda não tinha chegado, e, no segundo, como de uma realidade já presente. Essa «hora de Jesus» marcará toda a Sua vida até culminar na Cruz (Jo 7,30; 8,20). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Quando Ele realizou tudo o que julgou conveniente realizar - afirma Santo Agostinho-, então é quando chegou a hora assinalada: por Sua vontade e não pela necessidade, pelo Seu poder e não por exigência alguma» (In Ioam Evang.8,12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por seu lado, diz o Doutor Angélico que «se entende a hora da Paixão não como imposta pela necessidade, mas determinada pela divina Providência» (Comentário sobre S. João,2,3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que à primeira vista aparece no relato das bodas de Caná é a delicada caridade da Virgem Santíssima e a sua fé absoluta no poder de Jesus. Além disso, no fundo, significa que Maria intervém aqui, tal como no Calvário, intimamente vinculada à Redenção messiânica. Assim, Jesus ao converter em vinho a água destinada às purificações rituais dos judeus, insinua o começo dos tempos messiânicos. Com efeito, o vinho simboliza nos oráculos proféticos os tempos do Messias, quando os lagares estarão repletos de bom vinho (Am 9,13), e no monte Sião se celebrará um banquete de manjares suculentos e de vinhos olorosos (Is 25,6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O próprio Jesus fala do fruto da videira que se beberá no Reino (Mt 26,29), e contrapõe o vinho novo ao vinho velho (Mc 2,22). Por outro lado, o banquete das bodas de Caná evoca o banquete dos desposórios de Yahwéh com a filha de Sião, que significa a Antiga Aliança, (Is 54,4-8) assim como os desposórios de Cristo com a Igreja significam a Nova Aliança (Ef 5,25) aludidos também em algumas parábolas . Assim, pois, a figura da Santíssima Virgem e as palavras que se referem a ela há que contemplá-las à luz do sentido messiânico de toda a perícopa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São João contempla a Maternidade divina de Maria em toda a sua plenitude, sendo Mãe não só da Cabeça mas também de todos os membros do Corpo Místico de Cristo. Por isso, em vez do nome de Maria, no quarto Evangelho utilizam-se os títulos de «Mãe de Jesus» e de «Mulher», que têm um significado peculiar, relacionado com a sua maternidade espiritual; neste sentido chama Jesus em Caná a Sua Mãe «Mulher» (Jo 2,4). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E igualmente em 19,25-27, onde o Evangelho fala da presença de Nossa Senhora no Calvário; aqui, como em Caná, as palavras do Senhor têm um sentido mais profundo do que à primeira vista poderia parecer. Depois de ter confiado a João o cuidado de Maria, Jesus dá por consumada a Sua missão antes de morrer (19,28); então «já» estava tudo cumprido e não antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proclamação de Maria como Mãe do discípulo amado entra, pois, a fazer parte da obra salvífica, que, nesse momento, fica consumada. Portanto, além de um ato de piedade filial, trata-se de algo mais transcendente: a maternidade espiritual de Maria. Este é o momento em que a corredenção da Virgem Mãe adquire toda a sua força e sentido. Agora sim que advertimos como Maria esteve unida com Jesus, agora a maternidade divina de Nossa Senhora atinge toda a sua magnitude, agora a Virgem Santíssima é constituída Mãe espiritual de todos os crentes. O discípulo amado representa aqueles que seguirão o Mestre e no apóstolo João recebem Maria Santíssima como Mãe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra «Mulher» implica, além disso, certa solenidade e ênfase: a maioria dos autores inclinam-se à ver neste título uma clara alusão ao «proto-evangelho» (Gen 3,15),onde se fala do triunfo da mulher e da sua linhagem sobre a serpente. Tal alusão, além de estar avalizada pelo próprio texto (o uso do termo «Mulher»), é confirmada pelas interpretações dos Santos Padres, que falam do paralelismo entre Eva e Maria, semelhante ao que se dá, entre Adão e Cristo (Cfr Rom 5,12-14). Efectivamente, na Morte de Cristo temos o triunfo sobre a serpente, pois Jesus ao morrer redime-nos da escravidão do demônio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mors per Evam, vita per Mariam, a morte veio-nos por Eva, a vida por Maria" (S. Jerônimo, Epistola ad Eustochium, PL 22,408).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; «A primeira Eva _ ensina Santo Ireneu - desobedeceu a Deus, a segunda, pelo contrário, obedeceu-Lhe; assim a Virgem Maria pôde ser advogada da virgem Eva» (Adversus haereses,5,19,1). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Senhora «cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É por esta razão nossa mãe na ordem da graça» (Lumem Gentium, n.61). Assim Ela «continua no céu a exercer a sua missão maternal com os membros de Cristo, pela qual contribui para gerar e aumentar a vida divina em cada uma das almas dos homens redimidos» (Credo do Povo de Deus, n.o 15. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comenta Orígenes: «Atrevemo-nos a dizer que a flor das Escrituras são os Evangelhos e a flor dos Evangelhos é o de São João. Mas ninguém saberá compreender o seu sentido se não repousou no peito de Jesus e recebeu Maria como Mãe. Para ser como João, é preciso poder, como ele, ser mostrado por Jesus como outro Jesus. Com efeito, se Maria não teve outros filhos além de Jesus, e Jesus diz a Sua Mãe: 'Eis aí o teu filho' , e não 'eis aí outro filho', então é como se Ele dissesse: Aí tens Jesus, a quem tu deste a vida'. Efectivamente, qualquer pessoa que se identificou com Cristo já não vive para si, mas Cristo vive nele (cfr GaI2,20), e visto que nele vive Cristo, dele diz Jesus a Maria: 'Eis aí o teu filho: Cristo'» (In Ioann. Comm., 19,26-27. 138 Rom 6,1-14.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebemos pelo Batismo, pela participação na Morte e Ressurreição de Cristo (Rom 6,1-14), o dom da filiação divina (Jo 1,12-13), mas para chegar a viver essa identificação com Jesus «é preciso unirmo-nos a Ele pela fé, deixando que a Sua vida se manifeste em nós, de maneira que se possa dizer que cada cristão é, não já alter Christus, mas ipse Christus, o próprio Cristo!» (Cristo que passa, n. 104).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução ao Evangelho segundo São João – Bíblia de Navarra – Edições Theologica – Braga – 1994 – pag.1109 – 1113.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para citar este artigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NAVARRA, Bíblia de. Apostolado Veritatis Splendor: A SANTÍSSIMA VIRGEM E O APÓSTOLO SÃO JOÃO. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5678. Desde 14/04/2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-548651048372773148?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/548651048372773148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/mariologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/548651048372773148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/548651048372773148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/mariologia.html' title='MARIOLOGIA'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-1278094386459362858</id><published>2010-01-05T05:45:00.001-08:00</published><updated>2010-01-05T05:47:13.795-08:00</updated><title type='text'>PATROLOGIA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;OS PADRES APOSTÓLICOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Alessandro Lima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;01 - Os Padres Apostólicos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Patrologia inicia sua exposição normalmente com os escritos dos chamados "Padres Apostólicos". A literatura pós-apostólica que se estende de 90 a 160 dC deu surgimento a quatro gêneros literários que são uma continuidade das formas do NT. Inicia-se com cartas autênticas que eram endereçadas a comunidades inteiras e tinham o objetivo de serem divulgadas a outras comunidades. A liturgia, a vida em comunidade produziram novas formas de ensino, homilias e as primeiras produções poéticas cristãs. Estas obras respiravam plenamente o espírito do cristianismo primitivo, na medida em que foram compostas por discípulos dos apóstolos ou por autores mais próximos do tempo apostólico, invocando a Tradição Apostólica direta. "Os autores procuram mostrar aos fiéis com palavras simples o sentido da salvação revelada em Cristo, e fortalecê-los na esperança da volta do Senhor. Exortam a obedecer os pastores das comunidades e advertem contra as heresias e cismas. Não lhes interessa muito uma justificação científica do cristianismo ou de determinadas doutrinas teológicas, como acontecerá no séc. II com os apologetas" (Altaner/Stuiber 1978,43).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente se incluiu entre os "Padres Apostólicos" sete autores ou escritos. Jean-Baptiste Cotelier em 1672 publicou uma coletânea dos Padres da Igreja "que floreceram nos tempos apostólicos". Continha a Carta de Barnabé (normalmente considerada como apócrifo e não como escrito patrístico), as cartas de Clemente Romano, Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna e o Pastor de Hermas. Depois foram acrescentados os fragmentos de Pápias de Hierápolis e a Carta a Diogneto (normalmente classificada entre os "Padres Apologistas"), a Didaqué ou Doutrina dos Doze Apóstolos e o fragmento de Quadrato (também normalmente encontrada entre os "Padres Apologistas").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para citar este artigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIMA, Alessandro. Apostolado Veritatis Splendor: 01 - OS PADRES APOSTÓLICOS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/2661. Desde 05/04/2004.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-1278094386459362858?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/1278094386459362858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/patrologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/1278094386459362858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/1278094386459362858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/patrologia.html' title='PATROLOGIA'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-6060251991207453864</id><published>2010-01-03T18:54:00.000-08:00</published><updated>2010-01-03T19:01:57.523-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S0FaEl1T1zI/AAAAAAAAADI/ONY5HvUydbU/s1600-h/OgAAADglc89sTDbaWYABQUbqfsPxvFKVZOSlj78aKbhW4L5Oad4ANN21PteBzPteEWr_yx1MhUHT6bC8aZcA-D_dl3QAm1T1UGsVMB0f74g3ZDPv4jhCkXUOQPXo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S0FaEl1T1zI/AAAAAAAAADI/ONY5HvUydbU/s320/OgAAADglc89sTDbaWYABQUbqfsPxvFKVZOSlj78aKbhW4L5Oad4ANN21PteBzPteEWr_yx1MhUHT6bC8aZcA-D_dl3QAm1T1UGsVMB0f74g3ZDPv4jhCkXUOQPXo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422714461252474674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;MENSAGEM DE SUA SANTIDADE&lt;br /&gt;BENTO XVI&lt;br /&gt;PARA A CELEBRAÇÃO DO&lt;br /&gt;DIA MUNDIAL DA PAZ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 DE JANEIRO DE 2010&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SE QUISERES CULTIVAR A PAZ, PRESERVA A CRIAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Por ocasião do início do Ano Novo, desejo expressar os mais ardentes votos de paz a todas as comunidades cristãs, aos responsáveis das nações, aos homens e mulheres de boa vontade do mundo inteiro. Para este XLIII Dia Mundial da Paz, escolhi o tema: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. O respeito pela criação reveste-se de grande importância, designadamente porque «a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus»[1] e a sua salvaguarda torna-se hoje essencial para a convivência pacífica da humanidade. Com efeito, se são numerosos os perigos que ameaçam a paz e o autêntico desenvolvimento humano integral, devido à desumanidade do homem para com o seu semelhante – guerras, conflitos internacionais e regionais, actos terroristas e violações dos direitos humanos –, não são menos preocupantes os perigos que derivam do desleixo, se não mesmo do abuso, em relação à terra e aos bens naturais que Deus nos concedeu. Por isso, é indispensável que a humanidade renove e reforce «aquela aliança entre ser humano e ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho».[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Na encíclica Caritas in veritate, pus em realce que o desenvolvimento humano integral está intimamente ligado com os deveres que nascem da relação do homem com o ambiente natural, considerado como uma dádiva de Deus para todos, cuja utilização comporta uma responsabilidade comum para com a humanidade inteira, especialmente os pobres e as gerações futuras. Assinalei também que corre o risco de atenuar-se, nas consciências, a noção da responsabilidade, quando a natureza e sobretudo o ser humano são considerados simplesmente como fruto do acaso ou do determinismo evolutivo.[3] Pelo contrário, conceber a criação como dádiva de Deus à humanidade ajuda-nos a compreender a vocação e o valor do homem; na realidade, cheios de admiração, podemos proclamar com o salmista: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que lá colocastes, que é o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes?» (Sl 8, 4-5). Contemplar a beleza da criação é um estímulo para reconhecer o amor do Criador; aquele Amor que «move o sol e as outras estrelas».[4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Há vinte anos, ao dedicar a Mensagem do Dia Mundial da Paz ao tema Paz com Deus criador, paz com toda a criação, o Papa João Paulo II chamava a atenção para a relação que nós, enquanto criaturas de Deus, temos com o universo que nos circunda. «Observa-se nos nossos dias – escrevia ele – uma consciência crescente de que a paz mundial está ameaçada (…) também pela falta do respeito devido à natureza». E acrescentava que esta consciência ecológica «não deve ser reprimida mas antes favorecida, de maneira que se desenvolva e vá amadurecendo até encontrar expressão adequada em programas e iniciativas concretas».[5] Já outros meus predecessores se referiram à relação existente entre o homem e o ambiente; por exemplo, em 1971, por ocasião do octogésimo aniversário da encíclica Rerum novarum de Leão XIII, Paulo VI houve por bem sublinhar que, «por motivo de uma exploração inconsiderada da natureza, [o homem] começa a correr o risco de a destruir e de vir a ser, também ele, vítima dessa degradação». E acrescentou que, deste modo, «não só o ambiente material se torna uma ameaça permanente – poluições e lixo, novas doenças, poder destruidor absoluto – mas é o próprio contexto humano que o homem não consegue dominar, criando assim para o dia de amanhã um ambiente global que se lhe poderá tornar insuportável. Problema social de grande envergadura, este, que diz respeito à inteira família humana».[6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Embora evitando de intervir sobre soluções técnicas específicas, a Igreja, «perita em humanidade», tem a peito chamar vigorosamente a atenção para a relação entre o Criador, o ser humano e a criação. Em 1990, João Paulo II falava de «crise ecológica» e, realçando o carácter prevalecentemente ético de que a mesma se revestia, indicava «a urgente necessidade moral de uma nova solidariedade».[7] Hoje, com o proliferar de manifestações duma crise que seria irresponsável não tomar em séria consideração, tal apelo aparece ainda mais premente. Pode-se porventura ficar indiferente perante as problemáticas que derivam de fenómenos como as alterações climáticas, a desertificação, o deterioramento e a perda de produtividade de vastas áreas agrícolas, a poluição dos rios e dos lençóis de água, a perda da biodiversidade, o aumento de calamidades naturais, o desflorestamento das áreas equatoriais e tropicais? Como descurar o fenómeno crescente dos chamados «prófugos ambientais», ou seja, pessoas que, por causa da degradação do ambiente onde vivem, se vêem obrigadas a abandoná-lo – deixando lá muitas vezes também os seus bens – tendo de enfrentar os perigos e as incógnitas de uma deslocação forçada? Com não reagir perante os conflitos, já em acto ou potenciais, relacionados com o acesso aos recursos naturais? Trata-se de um conjunto de questões que têm um impacto profundo no exercício dos direitos humanos, como, por exemplo, o direito à vida, à alimentação, à saúde, ao desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Entretanto tenha-se na devida conta que não se pode avaliar a crise ecológica prescindindo das questões relacionadas com ela, nomeadamente o próprio conceito de desenvolvimento e a visão do homem e das suas relações com os seus semelhantes e com a criação. Por isso, é decisão sensata realizar uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento e também reflectir sobre o sentido da economia e dos seus objectivos, para corrigir as suas disfunções e deturpações. Exige-o o estado de saúde ecológica da terra; reclama-o também e sobretudo a crise cultural e moral do homem, cujos sintomas há muito tempo que se manifestam por toda a parte.[8] A humanidade tem necessidade de uma profunda renovação cultural; precisa de redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos. As situações de crise que está atravessando, de carácter económico, alimentar, ambiental ou social, no fundo são também crises morais e estão todas interligadas. Elas obrigam a projectar de novo a estrada comum dos homens. Impõem, de maneira particular, um modo de viver marcado pela sobriedade e solidariedade, com novas regras e formas de compromisso, apostando com confiança e coragem nas experiências positivas realizadas e rejeitando decididamente as negativas. É o único modo de fazer com que a crise actual se torne uma ocasião para discernimento e nova projectação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Porventura não é verdade que, na origem daquela que em sentido cósmico chamamos «natureza», há «um desígnio de amor e de verdade»? O mundo «não é fruto duma qualquer necessidade, dum destino cego ou do acaso, (…) procede da vontade livre de Deus, que quis fazer as criaturas participantes do seu Ser, da sua sabedoria e da sua bondade».[9] Nas suas páginas iniciais, o livro do Génesis introduz-nos no projecto sapiente do cosmos, fruto do pensamento de Deus, que, no vértice, colocou o homem e a mulher, criados à imagem e semelhança do Criador, para «encher e dominar a terra» como «administradores» em nome do próprio Deus (cf. Gn 1, 28). A harmonia descrita na Sagrada Escritura entre o Criador, a humanidade e a criação foi quebrada pelo pecado de Adão e Eva, do homem e da mulher, que pretenderam ocupar o lugar de Deus, recusando reconhecer-se como suas criaturas. Em consequência, ficou deturpada também a tarefa de «dominar» a terra, de a «cultivar e guardar» e gerou-se um conflito entre eles e o resto da criação (cf. Gn 3, 17-19). O ser humano deixou-se dominar pelo egoísmo, perdendo o sentido do mandato de Deus, e, no relacionamento com a criação, comportou-se como explorador pretendendo exercer um domínio absoluto sobre ela. Mas o verdadeiro significado do mandamento primordial de Deus, bem evidenciado no livro do Génesis, não consistia numa simples concessão de autoridade, mas antes num apelo à responsabilidade. Aliás, a sabedoria dos antigos reconhecia que a natureza está à nossa disposição, mas não como «um monte de lixo espalhado ao acaso»,[10] enquanto a Revelação bíblica nos fez compreender que a natureza é dom do Criador, o Qual lhe traçou os ordenamentos intrínsecos a fim de que o homem pudesse deduzir deles as devidas orientações para a «cultivar e guardar» (cf. Gn 2, 15).[11] Tudo o que existe pertence a Deus, que o confiou aos homens, mas não à sua arbitrária disposição. E quando o homem, em vez de desempenhar a sua função de colaborador de Deus, se coloca no lugar de Deus, acaba por provocar a rebelião da natureza, «mais tiranizada que governada por ele».[12] O homem tem, portanto, o dever de exercer um governo responsável da criação, preservando-a e cultivando-a.[13]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Infelizmente temos de constatar que um grande número de pessoas, em vários países e regiões da terra, experimenta dificuldades cada vez maiores, porque muitos se descuidam ou se recusam a exercer sobre o ambiente um governo responsável. O Concílio Ecuménico Vaticano II lembrou que «Deus destinou a terra com tudo o que ela contém para uso de todos os homens e povos».[14] Por isso, a herança da criação pertence à humanidade inteira. Entretanto o ritmo actual de exploração põe seriamente em perigo a disponibilidade de alguns recursos naturais não só para a geração actual, mas sobretudo para as gerações futuras.[15] Ora não é difícil constatar como a degradação ambiental é muitas vezes o resultado da falta de projectos políticos clarividentes ou da persecução de míopes interesses económicos, que se transformam, infelizmente, numa séria ameaça para a criação. Para contrastar tal fenómeno, na certeza de que «cada decisão económica tem consequências de carácter moral»,[16] é necessário também que a actividade económica seja mais respeitadora do ambiente. Quando se lança mão dos recursos naturais, é preciso preocupar-se com a sua preservação prevendo também os seus custos em termos ambientais e sociais, que se devem contabilizar como uma parcela essencial da actividade económica. Compete à comunidade internacional e aos governos nacionais dar os justos sinais para contrastar de modo eficaz, no uso do ambiente, as modalidades que resultem danosas para o mesmo. Para proteger o ambiente e tutelar os recursos e o clima é preciso, por um lado, agir no respeito de normas bem definidas mesmo do ponto de vista jurídico e económico e, por outro, ter em conta a solidariedade devida a quantos habitam nas regiões mais pobres da terra e às gerações futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Na realidade, é urgente a obtenção de uma leal solidariedade entre as gerações. Os custos resultantes do uso dos recursos ambientais comuns não podem ficar a cargo das gerações futuras. «Herdeiros das gerações passadas e beneficiários do trabalho dos nossos contemporâneos, temos obrigações para com todos, e não podemos desinteressar-nos dos que virão depois de nós aumentar o círculo da família humana. A solidariedade universal é para nós não só um facto e um benefício, mas também um dever. Trata-se de uma responsabilidade que as gerações presentes têm em relação às futuras, uma responsabilidade que pertence também a cada um dos Estados e à comunidade internacional».[17] O uso dos recursos naturais deverá verificar-se em condições tais que as vantagens imediatas não comportem consequências negativas para os seres vivos, humanos e não humanos, presentes e vindouros; que a tutela da propriedade privada não dificulte o destino universal dos bens;[18] que a intervenção do homem não comprometa a fecundidade da terra para benefício do dia de hoje e do amanhã. Para além de uma leal solidariedade entre as gerações, há que reafirmar a urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade entre os indivíduos da mesma geração, especialmente nas relações entre os países em vias de desenvolvimento e os países altamente industrializados: «A comunidade internacional tem o imperioso dever de encontrar as vias institucionais para regular a exploração dos recursos não renováveis, com a participação também dos países pobres, de modo a planificar em conjunto o futuro».[19] A crise ecológica manifesta a urgência de uma solidariedade que se projecte no espaço e no tempo. Com efeito, é importante reconhecer, entre as causas da crise ecológica actual, a responsabilidade histórica dos países industrializados. Contudo os países menos desenvolvidos e, de modo particular, os países emergentes não estão exonerados da sua própria responsabilidade para com a criação, porque o dever de adoptar gradualmente medidas e políticas ambientais eficazes pertence a todos. Isto poder-se-ia realizar mais facilmente se houvesse cálculos menos interesseiros na assistência, na transferência dos conhecimentos e tecnologias menos poluidoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Um dos nós principais a enfrentar pela comunidade internacional é, sem dúvida, o dos recursos energéticos, delineando estratégias compartilhadas e sustentáveis para satisfazer as necessidades de energia da geração actual e das gerações futuras. Para isso, é preciso que as sociedades tecnologicamente avançadas estejam dispostas a favorecer comportamentos caracterizados pela sobriedade, diminuindo as próprias necessidades de energia e melhorando as condições da sua utilização. Ao mesmo tempo é preciso promover a pesquisa e a aplicação de energias de menor impacto ambiental e a «redistribuição mundial dos recursos energéticos, de modo que os próprios países desprovidos possam ter acesso aos mesmos».[20] Deste modo, a crise ecológica oferece uma oportunidade histórica para elaborar uma resposta colectiva tendente a converter o modelo de desenvolvimento global segundo uma direcção mais respeitadora da criação e de um desenvolvimento humano integral, inspirado nos valores próprios da caridade na verdade. Faço votos, portanto, de que se adopte um modelo de desenvolvimento fundado na centralidade do ser humano, na promoção e partilha do bem comum, na responsabilidade, na consciência da necessidade de mudar os estilos de vida e na prudência, virtude que indica as acções que se devem realizar hoje na previsão do que poderá suceder amanhã.[21]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. A fim de guiar a humanidade para uma gestão globalmente sustentável do ambiente e dos recursos da terra, o homem é chamado a concentrar a sua inteligência no campo da pesquisa científica e tecnológica e na aplicação das descobertas que daí derivam. A «nova solidariedade», que João Paulo II propôs na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1990,[22] e a «solidariedade global», a que eu mesmo fiz apelo na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2009,[23] apresentam-se como atitudes essenciais para orientar o compromisso de tutela da criação através de um sistema de gestão dos recursos da terra melhor coordenado a nível internacional, sobretudo no momento em que se vê aparecer, de forma cada vez mais evidente, a forte relação que existe entre a luta contra a degradação ambiental e a promoção do desenvolvimento humano integral. Trata-se de uma dinâmica imprescindível, já que «o desenvolvimento integral do homem não pode realizar-se sem o desenvolvimento solidário da humanidade».[24] Muitas são hoje as oportunidades científicas e os potenciais percursos inovadores, mediante os quais é possível fornecer soluções satisfatórias e respeitadoras da relação entre o homem e o ambiente. Por exemplo, é preciso encorajar as pesquisas que visam identificar as modalidades mais eficazes para explorar a grande potencialidade da energia solar. A mesma atenção se deve prestar à questão, hoje mundial, da água e ao sistema hidrogeológico global, cujo ciclo se reveste de primária importância para a vida na terra, mas está fortemente ameaçado na sua estabilidade pelas alterações climáticas. De igual modo deve-se procurar apropriadas estratégias de desenvolvimento rural centradas nos pequenos cultivadores e nas suas famílias, sendo necessário também elaborar políticas idóneas para a gestão das florestas, o tratamento do lixo, a valorização das sinergias existentes no contraste às alterações climáticas e na luta contra a pobreza. São precisas políticas nacionais ambiciosas, completadas pelo necessário empenho internacional que há-de trazer importantes benefícios sobretudo a médio e a longo prazo. Enfim, é necessário sair da lógica de mero consumo para promover formas de produção agrícola e industrial que respeitem a ordem da criação e satisfaçam as necessidades primárias de todos. A questão ecológica não deve ser enfrentada apenas por causa das pavorosas perspectivas que a degradação ambiental esboça no horizonte; o motivo principal há-de ser a busca duma autêntica solidariedade de dimensão mundial, inspirada pelos valores da caridade, da justiça e do bem comum. Por outro lado, como já tive ocasião de recordar, a técnica «nunca é simplesmente técnica; mas manifesta o homem e as suas aspirações ao desenvolvimento, exprime a tensão do ânimo humano para uma gradual superação de certos condicionamentos materiais. Assim, a técnica insere-se no mandato de “cultivar e guardar a terra” (cf. Gn 2, 15) que Deus confiou ao homem, e há-de ser orientada para reforçar aquela aliança entre ser humano e ambiente em que se deve reflectir o amor criador de Deus».[25]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. É cada vez mais claro que o tema da degradação ambiental põe em questão os comportamentos de cada um de nós, os estilos de vida e os modelos de consumo e de produção hoje dominantes, muitas vezes insustentáveis do ponto de vista social, ambiental e até económico. Torna-se indispensável uma real mudança de mentalidade que induza a todos a adoptarem novos estilos de vida, «nos quais a busca do verdadeiro, do belo e do bom e a comunhão com os outros homens, em ordem ao crescimento comum, sejam os elementos que determinam as opções do consumo, da poupança e do investimento».[26] Deve-se educar cada vez mais para se construir a paz a partir de opções clarividentes a nível pessoal, familiar, comunitário e político. Todos somos responsáveis pela protecção e cuidado da criação. Tal responsabilidade não conhece fronteiras. Segundo o princípio de subsidiariedade, é importante que cada um, no nível que lhe corresponde, se comprometa a trabalhar para que deixem de prevalecer os interesses particulares. Um papel de sensibilização e formação compete de modo particular aos vários sujeitos da sociedade civil e às organizações não-governamentais, empenhados com determinação e generosidade na difusão de uma responsabilidade ecológica, que deveria aparecer cada vez mais ancorada ao respeito pela «ecologia humana». Além disso, é preciso lembrar a responsabilidade dos meios de comunicação social neste âmbito, propondo modelos positivos que sirvam de inspiração. É que ocu-par-se do ambiente requer uma visão larga e global do mundo; um esforço comum e responsável a fim de passar de uma lógica centrada sobre o interesse egoísta da nação para uma visão que sempre abrace as necessidades de todos os povos. Não podemos permanecer indiferentes àquilo que sucede ao nosso redor, porque a deterioração de uma parte qualquer do mundo recairia sobre todos. As relações entre pessoas, grupos sociais e Estados, bem como as relações entre homem e ambiente são chamadas a assumir o estilo do respeito e da «caridade na verdade». Neste contexto alargado, é altamente desejável que encontrem eficaz correspondência os esforços da comunidade internacional que visam obter um progressivo desarmamento e um mundo sem armas nucleares, cuja mera presença ameaça a vida da terra e o processo de desenvolvimento integral da humanidade actual e futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. A Igreja tem a sua parte de responsabilidade pela criação e sente que a deve exercer também em âmbito público, para defender a terra, a água e o ar, dádivas feitas por Deus Criador a todos, e antes de tudo para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo. Com efeito, a degradação da natureza está intimamente ligada à cultura que molda a convivência humana, pelo que, «quando a “ecologia humana”é respeitada dentro da sociedade, beneficia também a ecologia ambiental».[27] Não se pode pedir aos jovens que respeitem o ambiente, se não são ajudados, em família e na sociedade, a respeitar-se a si mesmos: o livro da natureza é único, tanto sobre a vertente do ambiente como sobre a da ética pessoal, familiar e social.[28] Os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros. Por isso, de bom grado encorajo a educação para uma responsabilidade ecológica, que, como indiquei na encíclica Caritas in veritate, salvaguarde uma autêntica «ecologia humana» e consequentemente afirme, com renovada convicção, a inviolabilidade da vida humana em todas as suas fases e condições, a dignidade da pessoa e a missão insubstituível da família, onde se educa para o amor ao próximo e o respeito da natureza.[29] É preciso preservar o património humano da sociedade. Este património de valores tem a sua origem e está inscrito na lei moral natural, que é fundamento do respeito da pessoa humana e da criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Por fim não se deve esquecer o facto, altamente significativo, de que muitos encontram tranquilidade e paz, sentem-se renovados e revigorados quando entram em contacto directo com a beleza e a harmonia da natureza. Existe aqui uma espécie de reciprocidade: quando cuidamos da criação, constatamos que Deus, através da criação, cuida de nós. Por outro lado, uma visão correcta da relação do homem com o ambiente impede de absolutizar a natureza ou de a considerar mais importante do que a pessoa. Se o magistério da Igreja exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo, fá-lo porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos. Deste modo, chega-se realmente a eliminar a identidade e a função superior do homem, favorecendo uma visão igualitarista da «dignidade» de todos os seres vivos. Assim se dá entrada a um novo panteísmo com acentos neopagãos que fazem derivar apenas da natureza, entendida em sentido puramente naturalista, a salvação para o homem. Ao contrário, a Igreja convida a colocar a questão de modo equilibrado, no respeito da «gramática» que o Criador inscreveu na sua obra, confiando ao homem o papel de guardião e administrador responsável da criação, papel de que certamente não deve abusar mas também não pode abdicar. Com efeito, a posição contrária, que considera a técnica e o poder humano como absolutos, acaba por ser um grave atentado não só à natureza, mas também à própria dignidade humana.[30]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. A busca da paz por parte de todos os homens de boa vontade será, sem dúvida alguma, facilitada pelo reconhecimento comum da relação indivisível que existe entre Deus, os seres humanos e a criação inteira. Os cristãos, iluminados pela Revelação divina e seguindo a Tradição da Igreja, prestam a sua própria contribuição. Consideram o cosmos e as suas maravilhas à luz da obra criadora do Pai e redentora de Cristo, que, pela sua morte e ressurreição, reconciliou com Deus «todas as criaturas, na terra e nos céus» (Cl 1, 20). Cristo crucificado e ressuscitado concedeu à humanidade o dom do seu Espírito santificador, que guia o caminho da história à espera daquele dia em que, com o regresso glorioso do Senhor, serão inaugurados «novos céus e uma nova terra» (2 Pd 3, 13), onde habitarão a justiça e a paz para sempre. Assim, proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa. Trata-se de um desafio urgente que se há-de enfrentar com renovado e concorde empenho; é uma oportunidade providencial para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos. Disto mesmo estejam cientes os responsáveis das nações e quantos, nos diversos níveis, têm a peito a sorte da humanidade: a salvaguarda da criação e a realização da paz são realidades intimamente ligadas entre si. Por isso, convido todos os crentes a elevarem a Deus, Criador omnipotente e Pai misericordioso, a sua oração fervorosa, para que no coração de cada homem e de cada mulher ressoe, seja acolhido e vivido o premente apelo: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaticano, 8 de Dezembro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BENEDICTUS PP. XVI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;[1] Catecismo da Igreja Católica, 198. &lt;br /&gt;[2] Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial da Paz (1 de Janeiro de 2008), 7. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Cf. n. 48. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Dante Alighieri, Divina Comédia: O Paraíso, XXXIII, 145. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Mensagem para o Dia Mundial da Paz (1 de Janeiro de 1990), 1. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Carta ap. Octogesima adveniens, 21. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Mensagem para o Dia Mundial da Paz (1 de Janeiro de 1990), 10. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] Cf. Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 32. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] Catecismo da Igreja Católica, 295. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] Heráclito de Éfeso(± 535-475 a.C.), Fragmento 22B124, in H. Diels-W. Kranz, Die Fragmente der Vorsokratiker (Weidmann, Berlim 19526). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[11] Cf. Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 48. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[12] João Paulo II, Carta enc. Centesimus annus, 37. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[13] Cf. Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 50. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[14] Const. past. Gaudium et spes, 69. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[15] Cf. João Paulo II, Carta enc.Sollicitudo rei socialis, 34. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[16] Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 37. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[17] Pont. Conselho «Justiça e Paz», Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 467;cf. Paulo VI, Carta enc. Populorum progressio, 17. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[18] Cf. João Paulo II, Carta enc. Centesimus annus, 30-31.43. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[19] Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 49. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[20] Ibid., 49. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[21] Cf. São Tomás de Aquino, Summa theologiae, II-II, q. 49, 5. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[22] Cf. n. 9. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[23] Cf. n. 8. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[24] Paulo VI, Carta enc. Populorum progressio, 43. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[25] Carta enc. Caritas in veritate, 69. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[26] João Paulo II, Carta enc. Centesimus annus, 36. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[27] Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 51. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[28] Cf. ibid., 15.51. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[29] Cf. ibid., 28.51.61; João Paulo II, Carta enc. Centesimus annus, 38.39. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[30] Cf. Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 70. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-6060251991207453864?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/6060251991207453864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/mensagem-de-sua-santidade-bento-xvi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/6060251991207453864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/6060251991207453864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/mensagem-de-sua-santidade-bento-xvi.html' title=''/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Myc2ColXg4k/S0FaEl1T1zI/AAAAAAAAADI/ONY5HvUydbU/s72-c/OgAAADglc89sTDbaWYABQUbqfsPxvFKVZOSlj78aKbhW4L5Oad4ANN21PteBzPteEWr_yx1MhUHT6bC8aZcA-D_dl3QAm1T1UGsVMB0f74g3ZDPv4jhCkXUOQPXo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-8660279197797981460</id><published>2010-01-01T06:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-01T06:35:11.273-08:00</updated><title type='text'>ESPIRITUALIDADE</title><content type='html'>&lt;em&gt;Dos Sermões de S. Proclus de Constantinopla (c. de 390-446), bispo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Quando foi a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho,&lt;br /&gt; nascido de uma mulher" (Gl 4,4).&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Que a natureza estremeça de alegria e que exulte todo o género humano, uma vez que as mulheres também são chamadas a esta honra. Que a humanidade danse em coro...: «Onde o pecado abundou, superabundou a graça» (Rm 5,20). A santa Mãe de Deus reuniu-nos aqui, a Virgem Maria, tesouro puríssimo de virgindade, paraíso espiritual do segundo Adão, ponto de união das duas naturezas, lugar de troca onde se concluíu a nossa salvação, câmara nupcial em que Cristo desposou a nossa carne. Ela é essa sarça ardente que o fogo do parto de um Deus não consumiu, a nuvem ligeira que transportou Aquele que tem o trono acima dos querubins, o velo puríssimo que recebeu o orvalho celeste... Maria, serva e mãe, virgem, céu, ponte única entre Deus e os homens, tear da encarnação em que se achou admiravelmente confeccionada a túnica da união das duas naturezas - e o Espírito Santo foi o tecelão.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não sua bondade, Deus não desdenhou nascer de uma mulher, mesmo se Aquele que dela ia ser formado era Ele mesmo a vida. Mas, se a mãe não tivesse permanecido virgem, esta gestação não teria nada de espantoso; seria simplesmente um homem que teria nascido. Mas, uma vez que ela permaneceu virgem mesmo após o parto, como poderia não se tratar de Deus e de um mistério inexprimível? Nasceu de uma maneira inefável, sem mancha, Aquele que mais tarde entrará sem obstáculo, com todas as portas fechadas, e diante de quem Tomé exclamará, contemplando a união das duas naturezas: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20,28) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por nosso amor, Aquele que por natureza era incapaz de sofrer expos-se a numerosos sofrimentos. Cristo não se tornou Deus pouco a pouco; de modo nenhum! Mas, sendo Deus, a sua misericórdia levou-o a tornar-se homem, tal como a fé nos ensina. Não pregamos um homem que se tornou Deus, proclamamos um Deus feito carne. Tomou por mãe a sua serva, Ele que pela sua natureza não conhece mãe e que, sem pai, encarnou no tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-8660279197797981460?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/8660279197797981460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/espiritualidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8660279197797981460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8660279197797981460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2010/01/espiritualidade.html' title='ESPIRITUALIDADE'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-8216675014291992569</id><published>2009-12-30T18:50:00.001-08:00</published><updated>2009-12-30T18:50:43.604-08:00</updated><title type='text'>Espiritualidade Monástica</title><content type='html'>&lt;strong&gt;“Visão Monástica: dom para um mundo necessitado”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Regra de São Bento é um documento destinado unicamente a tornar as pessoas conscientes da vida divina na qual já estão imersas. A espiritualidade beneditina, portanto, baseia-se em alguns elementos, tais como: oração, lectio, comunidade, equilíbrio, humildade, atenção, escuta obediente e administração da terra.&lt;br /&gt;A oração na espiritualidade beneditina tem a finalidade de nos colocar no espírito de Cristo e aprendermos a ver o mundo como Deus o vê. A lectio tem a finalidade de nos levar ao entendimento de que as Escrituras foram feitas para nós hoje. Com a lectio chegamos a uma compreensão da nossa própria vida. A comunidade para a espiritualidade beneditina é o lugar de nos suportarmos mutuamente, de nos apoiarmos reciprocamente de nos estimularmos uns aos outros. O equilíbrio é um elemento necessário na espiritualidade beneditina, pois é um antídoto ao excesso e ao raquitismo humano. A humildade na espiritualidade de São Bento nos diz que é necessário escutar, confiar. A humildade é a capacidade que temos de deixar Deus ser Deus. A atenção monástica é a capacidade de tomarmos consciência daquilo que está diante de nós, bem como daquilo que está dentro de nós. É saber enxergar as pequenas coisas. A escuta obediente é o que nos permite filtrar todas as mensagens, nos ajuda a avaliar tudo, não à luz do que é bom para mim, mas à luz do que é melhor para todos. A administração da terra tem como finalidade nos mostrar que devemos “tratar os objetos como se fossem vasos do altar” ( RB 31, 10 ). É o chamado a salvar a terra para as nossas crianças. &lt;br /&gt;A espiritualidade beneditina é uma maneira de se viver hoje a boa nova do Evangelho de Cristo. Podemos, diante de um mundo consumista, reverenciar a criação. Numa sociedade ambiciosa e frenética, podemos ser estáveis. Numa sociedade que explora, podemos atender ao mundo que clama por justiça. Numa sociedade que domina egoisticamente, podemos ser comunidade. Numa sociedade que depende do poder, podemos mostrar quão pouco se precisa para viver. Por fim, numa sociedade barulhenta, podemos ser contemplativos.&lt;br /&gt;A visão monástica está inserida na espiritualidade beneditina e é necessário não somente colocarmos Deus em nossas vidas, mas é imperativo reconhecê-lo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir. Bento, obl. OSB&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-8216675014291992569?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/8216675014291992569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2009/12/espiritualidade-monastica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8216675014291992569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/8216675014291992569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2009/12/espiritualidade-monastica.html' title='Espiritualidade Monástica'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-1971591978939024599</id><published>2009-12-30T18:29:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T18:30:22.626-08:00</updated><title type='text'>ESPIRITUALIDADE</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Experiência de Deus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Capítulo proferido por D. Armand Veilleux, OCSO, a 7 de fevereiro de 1999, na Abadia Notre-Dame de Scourmont, em Forges, Bélgica.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na "Declaração sobre a Vida Cisterciense" do Capítulo Geral de 1969, texto que marcou um ponto de inflexão na vida de nossa Ordem, diz-se que "nossa vida é inteiramente orientada para a experiência do Deus vivo". Gostaria de refletir um pouco com vocês sobre o que existe por detrás desta expressão: "experiência do Deus vivo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na origem da fé cristã há um grupo de homens e de mulheres que, encontrando-se com Jesus de Nazaré, fizeram a experiência de Deus. Viram Jesus, ouviram-no, tocaram-no, admiraram-no e o amaram, e pouco compreenderam, e alguns dentre eles, o seguiram. Como encontraram Deus nele? Santo Agostinho tem a respeito uma bela resposta? "Viram o homem e creram em Deus". Sua experiência de Deus foi uma síntese -ativamente estabelecida e mantida- entre uma percepção humana de um lado, e de outro, uma fé que avançava bem para além desta percepção. Sua experiência de Deus não era o sentimento ou o conjunto de sentimentos que poderiam ter na presença de Jesus, mas a síntese destes sentimentos com sua fé. E esta síntese tinha efeitos profundos e permanentes em suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo ocorre com nossa experiência de Deus. Ela é sempre indireta: ela é sempre transmitida através dos sacramentos, isto é, através de sinais que devem ser interpretados na fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nossa vida espiritual, há comumente períodos de alegria e de consolação, seguidos por períodos de obscuridade . Deus não está mais presente ou mais ausente num ou noutro. Podemos também fazer a experiência, durante nossa vida, de momentos fortes, momentos breves (flashes) de intuição ou de iluminação quando, por exemplo, nos é dado subitamente compreender certas palavras da Escritura. Podemos também fazer por vezes a experiência de grande confusão e perturbação interior. Estes dois gêneros de experiência se passam em geral na aurora de uma nova conversão. Trata-se, de todo modo, de pontos de inflexão em nossas vidas, de momentos de crise onde o nosso psiquismo precisa ele próprio, ser convertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossos dias, fala-se muito de experiências de ponta ou de pico ('peak experiences' em Inglês), e tende-se a lhes dar uma importância muito grande, como se elas fosse um objetivo na vida. Parece que o primeiro a ter utilizado esta expressão inglesa foi o psicólogo americano Abraham Maslow em 1962. Antes dele, trabalhos publicados pelos psicólogos se baseavam sobretudo no estudo de pessoas doentes e na análise de suas necessidades, seus problemas e suas lutas. Maslow decidiu estudar também pessoas que eram sadias psicologicamente, que eram felizes e haviam tido sucesso em suas vidas. Analisou o comportamento destas pessoas e se interessou particularmente pelos "pontos de inflexão" em suas vidas, pelas experiências particularmente vivas e pungentes que haviam transformado suas existências. Chamou-as com o nome de peak experiences. Descreveu cerca de vinte características de tais experiências, das quais quase todas tinham uma dimensão religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, 1) o objeto de tais experiências é percebido como algo de absoluto, que não tem necessidade de justificação; 2) tais experiências convencem que a vida vale a pena ser vivida; 3) são percebidas como um dom, ou em linguagem cristã, como uma graça; 4) têm um poder de cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto é bom e belo. Contudo, o perigo reside em que, em muitos movimentos culturais ou religiosos contemporâneos, depois dos anos 60, considera-se muito facilmente tais experiências como experiências religiosas e mesmo, como experiências de Deus. Isto é um erro. Um sentimento artístico diante da beleza, um movimento de amor intenso em presença de uma pessoa querida, uma inclinação generosa pelo que é grande e absoluto, ou ainda, um sentimento de comunhão com o universo ou com um grupo de pessoas - tudo isto é admirável e pode facilmente conduzir a uma experiência religiosa, mas ela não é em si isto. Pode ser apenas a atualização da dimensão religiosa de nosso psiquismo humano. Uma experiência religiosa mesmo extática não é necessariamente uma experiência de Deus. Além disto, tais experiências religiosas podem ser provocadas, quer por circunstâncias felizes da vida, quer por drogas ou por fenômenos grupais. Podem ainda ser provocadas pela recitação de fórmulas de oração, por jejuns, pela ascese física, por flagelações, etc. Estas experiências podem ser muito boas nelas mesmas; podem mesmo levar a um encontro com Deus. … importante contudo dar-se conta de que elas não são em si mesmas uma experiência de Deus. Temo que, por vezes, se induziu em erro cristãos e cristãs sinceras ensinando-lhes métodos de oração que conduziam a tais estados psicológicos e fazendo-os crer que tais estados psicológicos já eram a oração, enquanto não eram mais do que um prelúdio, muitas vezes útil, ao dom da oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas pessoas, após sua conversão, tiveram por certo tempo um tipo de experiências muito gratificantes, e quando elas não mais ocorrem, pensam que Deus as abandonou. Ou outras pessoas fazem tais experiências gratificantes durante sua oração privada, mas jamais durante o Ofício Divino, e assim concluem erroneamente que o 'Opus Dei' não as aproxima tanto de Deus quanto a sua oração privada ou meditação. Ou ainda certos padres sentem falta dos grandes sentimentos de devoção quando celebram sua missa privada em relação quando eles a concelebram, e daí concluem que são mais fortemente unidos a Deus em suas missas privadas do que na missa comunitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo exemplo de experiência de Deus é a do Apóstolo Paulo. O que lhe acontece no caminho de Damasco foi certamente uma experiência de ponta (peak experience). Este foi um momento muito importante em sua vida. Mas Paulo esteve certamente também intensamente unido ao Cristo durante todos os anos seguintes de sua vida e não apenas neste momento particular. E este também não foi uma experiência isolada. Havia sido preparada por outra e foi seguida de outra. Com efeito, quando Paulo se dirigia pelo caminho de Damasco, seu coração estava cheio de agressividade contra os cristãos, não porque fosse um homem mau, mas ao contrário, porque era fiel às tradições segundo as quais havia sido formado. Estava cheio de agressividade, pois se sentia ameaçado por esta nova fé que opunha às suas tradições mais caras nas quais fora ensinado. Era pelo amor de Deus que perseguia os inovadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro choque que o colocou abaixo foi a pergunta: "Por que ME persegues?" Um Deus que se identificava com os perseguidos: este foi o verdadeiro choque para o judeu Paulo de Tarso. Paulo se preocupara até aquele momento em manter uma separação entre judeus e pagãos. Quando despertou, ou quando Ananias lhe abriu os olhos, Paulo poderia fazer o que tanto convertidos quanto pseudo-convertidos fazem: poderia se colocar a destruir o que ele havia servido, mas com a mesma paixão, e se colocar a adorar o que ele havia destruído, mas com a mesma intolerância. Poderia então ter mudado um "eu" por um outro "eu". A única alteração verdadeira foi a identidade daqueles que o perseguiam. Ao contrário, a despeito do fato de que os primeiros cristãos sofriam a forte tentação de reforçar sua identidade e de buscar sua coesão na luta agressiva contra os judeus, projetando sobre eles seu complexo de culpa e tornando-os responsáveis pela morte de Jesus, Paulo utilizou toda sua energia e uma grande parte de seus escritos para mostrar que os judeus são e permanecerão uma parte integral do plano de salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das razões de interesse contemporâneo no Ocidente em tais experiências de ponta, deve ser buscada no interesse crescente pelo budismo. No budismo, todos os esforços são orientados para a experiência do Satori, que é a experiência de pico por excelência. Todo o budismo foi construído sobre a iluminação de Buda, sob a árvore Bodhi em Bodh Gaya no século sexto a.C. … um acontecimento que todo budista deseja repetir em sua vida. Para ele, esta iluminação é o despertar do terceiro olho, o olho do coração. Quando o olho interior está aberto, adentra-se na verdadeira sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho fala também de iluminação e Jesus se refere ao olho do coração quando diz: "O olho é a lâmpada do corpo. Então, se teu olho está são, todo teu corpo estará na luz; mas se teu olho não está são, todo teu corpo estará na treva. Se a luz em ti é treva, quão grande será a treva!" (Mt 6,22-23). O mesmo tema da iluminação se acha ao longo de todo o 4o. Evangelho, no qual o homem cego descobre que Jesus é a luz do mundo. &lt;br /&gt;Um budista pratica uma disciplina rigorosa e não será feliz se não atingir o satori ou a iluminação ao menos alguma vez, ou em todo caso, uma vez na vida. Só o momento conta verdadeiramente para ele. Para o cristão, isto é diferente. A experiência de Deus não é alguma coisa que somos chamados a ter em alguns momentos privilegiados de nossa vida. … algo que deve ser permanente e constante. E a isto se chega através da Metanoia, ou seja, da conversão do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida cristã, as experiências extraordinárias (às quais dá-se facilmente o nome de experiências místicas) não tem valor espiritual particular. São indicadores na caminhada. Nada além disto. E muitas coisas que podemos facilmente considerar como experiências místicas podem ser apenas simples estados psicológicos. Fazemos a experiência de Deus, não através de estados psicológicos particulares, mas por meio de uma conversão contínua, levada a efeito por uma observância de disciplina cotidiana. &lt;br /&gt;No Cristianismo, há dois modos (dentre outros) de compreender a contemplação. Uma, disseminada no Ocidente, e que se enraiza na filosofia grega, sobretudo neoplatônica, considera a contemplação como a atividade suprema do espírito. A outra, a compreensão bíblica, vê a contemplação numa relação contínua entre Deus e seu povo, ao longo de sua história. A experiência de Deus, nesta perspectiva, não é algo que se produza de quando em quando na vida, em momentos fortes, mas algo que está sempre presente tão frequentemente e por tanto tempo, que estamos unidos a Deus no amor, na fidelidade a todas as nossas obrigações e tarefas cotidianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Abbey of Scourmont, 1999&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduziu: Cecilia Fridman, Rio Negro, PR, Brasil, para o Mosteiro Trapista Nossa Senhora do Novo Mundo, 31 de março de 1999.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-1971591978939024599?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/1971591978939024599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2009/12/espiritualidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/1971591978939024599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/1971591978939024599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2009/12/espiritualidade.html' title='ESPIRITUALIDADE'/><author><name>Ir. Bento, obl. OSB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05899147157768901747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-oGTFpoENLeQ/TZFQogb7eMI/AAAAAAAAAIQ/ziRbWLHniDs/s220/Imagem061.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7395498755936274219.post-7283192432194040240</id><published>2009-12-30T14:11:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T14:13:19.293-08:00</updated><title type='text'>REFLEXÃO</title><content type='html'>&lt;em&gt;Do Comentário sobre São João, de São Tomás de Aquino (1225-1274), presbítero e doutor da Igreja.&lt;br /&gt;I, 178ss. (trad. Cerf 2002, t. 1, p. 122)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;«O que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam acerca do Verbo da vida [...], isso vos anunciamos» (1Jo 1, 1-3). [...] O Verbo encarnado deu-Se a conhecer aos apóstolos de duas maneiras: eles reconheceram-No, em primeiro lugar, pela vista, recebendo do próprio Verbo o conhecimento do Verbo; e, em segundo lugar, pelo ouvido, recebendo do testemunho de João Batista o conhecimento do Verbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acerca do Verbo, João Evangelista começa por dizer o seguinte: «Nós contemplamos a sua glória.» [...] Para São João Crisóstomo, estas palavras estão relacionadas com a frase anterior do evangelho de João: «O Verbo fez-Se homem»; o evangelista pretende dizer que a encarnação nos conferiu, para além do benefício de nos tornarmos filhos de Deus, o benefício de vermos a Sua glória. Com efeito, olhos fracos e doentes não são capazes de, por si mesmos, contemplar a luz do sol; mas, quando o sol incide numa nuvem, ou num corpo opaco, já são capazes de o contemplar. Antes da encarnação do Verbo, os espíritos humanos eram incapazes de olhar diretamente para a luz que «a todo o homem ilumina». Assim, e para que não fossem privados da alegria de a verem, a própria luz, o Verbo de Deus, quis revestir-Se de carne, a fim de que fôssemos capazes de a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, estando os homens «voltados para o lado do deserto, a glória do Senhor apareceu, de repente, na nuvem» (Ex 16, 10); isto é, o Verbo de Deus encarnou. [...] E Santo Agostinho observa que, para que pudéssemos ver a Deus, o Verbo sarou os olhos dos homens, fazendo da Sua carne um colírio salutar. [...] Eis por que motivo, logo após ter dito: «O  Verbo fez-Se homem», o evangelista acrescenta: «E nós contemplamos a sua glória», como que para explicar que, mal se aplicou este colírio, os nossos olhos ficaram sarados. [...] Era esta glória que Moisés desejava ver e da qual viu apenas uma sombra e um símbolo. Os apóstolos, pelo contrário, viram-na em todo o seu esplendor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-7283192432194040240?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/7283192432194040240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2009/12/reflexao_30.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/7283192432194040240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/7283192432194040240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2009/12/reflexao_30.html' title='REFLEXÃO'/><author><name>Ir. 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Portanto que nos aproximemos hoje porque um novo sol brilha mais do que de costume. Até então fechado em Belém na estreiteza de uma manjedoura e conhecido por um pequeno número de pessoas, Ele vem agora a Jerusalém, ao Templo do Senhor; é apresentado a mais do que uma pessoa. Até então, tu, Belém, alegravas-te sozinha com a luz que tinha sido dada a todos; orgulhosa dum privilégio e de uma notícia inaudita, podias rivalizar com o próprio Oriente pela tua luz. Melhor ainda, coisa inacreditável de se dizer, havia em ti, numa manjedoura, mais luz do que a que o sol deste mundo pode espalhar, quando nasce. [...] Mas hoje, o Sol eleva-se para irradiar sobre o mundo. Oferecemos ao Templo de Jerusalém o Senhor do Templo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como são felizes os que se oferecem a Deus tal como Cristo, como uma pomba, no íntimo de um coração tranqüilo! Esses estão preparados para celebrar com Maria o mistério da purificação. [...] Não foi a Mãe de Deus que foi purificada neste dia, porque nunca consentiu no pecado. É o homem, manchado pelo pecado, que hoje é purificado pelo filho que Ela teve e pela sua consagração voluntária. [...] Foi a nossa purificação que, por Maria, foi obtida. [...] Se nos abraçarmos com Fé ao fruto das suas entranhas, se nos oferecermos com Ele no Templo, o mistério que celebramos nos purificará.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7395498755936274219-3513547310157352919?l=gaudete-gaudete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/feeds/3513547310157352919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2009/12/reflexao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3513547310157352919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7395498755936274219/posts/default/3513547310157352919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gaudete-gaudete.blogspot.com/2009/12/reflexao.html' title='REFLEXÃO'/><author><name>Ir. 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